Tentaram
construir o Poliesportivo, onde hoje está o Parque Regional da
Criança. Não deram sorte, mas plantaram a semente da ousadia de um
sonho que mais tarde se realizaria. O lançamento oficial do Santo
André F.C., como clube profissional, candidato à disputa do
Campeonato da Federação Paulista de Futebol, ocorreu em 20 de
Janeiro de 1968, no Paço Municipal de Santo André, com muita festa.
A partir da data de fundação, o time apenas treinava, diante da
impossibilidade cronológica de participação no calendário oficial. O
primeiro técnico foi Agenor Gomes, o Manga, ex-goleiro do Santos. O
primeiro jogo oficial foi realizado no aniversário da cidade, 8 de
Abril de 1968, no estádio Américo Guazzelli, num amistoso contra o
poderoso Santos F.C., desfalcado de alguma de suas estrelas. Pelé
não jogou, mas assistiu a partida e participou da festa. De volta ao
estádio onde marcou o seu primeiro gol como profissional, em 7 de
setembro de 1956, recebeu um cartão de prata em sua homenagem. O
Santo André venceu o jogo por 2X1, Os gols foram de Enir, aos 31 do
primeiro tempo, Werneck empatou para o Santos aos 38 também do
primeiro tempo, e Zezé fez o segundo do Santo André aos 25 do
segundo tempo. Após o jogo Pelé deu a seguinte declaração sobre o
Santo André: "Esse time vai longe!"
Os times jogaram assim:
Santo André: Nascimento, Zé Roberto, Anízio, Cite (depois
Sorocaba) e Alberto; Nelson (depois Mário) e Enir; Joaquim, Zezé,
Dirceu (depois Dejair) e Luiz Carlos.
Santos: Zé Roberto, Hermes, Haroldo, Orlando e Turcão;
Ibrahim e Negreiros; Wilson, Werneck, Almiro e Pepe.
A renda foi de 14 mil e 300 Cruzeiros novos.
O segundo jogo foi um amistoso internacional, em 1° de maio, contra
a seleção do Congo, também no estádio Américo Guazzelli. O Santo
André venceu por 1X0, gol de Luiz Carlos de pênalti. O Arbitro da
partida foi o Sr. Alberto Filermon, auxiliado por Vitório Souza e
Guilherme Krauser.
Para participar do campeonato, o Santo André teria que indicar o
local onde mandaria os seus jogos. A única alternativa era o velho
estádio Américo Guazzelli, propriedade do Corinthians F.C. de Santo
André. O Santo André deveria pagar um aluguel ao Corinthians, e
ceder participação nas rendas. Com isto, iniciou-se uma campanha
junto ao prefeito Fioravante Zampol, visando a construção de um
estádio municipal. A campanha funcionou e logo foram iniciadas as
obras. O primeiro jogo do Santo André pela Segunda Divisão de
Profissionais foi em 7 de julho de 1968, contra o Derac de
Itapetininga, no Américo Guazzelli, estádio que usou para mandar seu
jogos naquele ano. O placar foi 0X0. Em 1969, devido as altas
despesas com o aluguel do campo, o Santo André preferiu licenciar-se
e não participar do campeonato. No dia 14 de dezembro de 1969, foi
inaugurado o Estádio Municipal de Santo André. Em sua inauguração,
ele ainda não tinha o seu nome atual; Bruno José Daniel, nome do
ex-goleiro do Primeiro de Maio, ex-vereador, ex-prefeito e
ex-presidente da Câmara Municipal de Santo André. Este nome só foi
dado em 10 de outubro de 1973, através da Lei Municipal 4.107, desta
data. Em 1970, o Santo André também ficou fora do Campeonato, pois a
prefeitura cedeu o estádio para o Corinthians F.C., que estava de
volta ao futebol profissional. Em 1971 o Santo André quis retornar
às disputas e criou-se uma polêmica com o Corinthians F.C., pois
ambos queriam mandar seus jogos no Estádio Municipal. Após muita
conversa, críticas e comentários, em 13 de fevereiro de 1971, o
Corinthians F.C. decidiu não participar do campeonato, solicitando
licença à Federação. Voltou às suas atividades no futebol amador.
Com a desistência do Corinthians, o Estádio Municipal ficou liberado
para o uso do Santo André. Em 71, 72 e 73 o Santo André F.C.
participou do Campeonato de Profissionais da Federação Paulista de
Futebol, ficando apenas em posições discretas e que não tornaram
possível a sua participação no Torneio Paulistinha. A grande
preocupação do Santo André era a situação econômica. Como uma nau em
apuros, na tormenta de alto mar, o Santo André quase desapareceu
nesses anos. Mas eis que surgiu um de seus idealizadores, o vigoroso
Wigand Rodrigues dos Santos, a lhe dar oxigênio quando o
desfalecimento parecia iminente. Depois dele veio José Cabral de
Almeida Amazonas. Executivo respeitável, ex-deputado e vereador.
