CURA PRÁTICA PELA ÁGUA

(Tal como se pratica na índia e em outros países do Oriente)

Por Yogue Ramacháraca

 

            Damo-vos, neste livro, vários métodos simples e práticos da cura pela água pelo sistema dos Yogues, que estão em uso na Índia e em outros países do Oriente há muitos séculos. Tão simples são estes métodos e tão comum é o seu uso naquelas terras, que os seus naturais se admiram ao saber que ainda hoje se torna necessário instruir alguém acerca deles.

            Os orientais consideram estes métodos instintivos e tão naturais como o andar, respirar, dormir. Pensar que alguém carecesse de ser ensinado sobre o uso natural da água, parece-lhes o mesmo que admitir que alguém necessitasse de instruções para bem respirar. E, contudo, instruções sobre a respiração e instruções sobre banhos e o uso regular da água foram precisos aos nossos caros leitores ocidentais, cuja «civilização» os afastou tanto da natureza que chegaram a esquecer os ensinamentos da mãe Universo.

            Confiamos em que não desprezareis a simplicidade destes métodos, por mero capricho ou preconceito. Não pratiqueis semelhante desatino. Recebei o ensino dos vossos irmãos do Oriente, que ainda vivem em familiares e estreitas relações com a Natureza sabendo escutar os seus chamamentos e avisos maternos. Verdade é que, já nas grandes cidades da índia, o povo parece esquecer os seus antigos costumes; mas, fora das cidades, em todas aquelas terras, ainda se vive como se viveu há muitos séculos atrás.

            O hindu não vive nas cidades está abraçado à Natureza e dela recebe grandes benefícios.

            O Povo paga caro as vantagens da «civilização». Dá-lhe a sua energia e, em troca, recebe doença e fraquezas.

           Mas se o leitor seguir ou puser em prática os avisos que se oferecem nos métodos naturais do bem estar físico receberá «a moeda da saúde e o mel da civilização».

            Confiamos em que este pequeno livro virá pôr muitos leitores no caminho directo da vida. Água, ar e luz solar – eis o melhor presente para o homem. Que o homem o aprecie e use como deve. Estes três grandes remédios, mesmo quando discretamente usados, bastam para afugentar todos os males. E, agora, para terminar: - usai-os, caro leitor, quer os outros os usem ou deixem de usar.

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