Obras Editadas pela Câmara Municipal de Vila do Conde

( BRASILIA EDITORA: DISTRIBUIDOR EXCLUSIVO)

JOSÉ RÉGIO

Sonho de Uma Véspera de Exame (Teatro), 1989

1500 - 7,48 €

Primeiros Versos, Primeiras Prosas, 1994

1800 - 8,98 €

Novos Poemas de Deus e do Diabo, 1995

20000 - 99,76 €

 

 

JOAQUIM PACHECO NEVES

HISTÓRIA

O Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde, 1982

2500 - 12,47 €

O Desembarque dos Liberais, 1984

1500 - 7,48 €

Vila do Conde, 1987

2500 - 12,47 €

FICÇÃO

Luís Afonso Baldaia

 

 

- O Despertar, 1992

2000 - 9,98 €

 

- O Amanhecer, 1993

2000 - 9,98 €

 

- O Começar, 1994

2000 - 9,98 €

 

- O Continuar, 1997

2000 - 9,98 €

Histórias do Nunca Mais, 1992

2000 - 9,98 €

O Meu Amigo Alfredinho, 1995

2000 - 9,98 €

O Conventinho de Athei, 1994

2000 - 9,98 €

Contos do Amanhã, 1996

2000 - 9,98 €

Diana, A do Paço Velho, 1998

2500 - 12,47 €

TEATRO

Bartolomeu Dias, 1990

2000 - 9,98 €

Camilo no Cárcere, 1990

2000 - 9,98 €

A Morte de Sócrates, 1992

2000 - 9,98 €

Marylin, 1992

2000 - 9,98 €

Esquizofrenia, 1995

2000 - 9,98 €

OUTROS

Os Desenhos de Régio, 1989

2500 - 12,47

Em Redor do Mosteiro (fac-símile), 1992

600 - 2,99

D. João II

2000 - 9,98

 

OUTROS AUTORES

POESIA-Colecção Cadernos

Obra Poética – José Maria da Silva Couto, 1998

1400 - 6,98

Poesias – Joaquim Moreira da Silva, 1998

2800 - 13,97

Mar no Coração – Américo da Gama, 1998

1200 - 5,99

A Poesia na Actualidade – Antero de Quental

4750 - 23,69

As Fadas – Antero de Quental (encad.)

1800 - 8,98

As Fadas – Antero de Quental

1200 - 5,99

HISTÓRIA -Colecção Cadernos

Em Redor da Igreja de Touguinhó – Silva Rodrigues, 1998

1500 - 7,48

Os Expostos da Roda de Vila do Conde 1835-1854, Adelina Piloto, 1998

3200 - 15,96

Nova Hist. De Vila do Conde – A. Do Carmo Reis

3500 - 17,46

Vila do Conde – Azurara - Dr. Eugénio Cunha Freitas

3500 - 17,46 €
Vila do Conde - História e Património - Dr. Eugénio Cunha Freitas 3500 - 17,46

S. Gonçalo de Mosteiró – Adelina Piloto

3500 - 17,46 €

OUTROS

Antologia Poética – Joaquim Moreira da Silva, 1987

2500 - 12,47

Arquivo Municipal de Vila do Conde – Fernando de Sousa et al., 1990

4500 - 22,45

A Década Dourada de Vila do Conde – Ana M. Almeida Martins, 1995

6000 - 29,93

Rendas de Bilros de Vila do Conde – A. Brochado Almeida et al., 1994

3500 - 17,46

Vila do Conde: 500 Anos de História Urbana – A. do Carmo Reis, 1989

1000 - 4,99

Paróquia de Caxinas – Domingos F. de Araújo

2000 - 9,98

Bibliografia Artística de Vila do Conde – Flávio Gonçalves

400 - 2,00

Modivas Uma Aldeia Maiata – Carlos A Brochado de Almeida

800 - 3,99

Catálogo 150 Anos de Eça de Queiróz

500 - 2,49

Catálogo 66 Anos de Presença

500 - 2,49 €

Catálogo Uma Presença na Presença – J. Saúl Dias

500 - 2,49 €

Catálogo José Régio – Uma Vida, Uma Obra

500 - 2,49 €

Catálogo 25 de Abril de 1974

500 - 2,49 €

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

Vila do Conde. Boletim da Câmara Municipal de Vila do Conde

1500 - 7,48

CO-EDIÇÕES

Boletim do Centro de Estudos Regianos - nºs 1, 2 e 3

1300 - 6,48

Boletim do Centro de Estudos Regianos – nº 4/5

2600 - 12,97

Estudos Anterianos-nºs 1 e 2

1000 - 4,99
A Noite Intacta (I)recuperável Antero - Eduardo Lourenço 2750 - 13,72

