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Escola Professor
Olinto de Oliveira - Porto Alegre (1º série do 1º Grau)
Primeira fila,
terceira da direita para a esquerda: eu
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A autora deste ensaio informa aos leitores, em nota inicial, uma surpreendente
decisão: diante de duas alternativas para a tradução
da palavra francesa traduisante – “traduzante” e “traduzinte” –, escolheu
a primeira, para designar a prática de traduzir.
Tal escolha afeta a expectativa gerada pela nossa familiaridade com a língua
portuguesa, que nos acostumou os ouvidos (e os olhos) a palavras como ouvinte,
pedinte, constituinte. “Traduzante” produz um certo ruído quando
ouvimos mentalmente o texto lido, capta o nosso olhar de relance para a
linha escrita no papel, insere, enfim, uma partícula de estranheza
na frase em português.
Este fragmento de inquietude funciona como um habilíssimo, quase
irresistível convite à leitura do estudo, sintomaticamente intitulado
O outro no (in)traduzível.
Pois desde que se fez necessário transpor obras ou textos de uma língua
para outra, a traduzibilidade e a intraduzibilidade se impuseram, como evidência.
Dito de outra forma: o ato de traduzir, que se constitui como um ato de
repetição, confronta incontornávelmente o tradutor
e o leitor da tradução, ao mesmo tempo, intensamente, com
a semelhança e a diferença.
A indissociável implicação entre a familiaridade (assentada
na semelhança) e a estranheza (própria da diferença
ou da alteridade) não é exclusiva dos domínios da tradução.
Sigmund Freud, por exemplo, foi capaz de explorá-la no limite, como
convergência constituidora de processos mentais. Mas talvez seja no
âmbito da tradução interlingüística que
a implicação entre repetir e diferir tenha menos chances de
ser escamoteada.
Diante da palavra, do verso, da página ou da obra traduzida sabemos
sempre que estamos e não estamos lendo uma outra coisa, a obra original.
A oscilação entre a fidelidade ao original e as imposições
da língua (e da cultura) de chegada, da tradução, pode
ser considerada como uma oscilação entre dois pontos extremos,
embora nunca integralmente excludentes, entre os quais se dão toda
a reflexão e todas as prescrições sobre o ato de traduzir.
Não é sem razão, portanto, que também desde
sempre os debates sobre o traduzível e o intraduzível tenham
se apresentado, explicita ou implicitamente, como uma inquietação
filosófica. Ou seja, como postulações sobre o valor
– e as prerrogativas – do original e da sua repetição, o texto
traduzido.
Este pequeno livro nos apresenta, de forma sintética e inteligente,
os principais aspectos e posicionamentos que constituem, na tradição
ocidental, a trajetória deste dilema. Convida-nos a compreender como
e porque, em determinadas circunstâncias histórico-culturais,
a ênfase esteve na intraduzibilidade, enquanto em outras a traduzibilidade
ganhou proeminência. (...)
Fragmento da apresentação do livro
realizada por Eneida Leal Cunha
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Este livro
contém todas as provas do Peies I, Peies II e Vestibular
realizadas por mim durante nove anos não consecutivos.
Os 52 textos que compõe esse material alimenta o banco de dados do
Laboratório Corpus, o que significa que ele está
disponível para a realização de pesquisas que envolvam
a elaboração e o tratamento de corpora, o ensino-aprendizagem
de línguas, a aquisição de línguas estrangeiras,
dentre outras possibilidades. A publicação dos texto em forma
de livro visa a recuperar esse material, ampliar e promover suas múltiplas
utilizações por pesquisadores, professores e aprendizes de
língua francesa. Organizei as provas de modo a colocar em evidência
o caráter progressivo dos textos. O livro contém três
capítulos: Je commence, Je m'investis
e Je vais plus loin. No final, encontram-se os gabaritos
das provas. Também incluí algumas dicas, denominadas
aide-mémoire e curiosité, que poderão
auxiliar o aprendiz a fixar conhecimentos de base, elementares, mas importantes
no contato inicial com o F.L.E. |
Mirian Rose Brum
de Paula
&
Gema Sanz Espinar
(Orgs.)
