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Quanto à distribuição da produção
agropastoril pelo território nacional, as regiões Sul e
Sudeste concentram a maior parte dela, embora o
Centro-Oeste esteja experimentando uma participação mais
expressiva, no decorrer dos últimos anos. Também o
Nordeste necessita ser lembrado, pois a região conta com
aquilo que se convencionou chamar de 'ilhas de
modernidade".
A produção pecuária de bovinos é
partilhada principalmente pelo Centro-Oeste, Sudeste e Sul,
cabendo ao Nordeste o predomínio sobre as criações de
caprinos e muares. Os ovinos se concentram no Sul, assim
como os suínos e aves, no Sudeste e no Sul.
A presença do mercado consumidor do
Centro-Sul é o mais importante fator que justifica a maior
concentração da atividade criatória na região, onde um
número significativo de laticínios e frigoríficos
absorve o principal da produção.
A produção agrícola de caráter capitalista, com emprego
da mão-de-obra assalariada, expansão de pessoal na área administrativa
e o uso dos avanços tecnológicos, como os da
biotecnologia, distribui-se e expande-se pelo território
segundo diversos estímulos. De um lado, existe a
influência do Estado, mediante a criação de políticas
voltadas para a implantação de pólos de desenvolvimento
agrícola em áreas específicas do território brasileiro.
Para estas áreas, são criadas linhas de crédito
especiais e oferecidas assistência técnica,
infra-estrutura de transporte, energia, comunicação,
entre outras. São produzidas, com isso, verdadeiras ilhas
de modernidade em meio a regiões de relativo atraso
econômico e de precariedade social.
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