Artesanato Português, 1998

1500 - 7,48

Feira Nacional do Artesanato: 20 Anos, 1997

2000 - 9,98

Régio, Oliveira e o Cinema, 1995

1500 - 7,48

Subsídios de Monografia de S. Salvador de Árvore – Manuel Joaquim da Costa Maia, 1995

1000 - 4,99

José Régio por José Régio. Compact Disk. (Poesia declamada pelo poeta: Exaltação ao meu anjo, Nossa Senhora, Fado dos Pobres, Tudo-Nada, Jogo de Espelhos, Encantos Nocturnos, Cântico Negro, Fado do Grande e do Horrível Crime, O Poeta Morto).

1500 - 7,48

Postais de Antero de Quental

50 - 0,25

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Poesias

Amor

Primeiros versos Primeiras Prosas

Noivos

Primeiros versos Primeiras Prosas

O Anjo Da Inocência

Primeiros versos Primeiras Prosas

Junto Ao Rio Ave

Primeiros versos Primeiras Prosas

Tísica

Primeiros versos Primeiras Prosas

À tua Imagem

Primeiros versos Primeiras Prosas

A Canção Duma Mãe

Primeiros versos Primeiras Prosas

Serenata

Primeiros versos Primeiras Prosas

Canção Funérea

Primeiros versos Primeiras Prosas

Canção Da Lua

Primeiros versos Primeiras Prosas

Nossa Senhora?