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Este volume de Letras está dividido em duas partes.
A primeira é constituída de abordagens teóricas e metodológicas
relativas à Língua Estrangeira, e a segunda é composta
de estudos empíricos.
Desde o início
dos estudos sobre a Aquisição de Línguas Estrangeiras
enquanto disciplina científica, nos anos 70 (com alguns precursores
nos anos 50 e 60), colocou-se a questão de uma definição
operacional de seu objeto de estudo que pudesse estar estreitamente ligada
à metodologia utilizada para a análise, descrição
e explicação desse objeto.
Na primeira parte
deste volume, Clive Perdue, Wolfgang Klein e Christiane
von Stutterheim apresentam alguns pressupostos teóricos e escolhas
de cunho metodológico que possibilitam uma melhor compreensão
do modo como ocorre, em diferentes etapas da aquisição, a produção
em língua estrangeira. Por sua vez, Monique
Lambert e Nikolaos Voutsinas
trazem uma importante contribuição para as reflexões
sobre a compreensão em LE, e Jo Arditty analisa aspectos relacionados
à interação em língua estrangeira.
Gema Sanz Espinar trata do problema da segmentação
de produções orais realizadas em LE. Urszula Paprocka-Piotrowska, Marina Chini e Marzena Watorek
apresentam trabalhos empíricos sobre um domínio
referencial específico: a temporalidade, a entidade ou a espacialidade.
E Inge Bartning parte de diferentes trabalhos
empíricos sobre aspectos diversos (competência morfológica,
sintática, sociolingüística e textual) para identificar
itinerários de aquisição em aprendizes "avançados",
ou seja, que ultrapassaram o que Clive Perdue denominou lecte
de base. Trata-se de um exemplo de descrição mais global
das competências lingüísticas e discursiva dos aprendizes. |
www.ponteseditores.com.br
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Sentido e Memória (Eduardo Guimarães e Mirian
Rose Brum de Paula, Orgs.).
O livro reúne
um conjunto de trabalhos que mobilizam, cada um a seu modo, a questão
do sentido na linguagem e sua relação com a memória
e com o funcionamento da sociedade. A memória aparece de diversos
modos: como interdiscurso (memória discursiva, estruturada pelo esquecimento);
como traço identitário (pelo discurso das histórias
sobre a literatura); como psicológica e cognitiva (como base do conhecimento
humano e da linguagem); como elemento do processo histórico e social
de significar; como artefato (extensões do homem); ou como funcionamento
do corpo e da mente. Sentido e Memória é constituído
dos seguintes capítulos:
- Lingüística
no sul: estudo das idéias e organização da memória
(Amanda E. Scherer)
- O saber
escolarizado como espaço de institucionalização da língua
(Claudia Castellanos Pfeiffer)
- Arquivos
digitais: da des-ordem narrativa à rede de sentidos (Cristiane
Dias)
- O contato
entre línguas e a relação ao outro: uma leitura possível
de Serafim da Silva Neto (Eni P. Orlandi)
- Da intenção
à articulação: modelizações e análise
proposicional (Mirian Rose Brum de Paula)
- Arquivo
jurídico e exterioridade. A construção do corpus discursivo
e dua descrição/ interpretação (Mónica
G. Zoppi-Fontana)
- Literatura
e história literária no Rio Grande do Sul (Pedro Brum
Santos)
- A geometrização
do homem na Europa: época moderna (Rudolf zur Lippe)
- Anotações
sobre memória e sentido à margem do texto de Maria Velho
da Costa (Sílvia Paraense)
- A prática
do confronto com a materialidade discursiva: um desafio (Suzy Lagazzi-Rodrigues) |
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