| Teatro da Trindade / Inatel apresenta | |||||||||||||||||||||||||
| de Bruno Schiappa | |||||||||||||||||||||||||
| Mem�rias de um Psicopata III | |||||||||||||||||||||||||
| com Bruno Schiappa e Sofia Gon�alves | |||||||||||||||||||||||||
| ESTREIA DIA 20 de Nov. ENSAIO DE IMPRENSA DIA 17, �s 16h | |||||||||||||||||||||||||
| EM CENA AT� 13 de Dez. DE QUARTA A S�BADO �S 22H. | |||||||||||||||||||||||||
| As duas primeiras partes da Trilogia | |||||||||||||||||||||||||
| A primeira parte da trilogia tratava de um autor que criou uma personagem no papel. A partir do momento da cria��o, esse mesmo autor n�o conseguia escrever sobre mais nada. Desde que acordava at� que se deitava s� pensava no "seu" psicopata. O agravamento da esquizofrenia de que � alvo o autor leva-o a cometer suic�dio como �nica forma de acabar de vez com a personagem que criara. | |||||||||||||||||||||||||
| Na segunda parte encontr�mos o actor que dera corpo �s duas primeiras personagens (o autor e o psicopata) a cantar num Bar, depois de ter iniciado um processo de medica��o para inibir os impulsos criminosos que eram caracter�stica da personagem psicopata e que se lhe tinham ?colado � pele?. Numa noite, depois de ter interrompido a medica��o e ?sofrer? uma re-identifica��o com o Psicopata, desiste de cantar e decide ?entreter? apenas uma pessoa de cada vez e n�o um n�mero massivo e passivo de p�blico. Uma produtora interessada na sua contrata��o visita-o e, depois de ser ?aprisionada?, �-lhe proposto um desafio com a promessa de liberta��o. A mesma aceita acabando assim por entrar num jogo psicol�gico. | |||||||||||||||||||||||||
| SINOPSE Nesta �ltima parte da trilogia ?Mem�rias de Um Psicopata? vamos encontrar o actor que ?deu corpo? � personagem / psicopata e � personagem / autor na primeira parte e que j� tinha surgido enquanto personagem personificada na segunda parte, internada num hosp�cio abnormal. Uma psiquiatra pouco ortodoxa interessa-se pelo caso e decide fazer uma abordagem n�o oficial � quest�o. Atrav�s da apresenta��o m�tua ? ambos aceitam falar sobre os seus percursos individuais ? , e das considera��es feitas por Rotca (a personagem internada) sobre ?o que � ser actor?, apercebemo-nos que se trata de uma conforma��o entre pessoa e personagem. Inicia-se um ?ritual? de autognose e cognose que tem repercuss�o no ?fim? das duas personae em cena: a passagem para um outro est�dio e a ruptura irrevers�vel com o anterior. O exerc�cio final de Rotca prende-se com a morte. Quem morrer� e quem matar� quem? Ser� a morte um fim ou uma liberta��o? Para o protagonista � o encontro final com o prazer �ltimo. A transforma��o pela liberta��o. | |||||||||||||||||||||||||
| SOBRE O ESPECT�CULO Apercebi-me, por investiga��o, que n�o existem (quase nenhuns) estudos sobre a psicopatologia e as artes performativas. Esta tomada de consci�ncia levou-me a considerar a possibilidade de criar um espect�culo que deixasse margem para esse objecto de estudo. As pr�ticas de personifica��o, como � do conhecimento comum, sempre estiveram associadas � quebra da fronteira entre o Eu normalizado e os alter egos recriados. V�rios s�o os exemplos, ao longo da hist�ria do Teatro e do Cinema que assim o afirmam (n�o confundir com confirmam). N�o podia passar essa ideia para o palco sem, contudo, criar uma plasticidade envolvente que a distanciasse de um ensaio cient�fico. A hist�ria estava encontrada. N�o a podia contar num �nico espect�culo pois o mesmo revelar-se-ia num produto longo (do ponto de vista pessoal). Optei, por essa raz�o, pelo formato ?trilogia? uma vez que acredito no resultado eficaz do mesmo (ao contr�rio do formato de sequela ap�s sequela que resulta apenas num desgaste de informa��o e caracteriza��o). Este formato permitiu-me, inclusive, trabalhar com cores de ambiente: o branco = cru; o amarelo p�lido e o vermelho = a energia vital e a materializa��o da mesma; o azul �ndigo = a cor associada � transcend�ncia, ao conhecimento �ltimo, � Consci�ncia (aqui no sentido de comunh�o com o metaf�sico). Outro dos elementos que n�o podia excluir (porque acho que � das poucas coisas que faltam na vida quotidiana) � a banda sonora. O elemento Som, sublinha ou sublima sensa��es e emo��es e considero que seja (sen�o a primeira) uma das mais importantes formas de comunica��o do humano. O resto... bem, o resto s�o as considera��es sobre vida e morte, sobre o amor, o que � um e outro, como se imbricam, como se anulam, como se contradizem, como se transformam em paradoxo... ideias que, de um modo ou de outro, s�o �lans de quem se ?entret�m? com esta ?coisa? da cria��o art�stica. Ou n�o ser� assim? O resultado final, independentemente do agrado ou n�o do p�blico (ordem que respeito profundamente), corresponde ao meu objectivo art�stico e pessoal: dar forma � busca individual de liberdade e de provoca��o de transforma��o. Espero que gostem. Bruno Schiappa - 2003 | |||||||||||||||||||||||||
