Ela é uma religião que deve ser respeitada como toda outra, e por eu ter este respeito dedico aqui esta parte a todos os wiccans (ou wiccanianos) e curiosos.
Esta religião adora dois deuses, no caso, uma Deusa e seu consorte, o Deus Cernnunos (ou Deus Cornífero). Os bruxos dessa religião associam os ciclos do planeta Terra com o ciclo da vida do Deus: desde queando a Deusa o dá a luz até a morte dela, quando aí ela já o concebeu novamnte para seu renascimento. Estes são os chamados Sabbaths.
Os Sabbaths são no total, 8. Para os wiccans e não-wiccans, eles significam o ciclo da natureza, as quatro estações e suas metades. Aliás, essas são as datas em que eles são comemorados. Os sabbaths são rituais de comemorações, não rituais para muita seriedade (mas eles devem ser levados a sério, se é que vocês me entendem!). Por isso, não se atenha a palavras e a métodos, pois tudo não passa de uma festa. Deve-se manter a alegria!!! Aproveitem!!!
Samhain é conhecido sob nome de Festa dos Mortos e Festa das Maçãs. Por ser uma das datas mais importantes para as bruxas, em que se comemora a passagem do ano, Samhain também tornou-se conhecido como Dia das Bruxas.
Em Samhain devemos refletir sobre o ano que se passou, nossos erros e acertos, como fazer para melhorar tudo em nossa vida. Neste dia, as bruxas sentem que o grande portal que separa o mundo físico do mundo espiritual está aberto, e nessa noite relembramos os queridos que já se foram e podemos estabelecer ligação com eles. Por isso, é uma boa época para a consulta dos oráculos, pois as entidades vão ajudar a leitura destes. O altar deve ser ornamentado com maçãs e folhas de cipreste, e em seu centro deve-se colocar uma cuia cheia de água e algumas velas acesas. É o dia da celebração da escuridão e da morte. Em Samhain reverenciamos a Deusa no seu aspecto de Senhora dos Mistérios e o Deus, em seu aspecto de Senhor da Morte. É o período em que o ciclo se cumpre, deixando-nos a esperança do renascimento.
Em geral nesse Sabbath come-se: beterrabas, nabos, milho, castanhas, gengibre, cidra, vinho quente, pratos com abóboras e pratos com carne.
Sua comemoração acontece em 21 de junho. Yule é um tempo de grande escuridão, da mais longa noite do ano, quando o inverno se estabelece. Depois disso o Sol volta a ficar mais intenso e os dias passam novamente a serem mais longos. Por isso, esta data é a data que representa a Deusa dando a luz os Deus Cornífero, porque ele representa o Sol e este está retornando à vida. Entre os antigos povos primitivos, era o dia em que imploravam que o inverno não fosse por demais rigoroso e que as forças da natureza estivessem sempre ao seu lado.
No período de Yule, devemos por no altar azevinho, folhas de figueira ou cipreste e manter velas acesas simbolizando o retorno da luz do Sol. Esse é o tempo da realização de feitiços e preparação de amuletos voltados para a proteção.
Em Yule, honramos a Deusa no seu aspecto divino e eterno de Mãe, sendo o Deus sua criança divina, o novo ano solar.
Geralmente come-se castanhas, frutas como a maçã e pêras, bolos de castanhas embebidos de cidra, chás de gengibre ou hibisco.
Esta data é a que a Deusa se reestabelece após o nascimento de seu filho. Cernnunos não é mais um bebê, e sim já um jovem. A Deusa é acordada pela luz dos dias que estão cada vez mais longos.
Quando começa o calor, começa o tempo de fertilidade. Por isso, este sabbath é dedicado à fertilidade, e à iluminação dos pensamentos, à criatividade. É propício se realizar ritos de fertilidade e prosperidade. Imbolc também é conhecido como Oimelc, Lupercalia, Festa de Pã, dia de Brigit, além de outro nomes. Nesse período, não existem flores nem frutos no altar, representando o que acontece com a natureza.
Em Imbolg, come-se laticínios, comidas condimentadas e encorpadas, pratos com pimenta, curry, cebolas, pratos com passas e bebe-se um vinho bem forte.
OSTARA OU EQUINÓCIO DA PRIMAVERA
Ostara ou Equinócio de Primavera. Os dias nesta época do ano estão iguais, e vivemos o meio da primavera. A Deusa goza da fertilidade e Cernnunos aproveita seu amadurecimento, pois ele ainda é um belo e jovem rapaz. Os dois impelem os animais à reprodução. É o tempo de começo e de novos acontecimentos.
