SAUDADES.... (essa, exclusivamente nossa)

(Texto retirado do site da Turma Maria Quitéria do CMRJ e modificado para melhor adaptação)

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Olhares pousados na paisagem que, hoje, assim, de repente, se torna passado: o Ginásio Esportivo Osório, o Legendário, cenário de tantos episódios marcantes desses tantos anos de Fundação Osório. Alguns passaram dez anos, outros sete, outros cinco, outros três anos...Tão efêmera, tão apressada é a vida! O tempo passou feito um cometa. Parece que foi ontem o dia em que tudo começou! Estamos nos formando e há alguns instantes chegávamos ao colégio pelo imperial portão, todos assustados, ansiosos pelo "novo mundo", arruinando dias de estudo...

Tantas pessoas, tantos exemplos de vida; alguns que se foram para sempre, deixando muita saudade. Aprendemos tantos valores, recebemos tanta informação. Todavia, esqueceram-se de nos ensinar algo tão importante: viver sem o amparo de suas paredes , sem a sombra das árvores e palmeiras seculares, sem a companhia dos amigos mais queridos e verdadeiros. Essa será a pior prova de todas. Tarefa difícil dizer adeus a tantos dias felizes! Cada dia, uma lembrança. Cada lembrança, um motivo para a iminente lágrima de saudade rolar sobre a face menos jovem de cada um de nós.

Aproveitamos muito esse período. Temos histórias pitorescas para contar. As vivências desses anos são inigualáveis. Um aluno de outro colégio que não seja a Fundação Osório jamais compreenderá a singularidade das situações que acontecem conosco. É preciso ter a boina bem colocada na cabeça e o peso da farda no corpo pequeno, para entender. É preciso passar mal na primeira formatura e melhorar antes do desfile, porque quer muito marchar. É preciso viver a vontade de correr pelos seus arredores, pela Praça de esportes, pela floresta, pela equipe do Bandeirante. É preciso competir com tantos alunos nas filas das cantinas, durante o recreio, e não se atrasar para as aulas. É preciso estar disciplinado, e cantar bem alto as canções, e chorar de emoção na formatura, sabendo que está chegando a despedida. É preciso sentir, um dia, o coração batendo na cadência do bumbo. É preciso avançar, no contorno da praça de esportes, passo a passo, ano a ano, Corpo de Alunos e Guarda Bandeira. É preciso, enfim, querer muito ir logo para o terceiro ano e, no último dia de aula, querer voltar para o dia que ingressou na Fundação...

Um aluno de outro colégio que não seja a F.O. jamais compreenderá a singularidade das situações que acontecem conosco. É preciso vivê-las para entender o que sentimos hoje. Depois de tanto tempo, redescobrimos o sentido dos últimos versos da nossa canção:

"A Osório a certeza

De saber que do passado

Ficará em nossa História

O teu nome firme gravado."

Quem escreveu a canção sabia bem do que estava falando. Todo aluno da FO um dia entende o peso desses versos. E o nosso dia chegou. O nosso único consolo é saber que existe muito para trás, sim, mas para a frente existe ainda mais!

 

 

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