Primeiros versos Primeiras Prosas

Amar Sem Ser Amado

Primeiros versos Primeiras Prosas

Quadros Negros

Primeiros versos Primeiras Prosas

O Canto dum Infeliz

Primeiros versos Primeiras Prosas

Cantares Dispersos

Primeiros versos Primeiras Prosas

Canto Patriótico

Primeiros versos Primeiras Prosas

O Rosário que Me Deste

Primeiros versos Primeiras Prosas

Ao Mar

Primeiros versos Primeiras Prosas

A Profecia de Jesus

Primeiros versos Primeiras Prosas

Literatura

Primeiros versos Primeiras Prosas

Lírios

Primeiros versos Primeiras Prosas

A Canção dos Ceguinhos

Primeiros versos Primeiras Prosas

Nuno Álvares

Primeiros versos Primeiras Prosas

A Canção da Saudade

Primeiros versos Primeiras Prosas

Versos a Alguem

Primeiros versos Primeiras Prosas

A Elegia do Mar

Primeiros versos Primeiras Prosas

Sonho Morto

Primeiros versos Primeiras Prosas

Aos Soldados que Partem

Primeiros versos Primeiras Prosas

Soneto

Primeiros versos Primeiras Prosas

A Torre

Primeiros versos Primeiras Prosas

Velhinha

Primeiros versos Primeiras Prosas

Versos

Primeiros versos Primeiras Prosas

À Luz Do Luar

Primeiros versos Primeiras Prosas

O Meu Sepulcro

Primeiros versos Primeiras Prosas

Expansão

Primeiros versos Primeiras Prosas

Cantigas

Primeiros versos Primeiras Prosas

Momentos Tristes

Primeiros versos Primeiras Prosas

Mãe e Filho

Primeiros versos Primeiras Prosas

Na Rua

Primeiros versos Primeiras Prosas

Lágrimas

Primeiros versos Primeiras Prosas

Olhos Verdes

Primeiros versos Primeiras Prosas

Ela

Primeiros versos Primeiras Prosas

Chorar, Cantar

Primeiros versos Primeiras Prosas

A Que Eu Adoro

Primeiros versos Primeiras Prosas

Balada

Primeiros versos Primeiras Prosas

Morta

Primeiros versos Primeiras Prosas

Aos Ateus

Primeiros versos Primeiras Prosas

A Noite

Primeiros versos Primeiras Prosas

Oração a Ela

Contos

Primeiros versos Primeiras Prosas

O Castelo Abandonado

Primeiros Versos Primeiras Prosas

Pai!…

Primeiros Versos Primeiras Prosas

A Vingança do Tio Miguel

Primeiros Versos Primeiras Prosas

A Morte de Helena

Primeiros Versos Primeiras Prosas

A Harpa de Ouro do Bardo

Primeiros Versos Primeiras Prosas

Sonho Realizado

Primeiros Versos Primeiras Prosas

Conto do Natal

Primeiros Versos Primeiras Prosas

A Morta

Primeiros Versos Primeiras Prosas

Suicídio Romântico

Primeiros Versos Primeiras Prosas

Invocação à  Morte

Primeiros Versos Primeiras Prosas

O Palácio da Felicidade

Primeiros Versos Primeiras Prosas

Como Um Homem se Perde

Primeiros Versos Primeiras Prosas

A História da Torre

Primeiros Versos Primeiras Prosas

Uma Tragédia

Primeiros Versos Primeiras Prosas

A Morte do Sr. Abade

Primeiros Versos Primeiras Prosas

A Louca

Primeiros Versos Primeiras Prosas

Um Doido

Primeiros Versos Primeiras Prosas

Sacrifício Imposssível

Primeiros Versos Primeiras Prosas

Lenda da primeira Açucena

Primeiros Versos Primeiras Prosas

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«NOVOS POEMAS DE DEUS E DO DIABO»

Por: José Régio

     É

 esta a vez primeira, se não erro, em que na história da nossa poesia ao leitor se franqueia a fascinante «oficina» — melhor dizendo, a fabulosa retrobottega — de um grande poeta português; e, para mais, de um grande poeta que também era um excepcional desenhador. Em José Régio, com efeito, logo a própria caligrafia começava por ser uma forma de desenho. Mas a sua vocação gráfica não se contentava com o apurado e voluptuoso contorno que imprimia a cada verso, a cada palavra, a cada letra: à margem da escrita, ei-lo igualmente preenchendo páginas inteiras com assombrosas figuras, como que arrancadas, num misto de febre e de álgida lucidez, à ritmada respiração dos textos. E daqui resulta um documento singularíssimo, porventura único, nos anais da nossa literatura.

         No seu livro póstumo Collezione di Sabbia, ainda não traduzido em português, Italo Calvino do seguinte modo referiu o duplo pendor da escrita e do desenho que, sobretudo a partir do romantismo, e particularmente em França, tem caracterizado um bom número de autores: «A pena corre sobre a folha, pára, hesita, distraidamente ou nervosamente deposita na margem um perfil, um boneco, um rabisco, ou então aplica-se na elaboração de um friso, de um sombreado, de um labirinto geométrico. O impulso da energia gráfica encontra-se a cada momento diante de uma encruzilhada: continuar a evocar os próprios fantasmas através do uniforme estilicídio alfabético ou segui-los antes na imediateza visita de um rápido esboço? Parece que esta tentação não seja de sempre: pintores que escrevem tem sempre havido, mas raramente escritores que desenham.»

         Escritor que desenha; poeta que desenha: este o caso de Régio. Mas o fenómeno, em Régio, mostra-se bem mais complexo do que nos aparece na sumária observação de Calvino: muito amiúde já não é um desenho meramente «marginal» — nas margens do texto — o que na realidade o atrai; é antes o desenho em permanente competição com o texto o que profundamente o empolga. Temos, assim, duas formas paralelas de criação, que reciprocamente se alimentam e mutuamente se completam, embora a criação verbal sempre apareça como suporte e como geratriz de criação plástica. De qualquer modo, dir-se-á que a primeira não se basta a si mesma, necessitando de se projectar em linhas, superfícies, volumes, em gestos e em posturas, em vultos, feições, expressões fisionómicas. Mas estes desenhos, mais que ilustrações de poemas — cuja extrema «visualidade» nunca será demais sublinhar —, principalmente funcionam, creio eu, como oportunas «descargas» a um excesso de expressividade.

         Veja-se a tão a significativa anotação, com data de «Outubro de 927», que ao alto de uma página se nos depara: «Quasi todas as poesias precisam ser ‘depuradas’. Sofrem de excesso de expressão.» Aqui é já o crítico a intervir; o grande crítico que, em Régio, sempre com o grande poeta coabitou. E quer-me parecer que o processo de «depuração», a que reiteradamente foi submetendo muitos textos, em boa parte terá decorrido de múltiplas «lições» colhidas nos desenhos a que eles deram origem e que são, no geral, já bem mais «depurados» que os poemas. Tenho mesmo a impressão de que ao longo de todo o precioso manuscrito se adivinha um incessante movimento pendular — dos poemas para os desenhos, e destes para os poemas —, o que a todo o conjunto confere um inestimável valor de Work in progress, assim nos introduzindo no mais secreto da «oficina» do seu autor.

