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Além da defesa do território, a colonização
do Brasil teve outra finalidade: transformar a colônia
num empreendimento lucrativo para Portugal.
Durante o reinado de Dom João III
(1521-1557), o comércio português na Índia entrou em
crise, em virtude da concorrência de outras nações
européias, principalmente da Holanda e da Inglaterra. Ao
mesmo tempo, as enormes despesas com a montagem e a
manutenção do império português na África e na Ásia
-- construção de navios, pagamento de tripulações,
edificação de fortalezas etc. --- arruinaram as finanças
do país. Nessa situação, tornava-se urgente o
aproveitamento do Brasil, até então pouco lucrativo. Por
outro lado, os portugueses esperavam encontrar metais
preciosos, incentivados pelas notícias da descoberta de
grandes jazidas de ouro e prata na América espanhola.
A expedição de
Martim Afonso de Souza
Em 1530, Dom João III enviou ao Brasil
a expedição de Martim Afonso de Sousa, cujos principais
objetivos eram verificar a existência de metais
preciosos, explorar e patrulhar o litoral e estabelecer os
fundamentos da colonização do Brasil. Martim Afonso
tinha poderes para nomear autoridades e distribuir terras
às pessoas que quisessem permanecer aqui para desempenhar
essa missão.
Martim Afonso percorreu quase todo o
litoral brasileiro. De Pernambuco, enviou dois barcos para
explorar o litoral norte; organizou expedições rumo ao
sertão, partindo de Cabo Frio e de Cananéia; chegou até
a foz do rio da Prata e depois retornou ao litoral
paulista, onde fundou a vila de São Vicente (1532). Ali
se organizaram alguns povoados, iniciou-se o plantio da
cana e foram construídos os primeiros engenhos da colônia.
Começava assim a colonização efetiva do Brasil, apoiada
na produção de açúcar para o mercado externo.
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