| FICHA ART�STICA E T�CNICA AUTORIA E ENCENA��O: Bruno Schiappa INTERPRETA��O: Bruno Schiappa; Sofia Gon�alves MULTIM�DIA: Cristina Novo M�SICA ORIGINAL: Jos� Quaresma SONOPLASTIA: Bruno Schiappa CEN�RIO E FIGURINOS: Bruno Schiappa com a preciosa colabora��o de Sofia Gon�alves CAPTA��O DOS FILMES ON�RICOS: Bruno Schiappa M�SICA ADICIONAL (excertos): Flama Flama; Wim Mertens; Zbigniew Preisner OPERA��O T�CNICA: Vanda Ferreira DESIGN GR�FICO: Rita Fernandes (cartaz, programa e flyers); Clementina Cabral (folheto de programa��o do Teatro da Trindade) ACESSORIA DE IMPRENSA: Joana Esteves PRODU��O: S�nia Neves AGRADECIMENTOS: Rui S�rgio; Cristina Novo; Carlos Garcia; Jos� Quaresma; Hugo Paulito; Caty; Joana Esteves; Clementina Cabral; Mestre Miranda; Sr. Jos� Ant�nio; Mestre Barata; Nuno (da porta); Isabel (do Bar); Prof. Dr. Carlos Fragateiro; Adriano Filipe; Catarina Gon�alves; Filipe; Sr. Victor; Dona Fernanda; Helena S�; Nat�lia Martins (C.M.L); Sr. Leonildo; Andreia; Pedro Mendon�a; Vanda Ferreira |
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| Curricula BRUNO SCHIAPPA Licenciado em Actor/Encenador pela E.S.T.C., concluiu o curso de Mestrado em Estudos de Teatro em 2002 e encontra-se a terminar a disserta��o (sobre Arrabal e o paradoxo da teatralidade) para obten��o do grau de Mestre. Teve forma��o em Dan�a e Sapateado. Desde 1995 desenvolve, anualmente, um trabalho de improvisa��o a partir das t�cnicas de O M�todo, com Marcia Haufrecht ? membro do Actors? Studio. Dirigiu um workshop em Montr�al sobre estas t�cnicas, dirigido a actores e bailarinos. Desde 1989 que desenvolve projectos pessoais dos quais real�a a trilogia Mem�rias de um psicopata, cuja primeira parte foi apresentada no Kyron Espace, em Paris, no �mbito do Festival de Th��tre Portugais. De 2001 a 2003 foi membro integrante da companhia canadiana Pigeons International, no espect�culo L?Autre, que foi apresentado em v�rias cidades do Canad� (incluindo o National Arts Centre), na Gulbenkian (Lisboa) e no Balveh�le Festspiel (Alemanha ? na caverna mais antiga do mundo e onde s�o apresentados in�meros espect�culos de novas tend�ncias e nomes consagrados como, por ex., Pina Bausch). � professor de Express�o Dram�tica, desde 1993, nas instala��es do Chapit�. Paralelamente tem desenvolvido trabalho performativo nas �reas do caf� teatro e stand up comedy. Para informa��o mais exaustiva consulte o site: http://brunoschiappa.no.sapo.pt/http://brunoschiappa.no.sapo.pt |
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| SOFIA GON�ALVES Licenciada em Gest�o, teve forma��o como actriz com Bruno Schiappa, de 1996 a 2000. Frequentou workshops de L�cia Sigalho e Cl�udio Hochman. Participou em v�rios Caf�-Teatro de Bruno Schiappa e nos musicais ?Natal Musical? e ?Otelo?, no Teatro da Trindade. � membro e co-fundadora do grupo Ex-Casulo. Foi autora do texto de teatro O Fim da Liberdade. Como actriz destaca a sua presta��o no papel de Melanie em 3 mulheres, encena��o e vers�o de Bruno Schiappa do texto 3 pe�as para uma Mulher, de Arnold Wesker. Encenou Tango, com autoria de Tiago da Veiga. Tem participado em alguns produtos para televis�o. | |||||||||||||||||||||||||
| "� viagem como met�fora para o abismo, para a alucina��o, para o outro lado da mente onde est�o escondidos os personagens mais obscuros." Rui Ferreira e Sousa, in P�blico, 26-11-99 ; "Viagens e alucina��es numa pe�a de choque", Ana Vit�ria in Jornal de Not�cias, 26-11-99 ; "Qual o segredo do �xito? O Horror, a Dem�ncia, a Morte, o Macabro, o Abjecto, o M�rbido s�o algumas das componentes do duplo espect�culo de Bruno Schiappa. A para al�m disso h�, paradoxalmente, o apelo � poesia: o labirinto em que o suicida (...) se perde, a saudade dos sonhos que ele n�o sonhou, a divis�o esquisofr�nica da personalidade.", Manuel Jo�o Gomes, in P�blico, 06-01-2000; "O prazer do fingimento, dois textos ditos por um s� actor, num espect�culo que inova as formas tradicionais de fazer teatro", Alexandra Correia, in Vis�o 7, 07-12-99 ; "Paira na sala-est�dio a sombra de Artaud", Manuel Jo�o Gomes in P�blico, 27-11-99 | |||||||||||||||||||||||||