         Aqui, até as emendas e as hesitações constituem um verdadeiro prazer para os olhos: umas vezes Régio rasura com traços horizontais este ou aquele verso isolado, ou com barras oblíquas uma sucessão de versos, mas, em outras ocasiões, ei-lo desenrolado, sobre os versos que rejeita, enoveladas tiras que parecem feitas de arame farpado, para depois, nos intervalos, com tinta mais carregada, intercalar segundas ou terceiras versões. Há porém páginas que se apresentam intactas e desse modo se impõem como sortílegos espectáculos de soberana grafia.

 Por outro lado, não faltam aqui sequer os projectos para uma futura ordenação dos textos, nem o registo de oscilantes propósitos quanto ao plano do livre à venir. O certo é que destes Novos Poemas de Deus e do Diabo» saíram muitas composições que viriam a ter o seu lugar em As Encruzilhadas de Deus: a alteração do título é logo deveras significativa, não porque o Diabo se tenha entretanto eclipsado das dominantes preocupações regianas, mas porque passou a postar-se, espreitando, de entre todas as veredas que às «encruzilhadas» conduziam. E não foi despiciendo o que se ganhou, em termos de representação concreta, através da escolha desse novo substantivo. O que mais importa, de toda a maneira, é que doravante se dispõe de reveladores elementos a respeito da íntima evolução de certos textos. Fecundas e aliciantes pistas para a desejável exegese da obra de Régio, é óbvio que elas não podem nem devem ser afloradas nos limites desta nota preambular.

         Considero no entanto indispensável chamar também a atenção — do privilegiado lugar que é este vestíbulo — para as profundas afinidades que se patenteiam entre o animado grafismo dos presentes manuscritos e as tipográficas inovações graças às quais, pela mesma época, a revista presença se impôs, bem como simultaneamente se foram impondo as edições que sob a sua chancela apareceram ou apareceriam. Por aqui se vê bem, melhor ainda do que já se sabia, o que a presença deveu a Régio; ou, melhor dizendo, quanto Régio e a presença foram um só.

         Mas o mais apaixonante do manuscrito, em boa hora aqui reproduzido, reside, sem dúvida, na tão comovente intimidade a que nos dá acesso: a do poeta, possesso de todos os ritmos, em flagrante corpo-a-corpo com os seus fantasmas. Muito mais com os fantasmas do que com as palavras. E, por isso mesmo, nunca tão perto porventura o sentimos. Lisboa, 16 de Novembro de 1994  DAVID MOURÃO FERREIRA  (de: O Sortilégio de um Manuscrito por: David Mourão-Ferreira) 258 páginas, 24 x 35. Publicação inserida no programa de comemorações dos 25 anos da morte de José Régio.

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AS FADAS

Antero de Quental

 

            Criar o gosto pela leitura e incentivar, principalmente, junto dos mais novos, o hábito de corresponder às iniciativas culturais, são objectivos que sempre têm norteado os nossos passos. E, existindo uma forte ligação de Antero de Quental a Vila do Conde, O Centro de Estudos Anterianos e a Câmara Municipal estão empenhados em dar a conhecer a figura e a obra de um dos maiores nomes da literatura portuguesa. Por isso, pensamos num projecto que envolvesse os alunos das escolas E.B. 2/3 do concelho, propondo-lhes, a leitura do poema "As Fadas", que Antero escreveu para o "Tesouro Poético da Infância", solicitando-lhes que expressassem, através do desenho, as impressões que colheram na sua leitura.

 

            Deste projecto, que representa uma frutuosa interacção entre a Escola e as Instituições, resultou a edição deste livro, produto final de uma acção que, dada a conhecer a todas as escolas do país, do mesmo grau de ensino, poderá servir de inspiração a futuras iniciativas de divulgação da obra de escritores portugueses.

 

            Esperamos, assim, que a leitura das "Fadas" desperte, entre os mais novos o interesse pela figura de Antero de Quental, um dos nomes mais importantes da cultura portuguesa de todos os tempos e que viveu em Vila do Conde durante dez anos. Lembramos que o seu primeiro ensaio, A Pátria, foi escrito quando tinha 15 anos, e as primeiras poesias ainda antes — afinal a idade daqueles a quem este projecto é dirigido. (Câmara Municipal de Vila do Conde)                                   

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