 |
Até poucas décadas atrás, o Brasil era um
país de economia agrária e população majoritariamente
rural. Hoje, 8 em cada 10 brasileiros vivem em cidades A
concentração de pessoas em centros urbanos traz uma
série de implicações, sejam elas de ordem social,
econômica ou ambiental.
O sentido mais usual, da urbanização,
é o de crescimento urbano, ou seja, refere-se à expansão
física da cidade, mediante o aumento do número de ruas,
praças, moradias, etc. Nesse caso, ela não tem limite, a
ponto de unirem-se umas às outras, num fenômeno conhecido
por conurbação.
Um outro sentido atribuído à urbanização envolve o
crescimento da população das cidades, acontecendo em um
ritmo superior ao da população rural.
É na expansão do modo de vida urbano que podemos
localizar importantes elementos para a análise do processo
de urbanização no momento presente.
A urbanização do século XX, foi
marcada por importantes características, a começar pelo
ritmo bastante acelerado de crescimento das cidades e pela
sua abrangência, agora mundial. De fato, as
transformações que o capitalismo promoveu em diversas
sociedades nacionais contribuíram para que este processo
se desencadeasse em diversas nações, mesmo naquelas onde
a industrialização não foi representativa, isto é, em
diversas áreas do mundo subdesenvolvido. Uma outra característica,
se refere ao processo de motropolização. De fato, as
metrópoles encontram-se generalizadas, embora sua
presença seja mais marcante nos EUA, Japão, China, Europa
Ocidental e América Latina.
As metrópoles exercem influência em praticamente todo o
território nacional, promovendo a difusão de novas formas
de vida, além de imprimirem mudanças na organização do
espaço geográfico. Na atualidade,
de cada 100 brasileiros, aproximadamente 78 vivem em
cidades. Apesar de o ritmo de urbanização estar
declinando em nosso país, ainda ocorre transferência de
população do meio rural para o meio urbano. Os grandes
centros urbanos do Brasil convivem com uma série de
problemas, tanto socioculturais como ambientais e
econômicos.
- os engarrafamentos quilométricos,
geradores de fumaça e ruídos que interferem na
qualidade de vida;
- a volumosa produção de lixo, o que
exige espaço para o seu depósito e cuidados
ecológicos com o seu manejo;
- a carência de áreas verdes para o
lazer e o entretenimento das pessoas;
- a especulação imobiliária que conduz
a ocupações irregulares, muitas delas ocorrendo em
áreas de preservação, como os fundos de vales.
Por outro lado, as metrópoles não
representam apenas problemas, aparentemente insolúveis. Ao
contrário, seu extraordinário dinamismo é gerador de
ofertas de trabalho e de negócios, além de concentrador
de recursos financeiros e de consumo. Nesse sentido, sua
dinâmica também promove soluções para as dificuldades
que fazem parte de seu cotidiano.
|
 |