Mesmo com dificuldades financeiras, o Santo André conseguiu trazer o
técnico Lula, bicampeão mundial pelo Santos, para dirigir o elenco.
Lula foi trazido ao Santo André pelo então diretor de futebol Paulo
Roberto Dias. Amazonas levou a presidência até onde foi possível.
Estava decidido a dar o clube por encerrado, num período em que a
Lei do Acesso estava desativada e os jogos ganhavam caráter de
amistosos. Sem Acesso não havia como motivar a torcida nem como
mobilizar mais colaboradores. Mais eis que de novo, do alto de sua
paixão, Wigand Rodrigues surgiu com a cara e a coragem para assumir
de novo a presidência no fim de 73. E conduziu de forma brilhante,
já que mesmo sem recursos o Santo André iniciou em sua gestão a
formação de um elenco que alcançou grandes resultados em campo. Um
quarteto formado pelo técnico Pacau e pelos diretores Lauro Oliani,
Geraldo Novaes e Hilário Bosísio garantiu a estrutura mínima para a
obtenção dos resultados que vieram a seguir. Wigand liderou o
movimento para o retorno da Lei do Acesso, extinta no início dos
anos 70. A lei só voltaria em 1976. Enquanto a diretoria lutava para
resolver a situação econômica, a equipe continuava a atuar. Em 74
conseguiu chegar às semifinais do seu grupo no Campeonato Paulista.
No primeiro turno das semifinais o Santo André ficou em primeiro. No
segundo turno, também foi bem e se classificou para as finais
juntamente com Catanduvense, União Barbarense e Nacional, mas não
obteve bons resultados e ficou fora da final.
As dívidas se acumulavam, chegando a um ponto crítico em fevereiro
de 1975. Wigand convidou para a presidência o empresário Acyr de
Souza Lopes, que mantinha uma equipe de futebol classista em Santo
André. A princípio a posição de Acyr foi negativa. Após muitas
reuniões, o empresário colocou a sua posição: ficaria com todo o
elenco do Santo André e pagaria as sua dívidas, mas o nome do clube
teria que ser mudado para Associação Atlética São Justo. Após
algumas conversações, em 22 de março de 1975, foi feita uma reunião
do Conselho Deliberativo, registrada em ata. O documento assinala
que toda a cidade havia se envolvido e discutido o desaparecimento
do Santo André F.C. Houve votação, e por 88 votos a 2, Miguel
Cesário Ricco declarou que estava aprovado o nome Esporte Clube
Santo André. Foram trocadas também as cores do uniforme. O verde e
amarelo dava lugar ao azul e branco.
( NOTA: Algumas pessoas consideram 14 de janeiro de 1974, como a
data de fundação do Esporte Clube Santo André. Isso deve-se
ao fato de que nesta data praticamente aconteceu o "renascimento" do
Santo André, depois de todos os problemas pelos quais a equipe havia
passado, Entretanto, a mudança do nome só foi homologada em 22 de
março de 1975, ficando então a confusão estabelecida. Só
recentemente o Conselho Deliberativo acabou determinando, em
reunião, que a data oficial é a de 1975.)
O primeiro jogo do E.C. Santo André foi em 29 de março de 1975,
contra o Botafogo de Ribeirão Preto, e o Santo André venceu o jogo
por 2X1. Começava nova fase do futebol profissional de Santo André.
Em 1975 o E.C. Santo André estreou no Campeonato Paulista da
Primeira Divisão, ( equivalente a Segunda Divisão pois a divisão
principal era chamada de Divisão Especial ) O Santo André estava no
grupo 1, juntamente com Olimpiense, Linense, Velo Clube,
Internacional de Limeira e Palmeiras de São João da Boa Vista. A
campanha do Santo André foi muito boa, sendo campeão antecipado de
seu grupo. O campeão do grupo 2 foi a Catanduvense, que fez a final
com o Santo André. O primeiro jogo foi em 7 de dezembro, em
Catanduva e terminou 0X0. No domingo seguinte, no Bruno Daniel não
deu outra: Santo André 2X0, gols de Tulica e Souza. Era o primeiro
título do Ramalhão!
