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SOM DE FUNDO: Almir Sater (Simões/Roca)
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Há
certas questões, seja qual for sua natureza, afirmo até que todas, que
somente percebemos a sua real dimensão, intensidade, natureza e
complexidade, no ato em que nos posicionamos para analisá-lo, senti-lo,
vivenciá-lo, externamente. Havendo, por motivos profissionais,
alternado meu domicílio para o vizinho estado de São Paulo, onde
apresentei-me aos novos colegas e concidadãos, à medida que ia
alargando e estabelecendo o meu círculo de relacionamento, com todo o
meu orgulho e honra de ser “um sul-mato-grossense”. Urgente se faz construirmos nossa plena capacidade, decretando o fim da infância, podendo ter e assinarmos o nosso próprio nome, que revele de fato nossa identidade, nossa cultura nossa História, nossa geografia, nossas riquezas, estabelecendo nossa autonomia e nossa existência enquanto estado brasileiro. Há de ser um termo que tenha essa força de agregar em si todos esses elementos que compõem a identidade de um povo, que transmita por si a visão personalizada a evocar o nosso chão, o nosso povo, nossa arte e cultura, sem incorrer no lapso de ser confundido ou fundido a outro. Teremos de alcançar a maturidade necessária para reconhecermos essa questão e tomarmos essa importante decisão que nos fará sair do anonimato e situar nosso estado em uma existência real perante a consciência nacional.
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