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Santo André

Na data de fundação do Santo André, o que se tinha era a esperança de criar um clube que se rivalizasse com os principais expoentes do futebol interiorano. Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e tantas outras cidades brilhavam com seus representantes. Por que Santo André da milionária Grande ABC não poderia ter vez? A idéia surgiu na Liga de Futebol, do presidente da entidade, Wigand Rodrigues dos Santos. Ganhou corpo, evoluiu, e foi sacramentada com a fundação do clube numa noite chuvosa. Faltou energia elétrica durante a assembléia, realizada no Tiro de guerra, na Praça 18 do Forte. Não seria essa primeira contrariedade do destino que tiraria o que o Santo André tem de mais abundante: tenacidade, persistência, paixão. Sob luzes de velas, fundou-se o clube. O Santo André saiu do quase nada, da idéia abstrata de representar o futebol profissional do Município, para uma posição de destaque na hierarquia esportiva e institucional do Estado.
A primeira diretoria do Santo André foi eleita a 4 de outubro de 1967: Newton Brandão, Presidente; Wigand dos Santos, Antonio Ferreira dos Santos, e Hildebrando Mota Carneiro, vice-presidentes; Nelson Cerchiari e Durval Daniel, secretários; Matheus Guimarães Jr. e João Manha, Tesoureiros. Algum tempo depois, Newton Brandão, deixou o clube para se tornar prefeito de Santo André. Em seguida, Antônio Ferreira dos Santos e Carlos Ernesto Pasinato assumiram a presidência. Ficaram pouco tempo. Pagaram o preço de quem ainda dá os primeiros passos.

Qual Será a situação dos grandes clubes que caíram para série B esse ano?


Cairá para SérieC
Permanecerar na Séire B
Se Classificarão pra a Série A




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Tentaram construir o Poliesportivo, onde hoje está o Parque Regional da Criança. Não deram sorte, mas plantaram a semente da ousadia de um sonho que mais tarde se realizaria. O lançamento oficial do Santo André F.C., como clube profissional, candidato à disputa do Campeonato da Federação Paulista de Futebol, ocorreu em 20 de Janeiro de 1968, no Paço Municipal de Santo André, com muita festa. A partir da data de fundação, o time apenas treinava, diante da impossibilidade cronológica de participação no calendário oficial. O primeiro técnico foi Agenor Gomes, o Manga, ex-goleiro do Santos. O primeiro jogo oficial foi realizado no aniversário da cidade, 8 de Abril de 1968, no estádio Américo Guazzelli, num amistoso contra o poderoso Santos F.C., desfalcado de alguma de suas estrelas. Pelé não jogou, mas assistiu a partida e participou da festa. De volta ao estádio onde marcou o seu primeiro gol como profissional, em 7 de setembro de 1956, recebeu um cartão de prata em sua homenagem. O Santo André venceu o jogo por 2X1, Os gols foram de Enir, aos 31 do primeiro tempo, Werneck empatou para o Santos aos 38 também do primeiro tempo, e Zezé fez o segundo do Santo André aos 25 do segundo tempo. Após o jogo Pelé deu a seguinte declaração sobre o Santo André: "Esse time vai longe!"
Os times jogaram assim:

Santo André: Nascimento, Zé Roberto, Anízio, Cite (depois Sorocaba) e Alberto; Nelson (depois Mário) e Enir; Joaquim, Zezé, Dirceu (depois Dejair) e Luiz Carlos.
Santos: Zé Roberto, Hermes, Haroldo, Orlando e Turcão; Ibrahim e Negreiros; Wilson, Werneck, Almiro e Pepe.

A renda foi de 14 mil e 300 Cruzeiros novos.

O segundo jogo foi um amistoso internacional, em 1° de maio, contra a seleção do Congo, também no estádio Américo Guazzelli. O Santo André venceu por 1X0, gol de Luiz Carlos de pênalti. O Arbitro da partida foi o Sr. Alberto Filermon, auxiliado por Vitório Souza e Guilherme Krauser.

