A METÁFORA

E O FENÓMENO AMOROSO

NOS POEMAS INGLESES

DE

FERNANDO PESSOA

Por Catarina T. F. Edinger

              CATARINA T.F. EDINGER nasceu em S. Paulo, S. P. Brasil. Formou-se em Letras pela Universidade de S. Paulo, por onde também obteve o Mestrado e o Doutoramento. Leccionou vários anos nas Faculdades de Filosofia da Universidade de S. Paulo. Em 1975, publicou um artigo acerca do elemento cromático na Poesia Inglesa de Fernando Pessoa na revista Língua e Literatura da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da U.S.P. e tem um ensaio a respeito de Fernando Pessoa e Wallace Stevens no prelo. Foi colaboradora na tradução de Introdução ao Estudo Crítico da Literatura de M. K. Danziger e W. S. Johnson para o português. Em 1976, recebeu uma bolsa de estudos da Fulbright-Fletcher para fazer pesquisa nas Universidades da área de Boston (Harvard e Tufts) e em 1977 participou do 1º Simpósio Internacional sobre Fernando Pessoa na Brown University. Reside em New Jersey, Estados Unidos desde 1978.

 

 

 

            Embora muito se tenha escrito acerca da obra de Fernando Pessoa, a ênfase tende sempre a cair sobre seus poemas em vernáculo. Ainda quando se apontam influências ou afinidades com poetas ingleses e norte-americanos, o ponto de referência volta a ser, quase sempre, alguma criação em português. Relativamente pouco se tem escrito a respeito dos poemas ingleses de Fernando Pessoa — e, deste pouco, grande parte não passa de comentários rápidos e não artigos escritos especificamente em torno desta faceta estrangeira da obra do poeta. O estudo destes poemas, entretanto, demonstra encontrar-se aí, provavelmente, o núcleo da obra do grande poeta português.    

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