Santo André: Ronaldo, Robertão, Rodolfo, Flávio e Luiz
Augusto; Fernandinho e Souza; Celso Mota ( depois Fernandes ),
Vicente Cruz, Tulica ( depois Luizinho Gaucho ) e Rômulo. Técnico:
Aurélio Loureiro Bastos.
1976 marcou a volta da Lei do Acesso aos campeonatos regionais do
Brasil. Em São Paulo a Federação Paulista agrupou 41 equipes em 3
grupos, para a disputada divisão intermediária. O Santo André
classificou-se para as finais por ter sido campeão do segundo turno
do grupo Alfredo Metidieri. O outro classificado do grupo foi o
Aliança de São Bernardo, campeão do primeiro turno. Os outros
classificados foram: XV de Novembro de Jaú , campeão dos dois turnos
do grupo Ferreira Pinto; e o Barretos, também campeão dos dois
turnos do grupo Paulo Machado de Carvalho. Ao final do quadrangular,
o campeão foi o XV de Jaú, que subiu para a Divisão especial de São
Paulo.
O Santo André conquistou dois títulos em 1977: Campeão do Torneio
Incentivo e do Troféu ABC, porém no campeonato de acesso não foi
bem, ficando fora da relação dos 4 finalistas. Tempos difíceis
também nas finanças e foi por pouco que o Santo André não fechou
suas portas. De boas notícias, apenas o término das arquibancadas do
Bruno Daniel. Com isso o elenco do Santo André foi reestruturado
para o campeonato de 78, mas não foi bem, ficando apenas em terceiro
lugar no seu grupo. Houve mudanças na diretoria e no comando
técnico. Sai Acyr de Souza Lopes e entra seu vice-presidente Celso
Vidal Lara, e o técnico Roberto Bonora entregou o cargo para
Sebastião Lapola. Com as mudanças, o Ramalhão foi muito bem em 79.
Classificou-se para as semifinais e para as finais. Levou 20 mil
torcedores, numa noite de meio de semana num jogo contra a
desclassificada Esportiva de Guaratinguetá. Ganhamos de 1 a 0 mas,
no mesmo horário, a poucos quilômetros dali, o Taubaté vencia o São
José e conquistava o Acesso. Fomos para o rebolo com o Marília e
perdemos a vaga na Divisão Maior, mas deixamos a herança de ter
levado ao Pacaembu a maior torcida de um clube fora os chamados
grandes. Um recorde até hoje preservado.
Em 1980 o Santo André não repetiu a mesma performance de 79. Ficou
em quarto lugar. Os sobressaltos financeiros resistiam na gestão de
Celso Lara. De novo o clube entrou em crise e de novo apareceu um
salvador. Um apaixonado salvador: Breno Manuel Gonçalves. O
surgimento de Breno Gonçalves não foi obra do acaso. Ele simbolizava
o resultado prático de um movimento de muitos torcedores apaixonados
e com influência nos destinos do Santo André. Estamos falando do
Conselho da Salvação, responsável pela transição diretiva de Acyr de
Souza Lopes para Celso Vidal Lara. O Conselho da Salvação marcou um
novo divisor de águas do Santo André, pois revelou muito mais que
torcedores apaixonados e influentes. Fez surgir novas lideranças
diretivas que acabaram por assumir a presidência do clube nos anos
subsequentes. Entre eles, além do próprio Breno Gonçalves, os dois
últimos dirigentes máximos, Germano Schmidt e Jairo Livolis. Breno
Gonçalves queria montar um grande time, e montou. Na primeira etapa
do campeonato, o Santo André jogou com outras 13 equipes. Foram 26
jogos: 14 vitórias, seis empates e seis derrotas.Um momento
memorável foi o gol de Lance, aos 49 minutos do segundo tempo do
jogo contra o Saad de São Caetano, que garantiu nossa passagem para
a próxima fase. Lance fez o gol e correu em direção à nossa torcida
que lotava o estádio Lauro Gomes (Hoje chamado de Anacleto
Campanella). A torcida também foi ao seu encontro e o alambrado
desabou. Foi a invasão mais festiva da história do futebol. A
própria torcida recompôs o alambrado, de maneira improvisada, para
garantir a continuidade e o encerramento do jogo. O técnico Dalmo
Gaspar, deixou o time após esta fase e foi substituído por Sebastião
Lapola. O Santo André chegou ao título do grupo Sul ao derrotar o
Paulista de Jundiaí. O campeão do grupo Norte foi o XV de Novembro
de Piracicaba. Ambos fariam a final e o campeão ganharia o direito
de ter acesso à Primeira Divisão. O campeonato foi decidido em uma