Para participar do campeonato, o Santo André teria que indicar o local onde mandaria os seus jogos. A única alternativa era o velho estádio Américo Guazzelli, propriedade do Corinthians F.C. de Santo André. O Santo André deveria pagar um aluguel ao Corinthians, e ceder participação nas rendas. Com isto, iniciou-se uma campanha junto ao prefeito Fioravante Zampol, visando a construção de um estádio municipal. A campanha funcionou e logo foram iniciadas as obras. O primeiro jogo do Santo André pela Segunda Divisão de Profissionais foi em 7 de julho de 1968, contra o Derac de Itapetininga, no Américo Guazzelli, estádio que usou para mandar seu jogos naquele ano. O placar foi 0X0. Em 1969, devido as altas despesas com o aluguel do campo, o Santo André preferiu licenciar-se e não participar do campeonato. No dia 14 de dezembro de 1969, foi inaugurado o Estádio Municipal de Santo André. Em sua inauguração, ele ainda não tinha o seu nome atual; Bruno José Daniel, nome do ex-goleiro do Primeiro de Maio, ex-vereador, ex-prefeito e ex-presidente da Câmara Municipal de Santo André. Este nome só foi dado em 10 de outubro de 1973, através da Lei Municipal 4.107, desta data. Em 1970, o Santo André também ficou fora do Campeonato, pois a prefeitura cedeu o estádio para o Corinthians F.C., que estava de volta ao futebol profissional. Em 1971 o Santo André quis retornar às disputas e criou-se uma polêmica com o Corinthians F.C., pois ambos queriam mandar seus jogos no Estádio Municipal. Após muita conversa, críticas e comentários, em 13 de fevereiro de 1971, o Corinthians F.C. decidiu não participar do campeonato, solicitando licença à Federação. Voltou às suas atividades no futebol amador.
Com a desistência do Corinthians, o Estádio Municipal ficou liberado para o uso do Santo André. Em 71, 72 e 73 o Santo André F.C. participou do Campeonato de Profissionais da Federação Paulista de Futebol, ficando apenas em posições discretas e que não tornaram possível a sua participação no Torneio Paulistinha. A grande preocupação do Santo André era a situação econômica. Como uma nau em apuros, na tormenta de alto mar, o Santo André quase desapareceu nesses anos. Mas eis que surgiu um de seus idealizadores, o vigoroso Wigand Rodrigues dos Santos, a lhe dar oxigênio quando o desfalecimento parecia iminente. Depois dele veio José Cabral de Almeida Amazonas. Executivo respeitável, ex-deputado e vereador. Mesmo com dificuldades financeiras, o Santo André conseguiu trazer o técnico Lula, bicampeão mundial pelo Santos, para dirigir o elenco. Lula foi trazido ao Santo André pelo então diretor de futebol Paulo Roberto Dias. Amazonas levou a presidência até onde foi possível. Estava decidido a dar o clube por encerrado, num período em que a Lei do Acesso estava desativada e os jogos ganhavam caráter de amistosos. Sem Acesso não havia como motivar a torcida nem como mobilizar mais colaboradores. Mais eis que de novo, do alto de sua paixão, Wigand Rodrigues surgiu com a cara e a coragem para assumir de novo a presidência no fim de 73. E conduziu de forma brilhante, já que mesmo sem recursos o Santo André iniciou em sua gestão a formação de um elenco que alcançou grandes resultados em campo. Um quarteto formado pelo técnico Pacau e pelos diretores Lauro Oliani, Geraldo Novaes e Hilário Bosísio garantiu a estrutura mínima para a obtenção dos resultados que vieram a seguir. Wigand liderou o movimento para o retorno da Lei do Acesso, extinta no início dos anos 70. A lei só voltaria em 1976. Enquanto a diretoria lutava para resolver a situação econômica, a equipe continuava a atuar. Em 74 conseguiu chegar às semifinais do seu grupo no Campeonato Paulista. No primeiro turno das semifinais o Santo André ficou em primeiro. No segundo turno, também foi bem e se classificou para as finais juntamente com Catanduvense, União Barbarense e Nacional, mas não obteve bons resultados e ficou fora da final.

