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| PRETOS VELHOS | ||||||||||||
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| S�o considerados dentro da Umbanda e at� mesmo dentro de certas casas de Candombl�, como as grandes almas conhecedoras da espiritualidade e da religi�o em si. Contam as lendas que quando os holandeses e portugueses decidiram trazer a m�o de obra escrava para trabalhar nas terras brasileiras (pois a catequese e o trabalho ind�gena n�o tinham dado certo) os negros e negras que vieram das terras africanas, trouxeram com eles uma cultura muito forte e uma religi�o que aqui se firmou e acabou criando as bases para a �nica religi�o 100% brasileira, a Umbanda. Com a vinda dos negros para o Brasil, trouxeram culturas de v�rias na��es ainda hoje existentes (geg�, marrim, angola, nag�, jej� e ketu) outras se perderam com o tempo e com a falta de p�s e ervas para o seu culto. O desembarque dos negros aqui no Brasil se deu em v�rias regi�es, principalmente na Bahia, mas houveram desembarques tamb�m em terras Paranaenses, Mineiras, Porto Alegrenses, S�o Paulinas e Fluminenses. Mas por raz�o desconhecida se firmou com muita for�a nas terras do Norte, onde a pre sen�a at� hoje � muito forte. Esses desembarques em locais e terras diferentes explica uma das contradi��es mais discutidas dentro das Na��es do Candombl� e da pr�pria Umbanda. Com o desembarque nas terras brasileiras, a catequese por parte dos portugueses e ho landeses foi marcante, obrigando os africanos a se dedicarem �nica e exclusivamente a religi�o predominante na �poca, o Catolicismo. Os africanos eram obrigados a jurar lealdade e amor a religi�o que fora imposta a eles. Mas por mist�rios at� hoje desconhecidos, tiveram a id�ia de ligar os orix�s que cultuavam aos santos da igreja cat�lica, fazendo assim um altar com santos e santas para agradar aos senhores de engenho, mais por baixo das imagens (a maioria de barro) existiam os ax�s e assentamentos dos orix�s que por eles eram cultuados. A partir desse momento nasce o Sincretismo. Para os africanos Ogum era o deus da guerra na �frica, fazendo a liga��o a S�o Jorge e assim sucessivamente. Mas enquanto os africanos atribuiam Ogum a S�o Jorge nas terras do Sul, no Norte a atribui��o era dada a S�o Sebasti�o e a Santo Ant�nio (dois santos tamb�m muito guerreiros e que viveram na mesma �poca de S�o Jorge). Dai aconteceram as mudan�as de sincretismo, existentes at� hoje. No ano de 1908 (data de funda��o da Umbanda) os esp�ritos que trabalhavam em uma linha chamada linha branca (exus, caboclos, pretos velhos e catimbozeiros) decidiram fundar uma religi�o que fugisse aos costumes Candomblecistas, que n�o promovesse holocaustos e que teria a fun��o b�sica de cultuar somente os orix�s cujo sincretismo j� existia, e que prestasse acima de tudo a caridade. Funda-se a Umbanda tendo como grande mentor o Caboclo das 7 encruzilhadas (ver o link caboclos ). Hoje dentro da Umbanda, demonstram a grande Lei do Criador levando em frente a passagem "Ama ao pr�ximo como a ti mesmo". Hoje depois de anos de sofrimento e castigos, vem dentro de Umbanda e prestam a caridade absoluta, esquecendo por completo a encarna��o de dor e de mis�ria pela qual passaram. S�o esp�ritos puros e ocupam a mais alta patente dentro de Umbanda, s�o grandes guias e mentores espirituais. Comandam casas de santo com sapi�ncia e ast�cia pouco vista. N�o tem correntes, e hoje s�o esp�ritos que dominam todas as linhas e conhecem como ningu�m os feiti�os e macumbas do santo. Rodam o mundo e tem a permiss�o de Deus para entrar e sair de qualquer mundo ou lugar. Fumam cachimbos e fumos de palha e bebem seu vinho tinto e caf�. Dentro de Umbanda podemos citar: Pai Joaquim, Pai Jos�, Pai jac�, Pai Manoel, Velho Chico, Pai Guin�, Rei Congo, Pai Congo entre outros. As pretas velhas mais conheci das s�o: Vov� Maria Conga, Vov� Rosa, Vov� Maria Rita, Vov� Cambida, Vov� Catarina, Vov� Benedita entre outras. Louvado sejam as almas benditas do cativeiro!!! |
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