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Na década de 40, Criciúma já mostrava
uma grande paixão pelo futebol. Todas as segundas, o Café São Paulo
era testemunha de acaloradas discussões sobre as partidas de
domingo. Ouro Preto, Atlético Operário, Barão do Rio Branco (de
Içara) e Próspera eram os times da região na época que animavam as
tardes de domingo com grandes clássicos.
Começou a participar dessas discussões Mário Tuffi, recém chegado a
cidade para trabalhar na Carbonífera Próspera. Certo dia, Tuffi
chamou Hercílio Guimarães de lado e perguntou porque os rapazes do
centro não tinham um time. A idéia começou a intrigar os
comerciários até que um dia, reunidos na frente do monumento dos
mineiros, resolveram criar o Comerciário. A primeira providência foi
comprar uma bola. Cada um colaborou com um conto e quinhentos e
arrecadaram os dezoito contos necessários para a compra.
Participaram daquela reunião os senhores Lédio Búrigo, Hercílio
Guimarães,. Mário Tuffi, Homero Borba, Ruy Passante Rovaris, Pedro
Canarin, Hamílton Prates, Carlos Rovaris, José Carlos Medeiros,
Neison Garcia e Jacó Della Giustina. Aqueles jovens jamais poderiam
imaginar que, 45 anos depois, o time que eles haviam criado um time
que tornaria-se respeitado em todo o pais. |