melhor de 3 partidas. Todos os jogos seriam no Parque Antarctica, em
São Paulo. O primeiro jogo foi no dia 25 de novembro, uma Quarta
feira, às 21h. Ao final, 1X1. O segundo jogo foi no dia 28 de
novembro, tendo novamente o resultado de 1X1. O jogo decisivo foi no
dia 1° de dezembro, uma terça feira às 21h. Em caso de novo empate
haveria prorrogação de 30 minutos, mas não foi preciso. O merecido
título veio no tempo normal com vitória do Santo André por 3X1, com
gols de Paulo Borges aos 21 do primeiro tempo, Rubão fez o segundo
batendo falta aos 7 do segundo e Radar fez 3X0 aos 26. Vadinho fez o
gol de honra do XV aos 43 minutos. Levamos milhares de torcedores em
cada um dos jogos disputados. O titulo marcou o maior carnaval fora
de época nas ruas centrais de Santo André. A cidade foi dormir só de
madrugada, feliz com o velho sonho realizado. A dobradinha formada
pelo técnico Sebastião Lapola e Aurélio Loureiro Bastos comandou a
equipe campeã dentro de campo. Daniel Lima, jornalista editor de
esportes do Diário do Grande ABC vibrou com a vitória do Ramalhão, e
sua emoção podia ser lida no Diário do dia seguinte:
"Acabou finalmente. Finalmente o Santo André é campeão da Segunda
Divisão. Como se fosse um lindo sonho de verão, o Santo André fez
ontem à noite no Parque Antarctica tudo o que a sua exigente torcida
queria, na vitória de 3X1 sobre o XV de Piracicaba". E
continuou: "Foi um time de machos, de artistas, de polivalentes,
que endoideceu a torcida e bombardeou o adversário. Tanto que 15
minutos antes de terminar o jogo os mais de 14 mil torcedores de
Santo André agitavam frenéticamente as bandeiras e entoavam 'tá
chegando a hora...' Como se estivessem num salão carnavalesco. A
quarta tentativa do Santo André de conviver entre os grandes do
futebol paulista não fracassou. Ela foi suada, sofrida, mas justa,
inesquecível"
Santo André: Tonho, Zé Carlos, Tutu, Rubão e Dodô; Soni,
Piorra e Arnaldo; Paulo Borges ( depois Radar ), Lance ( depois
Freitas ) e Da Silva. Técnico: Sebastião Lapola.
XV de
Piracicaba:
Pizzelli, Allan, Aílton Luis, China e Ademir; Vadinho, Rogério e
Zezinho, Serginho, Oriel e Brandão.
O arbitro foi o Sr. Oscar Scolfaro, e a renda foi de 3 milhões e 868
mil cruzeiros, com 16.225 pagantes. Daqui pra frente o Santo André
iria participar do campeonato mais importante do país. Sua estréia
no campeonato Paulista de 82 foi na noite de 6 de julho contra o São
Paulo, no Pacaembu. O time resistiu quanto pôde. Segurou o 0X0 até o
final e só perdeu de 1X0 com o São Paulo marcando no último minuto
do jogo. Em 21 de Setembro de 1982, Breno deixou o cargo. Foi eleito
para seu lugar Duílio Pisaneschi, Este ficou até 21 de dezembro,
quando foi substituído por Lourival Passarelli, eleito para dirigir
o Santo André até 18 de dezembro de 1984. Passarelli entregou-se de
corpo e alma ao Santo André. Foi com ele que o time fez novas
campanhas memoráveis. Classificou-se em quarto lugar no Campeonato
Paulista e em seguida, chegou às semifinais do Campeonato
Brasileiro. O técnico era Jair Picerni. Os diretores de futebol
Lauro Oliani e Antônio Zinho de Araújo. Jaiminho, Élcio, Rotta,
Barbosa, Esquerdinha e outros valores deram grandes momentos de
alegria à torcida. Em 1983 o Santo André iria realizar um grande
Campeonato Paulista, o melhor de sua história. A campanha do Santo
André lhe deu a quarta colocação no Paulista e o direito de disputar
a Taça de Ouro do Campeonato Brasileiro do ano seguinte. O
Campeonato Brasileiro começou em 29 de Janeiro de 1984. O Santo
André estava no grupo D, ao lado de Grêmio de Porto Alegre, Coritiba,
Náutico de Recife, e Catuense da Bahia. O Santo André conseguiu
neste ano a heróica 10° colocação num campeonato com 41
participantes. Lourival Passareli foi substituído por Duílio
Pisaneschi, que ficou até 16 de janeiro de 1985. Neste ano foi
eleito Fausto Polesi. Em 85 o Santo André fez uma fraca campanha e
ficou apenas em 14° lugar no Campeonato Paulista. Depois de Fausto
Polesi, Breno Gonçalves voltou a presidencia em janeiro de 86.