As dívidas se acumulavam, chegando a um ponto crítico em fevereiro de 1975. Wigand convidou para a presidência o empresário Acyr de Souza Lopes, que mantinha uma equipe de futebol classista em Santo André. A princípio a posição de Acyr foi negativa. Após muitas reuniões, o empresário colocou a sua posição: ficaria com todo o elenco do Santo André e pagaria as sua dívidas, mas o nome do clube teria que ser mudado para Associação Atlética São Justo. Após algumas conversações, em 22 de março de 1975, foi feita uma reunião do Conselho Deliberativo, registrada em ata. O documento assinala que toda a cidade havia se envolvido e discutido o desaparecimento do Santo André F.C. Houve votação, e por 88 votos a 2, Miguel Cesário Ricco declarou que estava aprovado o nome Esporte Clube Santo André. Foram trocadas também as cores do uniforme. O verde e amarelo dava lugar ao azul e branco.

( NOTA: Algumas pessoas consideram 14 de janeiro de 1974, como a data de fundação do Esporte Clube Santo André. Isso deve-se ao fato de que nesta data praticamente aconteceu o "renascimento" do Santo André, depois de todos os problemas pelos quais a equipe havia passado, Entretanto, a mudança do nome só foi homologada em 22 de março de 1975, ficando então a confusão estabelecida. Só recentemente o Conselho Deliberativo acabou determinando, em reunião, que a data oficial é a de 1975.)

O primeiro jogo do E.C. Santo André foi em 29 de março de 1975, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, e o Santo André venceu o jogo por 2X1. Começava nova fase do futebol profissional de Santo André. Em 1975 o E.C. Santo André estreou no Campeonato Paulista da Primeira Divisão, ( equivalente a Segunda Divisão pois a divisão principal era chamada de Divisão Especial ) O Santo André estava no grupo 1, juntamente com Olimpiense, Linense, Velo Clube, Internacional de Limeira e Palmeiras de São João da Boa Vista. A campanha do Santo André foi muito boa, sendo campeão antecipado de seu grupo. O campeão do grupo 2 foi a Catanduvense, que fez a final com o Santo André. O primeiro jogo foi em 7 de dezembro, em Catanduva e terminou 0X0. No domingo seguinte, no Bruno Daniel não deu outra: Santo André 2X0, gols de Tulica e Souza. Era o primeiro título do Ramalhão!

Santo André: Ronaldo, Robertão, Rodolfo, Flávio e Luiz Augusto; Fernandinho e Souza; Celso Mota ( depois Fernandes ), Vicente Cruz, Tulica ( depois Luizinho Gaucho ) e Rômulo. Técnico: Aurélio Loureiro Bastos.

1976 marcou a volta da Lei do Acesso aos campeonatos regionais do Brasil. Em São Paulo a Federação Paulista agrupou 41 equipes em 3 grupos, para a disputada divisão intermediária. O Santo André classificou-se para as finais por ter sido campeão do segundo turno do grupo Alfredo Metidieri. O outro classificado do grupo foi o Aliança de São Bernardo, campeão do primeiro turno. Os outros classificados foram: XV de Novembro de Jaú , campeão dos dois turnos do grupo Ferreira Pinto; e o Barretos, também campeão dos dois turnos do grupo Paulo Machado de Carvalho. Ao final do quadrangular, o campeão foi o XV de Jaú, que subiu para a Divisão especial de São Paulo.

