«OBRAS DEDICADAS AOS MAIS NOVOS»

 

As Fadas - Antero de Quental                   (encadernado:1.800$00) 1.200 - 5,99 €
Primeiros Versos Primeiras Prosas - José Régio 1.800 - 8,98 €
Os Avós e os Netos - Augusto Pinto 3.500 - 17,46 €
Fábulas de La Fontaine 1.900 - 9,48 €
   

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«AS FADAS»

Antero de Quental

            Criar o gosto pela leitura e incentivar, principalmente, junto dos mais novos, o hábito de corresponder às iniciativas culturais, são objectivos que sempre têm norteado os nossos passos. E, existindo uma forte ligação de Antero de Quental a Vila do Conde, O Centro de Estudos Anterianos e a Câmara Municipal estão empenhados em dar a conhecer a figura e a obra de um dos maiores nomes da literatura portuguesa. Por isso, pensamos num projecto que envolvesse os alunos das escolas E.B. 2/3 do concelho, propondo-lhes, a leitura do poema "As Fadas", que Antero escreveu para o "Tesouro Poético da Infância", solicitando-lhes que expressassem, através do desenho, as impressões que colheram na sua leitura.

            Deste projecto, que representa uma frutuosa interacção entre a Escola e as Instituições, resultou a edição deste livro, produto final de uma acção que, dada a conhecer a todas as escolas do país, do mesmo grau de ensino, poderá servir de inspiração a futuras iniciativas de divulgação da obra de escritores portugueses.

            Esperamos, assim, que a leitura das "Fadas" desperte, entre os mais novos o interesse pela figura de Antero de Quental, um dos nomes mais importantes da cultura portuguesa de todos os tempos e que viveu em Vila do Conde durante dez anos. Lembramos que o seu primeiro ensaio, A Pátria, foi escrito quando tinha 15 anos, e as primeiras poesias ainda antes — afinal a idade daqueles a quem este projecto é dirigido. (Câmara Municipal de Vila do Conde)                                                

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«PRIMEIROS VERSOS PRIMEIRAS PROSAS»

Por: José Régio

         Em Junho de 1916 o semanário vilacondense O DEMOCRÁTICO publicava, sem outra indicação para além do título — AMOR — e do óbvio pseudónimo — VÉNUS — um soneto, evidente colaboração espontânea de um poeta local.

         Tudo isto não teria particular relevo não fora o caso do jornal ter aceite publicar, ao contrário do que terá acontecido com um outro órgão da imprensa local, o jornal REPÚBLICA, o que veio a ser o início de uma colaboração regular e o primeiro contacto com o público de quem se viria a revelar como uma das figuras cimeiras da literatura e do pensamento português deste século: JOSÉ RÉGIO.

         O semanário fundado por Bernardino Justino dos Santos Andrade entrava assim, pela porta da compreensão, para usar uma palavra tão cara ao poeta, na história da nossa literatura. Na verdade, Régio terá dado no DEMOCRÁTICO alguns dos passos essenciais do SEU caminho para a plena expressão artística; do SEU muito próprio caminho para a maturidade precoce, para uma original energia poética, que terá a sua face mais visível no celebrado CÂNTICO NEGRO, um poema escrito não teria o poeta ainda vinte anos.

         A consciência da vocação literária é em Régio tão natural como a consciência de si próprio. Por isso os caminhos na aprendizagem, as raízes da maturidade juvenil se encontram e naturalmente coincidem nos anos do despertar, na coragem de se pôr à prova desde os catorze anos, quando começa a colaboração poética no DEMOCRÁTICO.

         É também na coragem e na persistência de quem cumpre um mandato íntimo, que pouco depois e sem prejuízo da colaboração poética, inicia no mesmo semanário, a publicação em prosa, sob título genérico de ENSAIOS LITERÁRIOS. O adolescente Régio, já com o pseudónimo de PHEBUS — note-se o cuidado tido na manutenção de uma identidade poética, ao assinar o poema da mudança de pseudónimo com a dupla Phebus (Venus) — ensaiava, testava-se para mais altos voos. Corajoso mas cauteloso, senhor do seu próprio caminho, José Maria dos Reis Pereira dava assim início à sua longa caminhada pelos mais diversos meios da expressão literária.

         A ida para o Porto para completar o curso do liceu terá sido decisiva no terminar de uma colaboração que se saldava em cerca de meia centena de poemas e de uma vintena de textos em prosa. O último poema é publicado em Junho de 1918 tudo levando a crer que se manteve a incógnita quanto à identidade do seu autor.

         Neste livro agora dado à estampa, registam-se os 49 poemas e os 19 textos em prosa publicados em «O DEMOCRÁTICO», oportuna recolha do Dr. Joaquim Pacheco Neves, também ele um ilustre escritor vilacondense, e a quem a Câmara Municipal de Vila do Conde, aqui, e uma vez mais, presta o seu público agradecimento.

         É este testemunho que o DEMOCRÁTICO recebeu, aceitou, guardou do «fogo purificador» com que o poeta destruiu outras primeiras tentativas literárias. Testemunho de importante valor histórico, documento vivo que se dedica aos regianos e aos estudiosos de uma obra de que está por natureza excluído. Foi neste entendimento que os herdeiros de José Régio e a Câmara Municipal de Vila do Conde acordaram na publicação destas primeiras páginas, entendimento que aqui se quer expressamente salientar.  (de: Apresentação)

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«OS AVÓS E OS NETOS»

(não os separem)

Por: Augusto Pinto

Adivinhas — Fábulas — Anedotas — Lendas — Contos — Provérbios — Canções — Jogos — Poesia — Teatro — Orações Antigas — Histórias de bruxas — Histórias de lobisomens.

 

MEU CARO GRANDE LEITOR

(O povo — nunca vi coisa mais rica)

         Tu, que devoras livros, gostas muito de histórias, daquelas que só as pessoas de idade sabem contar, anedotas preparadas por pessoas com grande sentido de humor, adivinhas com as quais muito vais aprender, poesia, esta retratando tantas vidas do passado e com tanta admiração pelas crianças.

         Vais, enfim, tomar conhecimento de como os nossos antepassados, através da sua cultura, o seu conhecimento, que não sendo o das letras, era muito vasto e para tudo tinham soluções.

         Vais, por fim, descobrir como seria importante todos nós termos um avô ou um bisavô, que vivesse connosco e nos falasse do passado desta maneira; passado que não foi rico economicamente, mas cheio de sabedoria como realmente é o povo.

         Para que tudo isto não se perca, contamos com a tua ajuda, vamos homenagear os nossos antepassados, os nossos avós; depois de leres este livro, divulga-o, incentiva os teus colegas a fazerem o mesmo, pois os livros são os nossos melhores amigos.

         Colaboraram connosco muitas pessoas, que fizeram esta recolha, desde as mais humildes às mais evoluídas como professores e alunos.

         Fizemos todos os possíveis para que a sua apresentação fosse da maneira mais simples, a fim de conquistarmos os nossos jovens leitores.   (de: O Editor)

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