GUIA
DE MEDITAÇÃO ORIENTAL
Taoismo
– Budismo – Confucionismo
Por
Li-Tao-Ch´un
Com um passado infinitamente longo, a meditação oriental baseada nas
doutrinas budistas de que é suporte formativo o Kavddaka Nikâya, tem para o ocidental um atractivo que desde sempre
o subjuga: O sobrenatural, o êxtase, e, simultaneamente, o desenvolvimento físico
e mental que se consegue com a leitura de textos dos grandes Mestres, das
doutrinas e rituais orientalistas capazes de modificar o destino de cada ser em
função das suas boas ou más acções.
Tao, significa vida. Mas,
sobretudo, podemos entender melhor se o considerarmos doutrina, a doutrina do
Tao-te-ching, que é o mesmo que dizer um conceito de vida para o comportamento
humano, com leis da moral conotadas com a metafísica. No dizer de Lao-tezu, TAO
é qualquer coisa de indeterminado antes da nascença do universo. É assim
como que uma coisa simultaneamente vazia, independente, inalterável, de onde
tudo principia e tudo acaba.
A primeira, a do budismo primitivo cuja doutrina é ensinada pelo próprio
e depois divulgada pelos seus discípulos. A segunda, a partir da criação de
diferentes escolas em razão das divergências da doutrina e dos vários concílios
que se realizaram para esse efeito. A terceira, a partir do 1º século depois
de Jesus Cristo, Ele mesmo um iniciado nessa doutrina. A quarta, depois do século
XIII em que o budismo se circunscreve no seu país de origem, a Índia, de onde
os ocidentais dele tomam conhecimento para difusão na Europa.
As disciplinas budistas ou doutrina de Buda, bem como as práticas de
meditação e devoção tiveram desde logo uma grande difusão no ocidente. A
consciência humana era muito acessível às teorias porque não é necessária
superior inteligência para compreender as condições impostas para o
conhecimento de Deus. A experiência pessoal dos divulgadores e introdutores de
tais doutrinas no mundo ocidental foi o bastante para que milhões de ocidentais
aceitassem os ensinamentos que afinal eram superiores à lógica e a qualquer
raciocínio, por mais inteligente que ele fosse. O que afinal se obtém com a
meditação budista é o aperfeiçoamento da identidade do indivíduo, imanente
de se tratar de um ser vivente que se pode desenvolver e realizar de acordo com
a sua natureza, que é, afinal a própria natureza de Buda.
Será, pois no silêncio e na meditação introspectiva que se encontrará
essa força natural, para a qual não há barreiras, à semelhança do que
acontece aos monges budistas, nos refúgios das montanhas em que a meditação
quase se pode dizer é o alimento do corpo e do espírito. Não é pois o êxtase
religioso mas sim a actividade mental e física o segredo de tal sucesso...