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Portuguesa |
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A Associação
Portuguesa de Esportes foi fundada no dia 14 de agosto de 1920.
Neste dia, o Lusíadas F.C., a Associação 5 de Outubro, o Esport Club
Lusitano, a Associação Atlética Marquês de Pombal e o Portugal
Marinhense, se uniram para formar um único clube da colônia
lusitana, capaz de disputar a primeira divisão do campeonato
paulista.
A data da fusão dos cinco clubes foi escolhida a dedo. Neste dia, no
século XIV, Portugal derrotou a Espanha na Batalha de Aljubarrota,
marcando o primeiro passo para se desligar do Reino de Castela.
Em novembro de 1920, foi eleita a primeira diretoria, tendo Eugênio
Torres de Lima como presidente. Escolher as cores do time foi fácil:
verde e vermelha, as mesmas de Portugal. A Cruz de Avis, que
simboliza as glórias lusitanas nas Cruzadas, foi adotada como o
símbolo do novo clube.
A primeira sede da Portuguesa foi o Largo de São Francisco, depois a
rua XI de Agosto, a XV de Novembro e por fim a Rua São Bento, onde
viveu suas maiores glórias. O Canindé foi comprado do São Paulo
Futebol Clube em 1956. O terreno era formado por vários lagos e, por
causa das arquibancadas de madeira, o estádio ficou conhecido como
"Ilha da Madeira". As construções do anel só terminaram em janeiro
de 1972, durante a presidência de Oswaldo Teixeira Duarte, que
acabou sendo homenageado dando nome ao Estádio do Canindé.
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Em 1920, a
Portuguesa se inscreveu na APEA para disputar o Campeonato Paulista.
Como o número de participantes da Liga já estava fechado, a
Portuguesa se associou ao Mackenzie, que estava com problemas
financeiros, para participar do campeonato. Durante três anos a Lusa
disputou o Campeonato Paulista com o nome Portuguesa-Mackenzie,
união desfeita em 1923.
Na sua partida de estréia, a Lusa foi derrotada por 3 x 0 pelo São
Bento. A primeira vitória do time viria no mesmo campeonato de 1920,
por 4 x 2, contra o Paulistano de Friendereich.
Em 1935, a Portuguesa conquistou seu primeiro título, ao ser campeã
paulista pela APEA. Repetiu a dose no ano seguinte e foi bi-campeã.
Neste mesmo ano, teve pela primeira vez o artilheiro do campeonato:
Carioca, com 19 gols.
Em 1940 a Lusa mudou seu nome para o atual Associação Portuguesa de
Desportos. Em 51, o time ganhou mais um troféu: a Tri-Fita Azul,
taça dada aos clubes brasileiros que conseguiam se manter invictos
por mais de dez jogos no exterior.
Pelo time da Portuguesa passaram grandes jogadores: o maior deles
foi Djalma Santos. A equipe campeã do Rio-São Paulo de 1952 que
contava, além de Djalma, com Nininho, Pinga e Simão, também foi a
mais marcante. Três anos depois, em 55, a Lusa voltou a conquistar o
Rio-São Paulo, após uma goleada histórica de 8 x 0 sobre o Santos.
Em 1973, após 37 anos de jejum, a Portuguesa foi novamente campeã
paulista junto com o Santos. Graças a um erro de matemática do juiz
Armando Marques, a disputa de pênaltis na final do campeonato foi
encerrada antes do resultado estar decidido. Para desfazer a
confusão, a título foi dividido.
Depois de quatro passagens pela 2ª divisão do Campeonato Brasileiro
(1979, 82, 83 e 87), a Portuguesa fez sua melhor campanha em 1996.
Liderada pelo jovem atacante Rodrigo, a Lusa foi vice-campeã
brasileira, perdendo o título para o Grêmio, com um gol aos 39
minutos do 2º tempo da final, no Estádio Olímpico. |
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