Sobre mim...


Os contos e eu...


Os contos aparecem na minha vida pela voz de duas mulheres, uma delas a minha mãe, a outra, uma senhora a quem eu chamava “Tatão”. Com elas fui crescendo e desenvolvendo a minha imaginação e fantasia numa relação fraterna e doce.


Mais tarde, através de uma necessidade crescente desses tempos passados,

conjugada com o curso de Animação Cultural e Educação Comunitária no qual

frequentava, resolvi fazer renascer em mim os contos que andavam perdidos cá dentro, mostrando a sua importância para adultos e crianças. Esta decisão levou-me a entrar num novo mundo, levando-me a conhecer muitos dos contadores portugueses, os teóricos que escreveram e escrevem sobre os contos e os próprios contos. Um dos contos que descobri foi "A menina que queria ser uma maçã, do escritor José Eduardo Agualusa, pelo qual me apaixonei e que me tem acompanhado desde o início desta aventura que é contar.

Mas, mais importante que tudo isto, foi perceber que a necessidade por mim sentida de ouvir contar era igual à necessidade de muitos outros seres humanos.


Hoje, conto para que o acto de contar não desapareça entre a voz dos tempos e para que as pessoas possam sentir os contos. Porque os contos guardam ensinamentos que vão muito além da nossa compreensão, mas para os aprender, é preciso sentir. E para sentir é preciso ouvir contar.


Bruno Batista


 
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