O Santo André conquistou dois títulos em 1977: Campeão do Torneio Incentivo e do Troféu ABC, porém no campeonato de acesso não foi bem, ficando fora da relação dos 4 finalistas. Tempos difíceis também nas finanças e foi por pouco que o Santo André não fechou suas portas. De boas notícias, apenas o término das arquibancadas do Bruno Daniel. Com isso o elenco do Santo André foi reestruturado para o campeonato de 78, mas não foi bem, ficando apenas em terceiro lugar no seu grupo. Houve mudanças na diretoria e no comando técnico. Sai Acyr de Souza Lopes e entra seu vice-presidente Celso Vidal Lara, e o técnico Roberto Bonora entregou o cargo para Sebastião Lapola. Com as mudanças, o Ramalhão foi muito bem em 79. Classificou-se para as semifinais e para as finais. Levou 20 mil torcedores, numa noite de meio de semana num jogo contra a desclassificada Esportiva de Guaratinguetá. Ganhamos de 1 a 0 mas, no mesmo horário, a poucos quilômetros dali, o Taubaté vencia o São José e conquistava o Acesso. Fomos para o rebolo com o Marília e perdemos a vaga na Divisão Maior, mas deixamos a herança de ter levado ao Pacaembu a maior torcida de um clube fora os chamados grandes. Um recorde até hoje preservado.
Em 1980 o Santo André não repetiu a mesma performance de 79. Ficou em quarto lugar. Os sobressaltos financeiros resistiam na gestão de Celso Lara. De novo o clube entrou em crise e de novo apareceu um salvador. Um apaixonado salvador: Breno Manuel Gonçalves. O surgimento de Breno Gonçalves não foi obra do acaso. Ele simbolizava o resultado prático de um movimento de muitos torcedores apaixonados e com influência nos destinos do Santo André. Estamos falando do Conselho da Salvação, responsável pela transição diretiva de Acyr de Souza Lopes para Celso Vidal Lara. O Conselho da Salvação marcou um novo divisor de águas do Santo André, pois revelou muito mais que torcedores apaixonados e influentes. Fez surgir novas lideranças diretivas que acabaram por assumir a presidência do clube nos anos subsequentes. Entre eles, além do próprio Breno Gonçalves, os dois últimos dirigentes máximos, Germano Schmidt e Jairo Livolis. Breno Gonçalves queria montar um grande time, e montou. Na primeira etapa do campeonato, o Santo André jogou com outras 13 equipes. Foram 26 jogos: 14 vitórias, seis empates e seis derrotas.Um momento memorável foi o gol de Lance, aos 49 minutos do segundo tempo do jogo contra o Saad de São Caetano, que garantiu nossa passagem para a próxima fase. Lance fez o gol e correu em direção à nossa torcida que lotava o estádio Lauro Gomes (Hoje chamado de Anacleto Campanella). A torcida também foi ao seu encontro e o alambrado desabou. Foi a invasão mais festiva da história do futebol. A própria torcida recompôs o alambrado, de maneira improvisada, para garantir a continuidade e o encerramento do jogo. O técnico Dalmo Gaspar, deixou o time após esta fase e foi substituído por Sebastião Lapola. O Santo André chegou ao título do grupo Sul ao derrotar o Paulista de Jundiaí. O campeão do grupo Norte foi o XV de Novembro de Piracicaba. Ambos fariam a final e o campeão ganharia o direito de ter acesso à Primeira Divisão. O campeonato foi decidido em uma melhor de 3 partidas. Todos os jogos seriam no Parque Antarctica, em São Paulo. O primeiro jogo foi no dia 25 de novembro, uma Quarta feira, às 21h. Ao final, 1X1. O segundo jogo foi no dia 28 de novembro, tendo novamente o resultado de 1X1. O jogo decisivo foi no dia 1° de dezembro, uma terça feira às 21h. Em caso de novo empate haveria prorrogação de 30 minutos, mas não foi preciso. O merecido título veio no tempo normal com vitória do Santo André por 3X1, com gols de Paulo Borges aos 21 do primeiro tempo, Rubão fez o segundo batendo falta aos 7 do segundo e Radar fez 3X0 aos 26. Vadinho fez o gol de honra do XV aos 43 minutos. Levamos milhares de torcedores em cada um dos jogos disputados. O titulo marcou o maior carnaval fora de época nas ruas centrais de Santo André. A cidade foi dormir só de madrugada, feliz com o velho sonho realizado. A dobradinha formada pelo técnico Sebastião Lapola e Aurélio Loureiro Bastos comandou a equipe campeã dentro de campo. Daniel Lima, jornalista editor de esportes do Diário do Grande ABC vibrou com a vitória do Ramalhão, e sua emoção podia ser lida no Diário do dia seguinte:

"Acabou finalmente. Finalmente o Santo André é campeão da Segunda Divisão. Como se fosse um lindo sonho de verão, o Santo André fez ontem à noite no Parque Antarctica tudo o que a sua exigente torcida queria, na vitória de 3X1 sobre o XV de Piracicaba". E continuou: "Foi um time de machos, de artistas, de polivalentes, que endoideceu a torcida e bombardeou o adversário. Tanto que 15 minutos antes de terminar o jogo os mais de 14 mil torcedores de Santo André agitavam frenéticamente as bandeiras e entoavam 'tá chegando a hora...' Como se estivessem num salão carnavalesco. A quarta tentativa do Santo André de conviver entre os grandes do futebol paulista não fracassou. Ela foi suada, sofrida, mas justa, inesquecível"

Santo André: Tonho, Zé Carlos, Tutu, Rubão e Dodô; Soni, Piorra e Arnaldo; Paulo Borges ( depois Radar ), Lance ( depois Freitas ) e Da Silva. Técnico: Sebastião Lapola.

XV de Piracicaba: Pizzelli, Allan, Aílton Luis, China e Ademir; Vadinho, Rogério e Zezinho, Serginho, Oriel e Brandão.

O arbitro foi o Sr. Oscar Scolfaro, e a renda foi de 3 milhões e 868 mil cruzeiros, com 16.225 pagantes. Daqui pra frente o Santo André iria participar do campeonato mais importante do país. Sua estréia no campeonato Paulista de 82 foi na noite de 6 de julho contra o São Paulo, no Pacaembu. O time resistiu quanto pôde. Segurou o 0X0 até o final e só perdeu de 1X0 com o São Paulo marcando no último minuto do jogo. Em 21 de Setembro de 1982, Breno deixou o cargo. Foi eleito para seu lugar Duílio Pisaneschi, Este ficou até 21 de dezembro, quando foi substituído por Lourival Passarelli, eleito para dirigir o Santo André até 18 de dezembro de 1984. Passarelli entregou-se de corpo e alma ao Santo André. Foi com ele que o time fez novas campanhas memoráveis. Classificou-se em quarto lugar no Campeonato Paulista e em seguida, chegou às semifinais do Campeonato Brasileiro. O técnico era Jair Picerni. Os diretores de futebol Lauro Oliani e Antônio Zinho de Araújo. Jaiminho, Élcio, Rotta, Barbosa, Esquerdinha e outros valores deram grandes momentos de alegria à torcida. Em 1983 o Santo André iria realizar um grande Campeonato Paulista, o melhor de sua história. A campanha do Santo André lhe deu a quarta colocação no Paulista e o direito de disputar a Taça de Ouro do Campeonato Brasileiro do ano seguinte. O Campeonato Brasileiro começou em 29 de Janeiro de 1984. O Santo André estava no grupo D, ao lado de Grêmio de Porto Alegre, Coritiba, Náutico de Recife, e Catuense da Bahia. O Santo André conseguiu neste ano a heróica 10° colocação num campeonato com 41 participantes. Lourival Passareli foi substituído por Duílio Pisaneschi, que ficou até 16 de janeiro de 1985. Neste ano foi eleito Fausto Polesi. Em 85 o Santo André fez uma fraca campanha e ficou apenas em 14° lugar no Campeonato Paulista. Depois de Fausto Polesi, Breno Gonçalves voltou a presidencia em janeiro de 86. Estrelas do futebol brasileiro vestiram a camisa do Santo André na nova gestão de Breno Gonçalves. Casos de Luiz Pereira, Vladimir, o centroavante Gaúcho, o volante Ademir e muitos outros. Foi 7° colocado no Paulistão. Em 9 de dezembro de 1986, Breno deu lugar à Germano Schmidt. Ele lançou as bases do Poliesportivo, materializando assim um ideal de muitos anos. Foi com Germano que se fez o projeto arquitetônico do Poliesportivo. Foi com Germano que se venderam os títulos patrimoniais e iniciaram as obras. Com a atenção voltada à construção do Poliesportivo o Santo André fazia campanhas apenas razoáveis. Em 1994 ficamos em 15° na série A1 do Paulista e caímos para a Série A-2.