O altar deve estar decorado com narcisos e ovos coloridos. Os narcisos representamos primeiras flores da primavera e os ovos pintados, a fertilidade. Devem ser realizados feitiços ligados a começos, ou seja, novos amores, nova casa, novo emprego, nova vida, etc. Em Ostara, a Deusa é reverenciada no seu aspecto de Deusa da Primavera, e o Deus, no seu aspecto de Deus da Fertilidade.
Para a festa providencie: sementes (como o girassol, abóbora e gergilin,assim como castanhas de pinheiro). Brotos, verduras folhosas e verdes. Pratos com flores, como nastúrcios recheados ou bolinhos de cravo.
Esta época é a qual o Deus Cornífero entra na fase adulta, na maturidade. Ele se transforma em um homem feito. Dentro dele habita toda a potência da natureza masculina, e ele deseja a Deusa ardentemente. Ela também se apaixona, e juntos fazem amor sobre as relvas floridas. Nesse ritual, deve-se colocar no jardim um tronco ou mesmo um bambu, no centro de um grande círculo. Este poste representa o falo, órgão sexual masculino. Ele deve ter várias fita coloridas presas, caindo quase até o solo. As pessoas devem dançar em círculo em volta dele, segurando as pontas das fitas. Deve-se ter também nesse período o caldeirão com água e com flores boiando na sua superfície. O altar deve estar decorado com uma grande variedade de flores. É tempo dos feitiços ligados à fertilidade feminina e ao amor. A Deusa é, então, venerada como noiva, e o Deus, como Senhor da Floresta. É celebrada a Sagrada União. Come-se alimentos vindos ou derivados do leite, creme de cravo-de-defunto, sorvetes de baunilha, bolos de aveia.
Solstício de verão. Os poderes da Natureza estão no seu limite máximo e a Terra se encontra banhada pela fertilidade da Deusa e do Deus. Tudo é claro, e o sol brilha com enorme intensidade. É tempo das flores solares, como o girassol e a calêndula. O altar deve ter muitos girassóis expressando a potência do Sol nessa época. Ervas mágicas devem ser queimadas no incensário. Os feitiços são os que estão destinados a aumentar nossas energias e também os de proteção. A Deusa é honrada no seu aspecto Gaia, Mãe Terra, e o Deus, no seu Aspecto de Deus Sol. As comidas típicas dessa época são: frutas frescas e vinho doce
É celebrado em 2 de fevereiro. É o período da colheita, quando as plantas da primavera mostram seus frutos e sementes, assegurando, assim, futuras colheitas. Nesse período, o Deus Cornífero gradualmente perde sua força, e as noites vão lentamente ficando mais longas do que os dias. A Deusa observa ternamente o fenecimento de seu amante, sabendo que, dentro dela, ele vive enquanto seu filho. No altar devemos colocar ramos de trigo, espigas de milho e flores da estação. É tempo de agradecer o alimento recebido e realizar os feitiços ligados à prosperidade. A Deusa é, então, honrada no seu aspecto Semente, e o Deus é reverenciado no seu aspecto de Senhor da Colheita.
Para a festa, providencie: pães, amoras pretas e outras frutinhas,maçãs verdes, frutas da época e vinho de uva.
Mabon é a segunda época da colheita. É a época em que a Deusa se sente triste, pois o Deus se prepara para deixar o mundo físico. Na verdade a Deusa, assim como toda bruxa, sabe que a morte é apenas o início de uma nova vida, mas ela não consegue se conter. É época de perdirmos ajuda e proteção para os doentes e para os idosos. Os alimentos e bebidas típicos desta época são: derivados do trigo, do milho, todos os tipos de raízes e sementes, maçãs, romãs, vinho seco e suco de frutas.
Não acaba por aí. A Wicca possui o que chamamos Tradições, que são subdivisões em que os rituais são diferentes, mas o objetivo é o mesmo: adorar os Deuses. Um coven é um grupo de bruxos, que tem que ser mais do que irmãos, que seguem uma determinada Tradição e se reúnem periodicamente para comemorar seus Sabbaths e também para realizar seus rituais e estudos.
ESCREVEREI SOBRE CADA TRADIÇÃO EM BREVE!
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