Estrelas do futebol brasileiro vestiram a camisa do Santo André na
nova gestão de Breno Gonçalves. Casos de Luiz Pereira, Vladimir, o
centroavante Gaúcho, o volante Ademir e muitos outros. Foi 7°
colocado no Paulistão. Em 9 de dezembro de 1986, Breno deu lugar à
Germano Schmidt. Ele lançou as bases do Poliesportivo,
materializando assim um ideal de muitos anos. Foi com Germano que se
fez o projeto arquitetônico do Poliesportivo. Foi com Germano que se
venderam os títulos patrimoniais e iniciaram as obras. Com a atenção
voltada à construção do Poliesportivo o Santo André fazia campanhas
apenas razoáveis. Em 1994 ficamos em 15° na série A1 do Paulista e
caímos para a Série A-2.
Sempre pioneiro, No dia 03 de Dezembro de 1999 foi lançado o
Ramalhão Net - Site Oficial do Esporte Clube Santo André. O
Ramalhão foi o primeiro clube da região a ter um Site Oficial na
Internet.
Em 2000 finalmente as obras do Poliesportivo foram finalizadas, e
com isso novamente o futebol profissional voltou a ser a prioridade;
chegamos às semifinais contra o Etti Jundiaí. Derrota de 1x0 no jogo
de ida, e no Brunão o Ramalhão vencia até os 48 minutos do 2º tempo,
onde tomou o gol de empate e perdemos a vaga na final.
Na série A2 do campeonato Paulista de 2001, ninguém podería imaginar
que a glória viria de maneira tão sofrida. Um time de ponta foi
montado, com grandes nomes como Carlos Roberto, Sandoval, Betinho,
Jajá, entre outras feras. Benazzi "O Rei do Acesso" foi trazido para
assumir o comando técnico do time que foi considerado pela mídia um
dos favorítos ao título, porém no campo a coisa não foi bem e
terminamos o 1º turno na 6ª colocação. Nessa altura, apenas os mais
fieis torcedores acreditavam que o acesso pudesse vir, pois o
campeonato era de pontos corridos e apenas o campeão e o vice
chegariam lá.
Benazzi não resistiu e Luiz Carlos Ferreira, outro "Rei de Acessos",
foi contratado para seu lugar; Com ele vieram alguns reforços como o
zagueiro Lica e o goleiro Maurício.
O time começou a render e subir posições na tabela, chegando na
última rodada, precisando de um empate com gols frente ao Ituano no
Brunão. O Ituano era um concorrente direto a vaga e precisava de uma
vitória simples para chegar ao acesso. O jogo foi nervoso, tenso, e
um 0x0 teimava no placar, resultado que dava a vaga ao Juventus. A
fiel torcida do Ramalhão não arredava o pé do estádio, apesar do gol
não sair.
Aos 47 minutos do segundo tempo, Sandro Gaúcho foi derrubado na área
e o arbitro Paulo Cesar de Oliveira não teve dúvidas: penalti para o
Ramalhão! a torcida era uma mistura de euforia e preocupação, pois o
time havia perdido muitas cobranças de penalti ao longo do
campeonato. Adãozinho, que foi contratado na metade do 2º turno foi
escalado para a cobrança. Com muita tranqüilidade e categoria,
Adãozinho bateu o penalti e converteu, fazendo 1x0 para o Santo
André. O Ituano teve tempo apenas para dar a saída, e o jogo foi
encerrado, dando início a festa dos torcedores do Ramalhão. Depois
de 7 anos o Santo André está de volta à Divisão Principal do Futebol
Paulista. A festa dos torcedores durou toda a madrugada nas ruas da
cidade. Estamos de volta para de lá não mais sair! mas as glórias do
Ramalhão não param por aí. Em 2003 o Santo André conquistou uma de
suas maiores vitórias: o título da Copa São Paulo de Futebol Jr. A
campanha foi belíssima! 6 jogos, 5 vitórias e 1 empate na final
contra o Palmeiras: 2x2 no tempo normal, 0x0 na prorrogação e
vitória nos penaltis por 5x3 para delírio da Torcida Andreense que
compareceu em massa ao Pacaembú.
Contamos com a maior torcida do Grande ABC. Uma torcida que sempre
deu mostras de sua fidelidade. Esse é o Santo André que tem muita
história para contar. É o Santo André que ainda tem muitas novas
glórias a conquistar. |