A PAIXÃO DE MANINHO
 
 
 

Nosso amigo Maninho possui uma grande paixão, aquelas realmente inseparáveis.
Mulher? Não... não estamos falando de mulher. Homem? Não... não é homem também. Futebol? Não... não é o forte dele. Drogas, Sexo e Rockn'Roll? Não... não. Cachaça??? Opa... esquentou, mas não é disso que estamos falando. Estamos falando de sua velha viola.

Mas da onde vem essa velha paixão???

Tudo começou aos 2 anos de idade, quando seu avô lhe deu uma velha viola que trouxera do Vietnã em 1975, o qual a usava durante as noites geladas na trinxeira em plena guerra para levar os pensamentos a sua amada que ficara no Brasil, hoje a avó de Maninho, Ilma Weigel.

Existe um velho ditado em inglês que diz "The book is on the table", que traduzindo fica "O espirito da música não morre... jamais". E é esse o lema que Maninho leva na vida, e nós, que já o ouvimos dar suas fortes e bravas dedilhadas nas velhas cordas de sua viola, confirmamos sem esitar. Sentimos ao ouvilo tocar que o som vem da alma, e flui naturalmente, como as águas fluem sobre as pedras da Montanha Elzbert, na Alemanha.

Com apenas 2 anos de idade, sem aula alguma de violão, Maninho dava suas primeiras dedilhadas na viola, trancado em seu quarto, enquanto lá fora o orvalho caia sobre as folhas. Foi que um dia um vizinho seu, Alfredo Stuelp, despertou-se ao meio da noite com aquele som que ecoava nas quebradas da rua, assim como o vento ecoa ao encontar algum obstáculo no campo. Surpreendido com o som que ouvia, saiu, estonteado e ao mesmo tempo facinado, a procura da fonte daquele som. Não achara naquela noite, e por anos e anos consecutivos, todas as noites, abaixo de temperaturas negativas ou mesmo chuva, Alfredo saia atrás daquele som. Até que um dia Alfredo estava trabalhando em sua oficina, em plena tarde, e ouvira aquele som novamente. Largou suas ferramentas de trabalho e saiu a procura daquela obra de arte, e encontrou Maninho, na varanda de sua casa, já com 5 anos de idade e uma cervejinha encostada ao pé da cadeira. Alfredo, após muitas saudações e com lágrimas no olhar, pediu para Maninho tocar uma música... apenas uma para ele ouvir. Maninho, com um fio de capim entre os lábios, ficou pensativo por alguns instantes e tocou "Velhas Fotos", que mais tarde virou sucesso de outra banda. Pediu para que tocasse mais, e mais, e como para Maninho aquilo era uma coisa que vinha da alma, tocou e tocou sem qualquer esforço.

Alfredo, soluçando de emoção, ofereceu sua filha em troca de Maninho aceitar sua proposta de fazer sucesso pelo mundo a fora. Maninho ficou pensativo, deu um súbito e rápido gole em sua cerveja que ainda ali estava encostada ao pé da cadeira, pensou, tomou mais um gole, e mais um, pensou, e mais um gole, e mais um, e mais. Então ficou imóvel por alguns segundos como se estivera decidido. Soltou um breve arroto e disse "Sim". Isso mesmo, ele disse "Sim". É o famoso "Sim de 1986" que aprendemos na escola, e que ocorreu exatamente às 15 horas e 37 minutos de uma quinta-feira ensolarada de 1986, e que mudou a história da música mundial.

Passou então a se chamar Rei Maninho. Porém Rei Maninho ergueu a cabeça, e caches estonteantes começou a cobrar pelas suas fotos ao lado da velha viola, algo em torno de 6 barris de cerveja, na época. Por isso muitas fotos de Rei Maninho existem, mas sem a viola devido aos altos caches. Conseguimos uma foto de Rei Maninho durante uma turnê na Turquia, aos 5 anos de idade. Ela vem logo a seguir, porém, infelizmente, sem a viola devido ao alto cachê e direitos autorais que teríamos que pagar.
 


 

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