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Os conspiradores haviam planejado adotar uma
bandeira, que conteria a frase latina Libertas quae sera
tamen (Liberdade ainda que tardia) e que inspirou a
bandeira do Estado de Minas Gerais.
A revolta deveria iniciar-se no dia a
derrama, que o governo programava para 1788 e acabou
suspendendo quando soube da conjuração.
Os Inconfidentes pensaram ainda em
conseguir auxílio estrangeiro para garantir o sucesso do
levante. Em 1786, o estudante José Joaquim da Maia teve um
encontro na França com o ministro americano Thomas
Jefferson, com essa finalidade. O estudante não chegou a
retornar ao Brasil, falecendo na Europa.
Os planos dos inconfidentes foram
frustrados porque três participantes da conspiração
procuraram o governador, Visconde de Barbacena, para
delatar o movimento. Foram eles: o coronel Joaquim
Silvério dos Reis, o tenente-coronel Basílio de Brito
Malheiro do Lago e o mestre-de-campo Inácio Correia
Pamplota.
Tão logo ficou ciente da revolta que
estava para eclodir, o Visconde de Barbacena suspendeu a
derrama e expediu ordens de prisão contra os
inconfidentes. Tiradentes, que viajara para o Rio de
Janeiro com o objetivo de adquirir armas, foi preso naquela
cidade.
O Processo contra os inconfidentes
arrastou-se durante dois anos. A sentença inicial condenou
à morte vários destes e ao degredo outros.
Posteriormente, a Rainha Dona Maria I comutou todas as
sentenças de morte, modificando-as para degredo, com
exceção da sentença de Tiradentes.
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