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"Como todo carro alemão, o Volkswagen é funcional e tem um acabamento feito com materiais resistentes, mas o gôsto é discutível." Assim começou o teste do Volkswagen 1600, quatro portas. A posição do motorista é boa para Jackie Stewart, porque o banco alto permite boa visibilidade, o que é muito importante. Além disso, é duro, o que, embora desconfortável, ajuda a combater a sonolência nas viagens longas. "O Mercedes também é assim", disse. E sorrindo de leve, "Afinal ambos são alemães". O comportamento do carro nas curvas, a direção, a suspensão e características gerais não agradaram, entretanto, ao campeão: "Todo Volkswagen é acentuadamente
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sôbre-esterçante, e êsse aspecto, bom para os pilotos de competição, não é seguro para o motorista comum". Considerou negativos a direção muito pesada e o fato de o carro iniciar as curvas com sob-estêrço e conclui-las com grande sôbre-estêrço. O câmbio, para Stewart, é muito bom, fácil o engate de marchas e boas as relações, sem serem as melhores. Os freios a disco na dianteira param bem o carro, mas não apresentam progressividade e sensibilidade no pedal, como êle gostaria. Achou pobre a aceleração, considerando contudo, que o câmbio de quatro marchas ajuda muito, de forma que ela pode ser classificada de boa para a cidade. Depois de dizer que o nível de ruído externo é razoável, concluiu: "Para quem não quer gastar muito dinheiro com automóvel, o Volkswagen ainda é a melhor solução. Mas acho que êle deveria ser um pouco maior e bem mais barato do que os carros concorrentes da faixa superior, como o Opala, para acentuar mais essa vantagem".
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