Sempre pioneiro, No dia 03 de Dezembro de 1999 foi lançado o Ramalhão Net - Site Oficial do Esporte Clube Santo André. O Ramalhão foi o primeiro clube da região a ter um Site Oficial na Internet.
Em 2000 finalmente as obras do Poliesportivo foram finalizadas, e com isso novamente o futebol profissional voltou a ser a prioridade; chegamos às semifinais contra o Etti Jundiaí. Derrota de 1x0 no jogo de ida, e no Brunão o Ramalhão vencia até os 48 minutos do 2º tempo, onde tomou o gol de empate e perdemos a vaga na final.
Na série A2 do campeonato Paulista de 2001, ninguém podería imaginar que a glória viria de maneira tão sofrida. Um time de ponta foi montado, com grandes nomes como Carlos Roberto, Sandoval, Betinho, Jajá, entre outras feras. Benazzi "O Rei do Acesso" foi trazido para assumir o comando técnico do time que foi considerado pela mídia um dos favorítos ao título, porém no campo a coisa não foi bem e terminamos o 1º turno na 6ª colocação. Nessa altura, apenas os mais fieis torcedores acreditavam que o acesso pudesse vir, pois o campeonato era de pontos corridos e apenas o campeão e o vice chegariam lá.
Benazzi não resistiu e Luiz Carlos Ferreira, outro "Rei de Acessos", foi contratado para seu lugar; Com ele vieram alguns reforços como o zagueiro Lica e o goleiro Maurício.
O time começou a render e subir posições na tabela, chegando na última rodada, precisando de um empate com gols frente ao Ituano no Brunão. O Ituano era um concorrente direto a vaga e precisava de uma vitória simples para chegar ao acesso. O jogo foi nervoso, tenso, e um 0x0 teimava no placar, resultado que dava a vaga ao Juventus. A fiel torcida do Ramalhão não arredava o pé do estádio, apesar do gol não sair.
Aos 47 minutos do segundo tempo, Sandro Gaúcho foi derrubado na área e o arbitro Paulo Cesar de Oliveira não teve dúvidas: penalti para o Ramalhão! a torcida era uma mistura de euforia e preocupação, pois o time havia perdido muitas cobranças de penalti ao longo do campeonato. Adãozinho, que foi contratado na metade do 2º turno foi escalado para a cobrança. Com muita tranqüilidade e categoria, Adãozinho bateu o penalti e converteu, fazendo 1x0 para o Santo André. O Ituano teve tempo apenas para dar a saída, e o jogo foi encerrado, dando início a festa dos torcedores do Ramalhão. Depois de 7 anos o Santo André está de volta à Divisão Principal do Futebol Paulista. A festa dos torcedores durou toda a madrugada nas ruas da cidade. Estamos de volta para de lá não mais sair! mas as glórias do Ramalhão não param por aí. Em 2003 o Santo André conquistou uma de suas maiores vitórias: o título da Copa São Paulo de Futebol Jr. A campanha foi belíssima! 6 jogos, 5 vitórias e 1 empate na final contra o Palmeiras: 2x2 no tempo normal, 0x0 na prorrogação e vitória nos penaltis por 5x3 para delírio da Torcida Andreense que compareceu em massa ao Pacaembú.
Contamos com a maior torcida do Grande ABC. Uma torcida que sempre deu mostras de sua fidelidade. Esse é o Santo André que tem muita história para contar. É o Santo André que ainda tem muitas novas glórias a conquistar.

 
       
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