Introdução
Traumas de infância dificilmente abandonam um homem... Tinha meus 6 ou 7 anos, quando vi na casa de um amigo, um pequeno foguete de plástico e uma bomba que parecia-se com aquelas de encher pneus de bicicleta. Um pouco de água no foguete, pressão na bomba e ao acionar um gatilho no acoplamento, o foguetinho saltava esguichando água... Ao chegar em casa, pedi um para meu pai. Tempos bicudos, grana curta (até parece hoje...) e presentes, só em aniversário e Natal. Ao chegar meu aniversário, minha mãe virou o centro de São Paulo pelo avesso, mas não encontrou o foguete... Trinta anos depois, na casa de um grande amigo (o Tio Gui, a propósito, visitem a página dele...), vi um foguetão feito com duas garrafas PET, acoplado a uma base de lançamento.
A base de lançamento, havia sido trazida para ele por um amigo que havia visitado o Japão. Primeira lição: No Japão, foguetes a água são extremamente populares e as lançadoras produzidas comercialmente. Segunda lição: No Japão, 99% das lançadoras utiliza o sistema "Hose Conector", usado normalmente como engate rápido de mangueiras de jardim...
Apesar de ter gostado de imediato da coisa, ainda levei cerca de um ano pra começar a levar a sério a idéia de me tornar um praticante do hobby. Não tenho muito tempo livre, mas como profissional em Informática, estou freqüentemente "viajando" pela Internet. Com poucas palavras-chave no Altavista, encontrei um mundo de "marmanjos" que como eu, descobriram que brincadeiras de criança podem ser muito agradáveis, mesmo para "respeitáveis senhores" como nós...
Sou um "mexilão" nato e adoro fazer coisas, principalmente quando elas ajudam a aliviar o stress e me possibilitam aumentar meu convívivo com meus filhos (6 e 10 anos...), nos fins de semana que passamos na fazenda onde mora meu pai. Depois de "net-conhecer" pessoas como Ricardo Menezes, Gary Ensmenger, Ian Clark, Clifford Heath e Dave Johnson (só pra citar alguns), arregacei as mangas e em menos de um mês estava pondo meu primeiro foguete pra voar... Bem... Foi um vôo bem curto... O número 1 aliás, está até hoje preso numa árvore cheia de espinhos que me desencorajou de tentar recuperá-lo.
Mas chega de blá-blá-blá... Pretendo com este site, mostrar como fiz e quais foram minhas soluções pra cada problema que apareceu. Seja bem-vindo e fique à vontade pra ler, ver, perguntar, criticar etc.