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1) Por que você escolheu o curso de Relações Públicas?
Escolhi Relações Públicas porque é algo que eu
queria fazer desde pequeno..... Ahahah.... Bom, essa é uma resposta
que eu nunca ouvi... Mas, falando sério, eu queria desde pequeno ser
advogado, mas, durante a época do colegial eu mudei de idéia:
achei que jornalismo seria melhor. Após muita pesquisa, acabei optando
por um curso que se mostrava estar voltado para: visão estratégica,
relacionamento, persuasão, conciliação. Mas, com a certeza
de que faria uma segunda graduação assim que me formasse.
2) Você acha que uma pessoa que não é um profissional
de Relações Públicas tem condições de exercer
a profissão?
Não acho que o diploma per se dá condições de
alguém exercer a profissão. Há excelentes profissionais
que atuam na área que não são formados sequer em comunicação
ao passo que há muita gente formada em Relações Públicas
que não deve ser tomada como benchmarking. No fundo, quem deveria fazer
essa seleção seria o próprio mercado. Porém, não
é isso que determina a legislação vigente e o que é
de direito não se discute: se alguma empresa está exercendo
atividades de Relações Públicas sem um responsável
técnico, deve ser notificada pelo CONRERP e sancionada de acordo.
3) Na sua opinião, qual é a melhor e a pior coisa em ser um
profissional desta área?
O que mais me fascina na profissão é a abrangência na
atuação e falta de rotina na área tática, possibilitando
assim o contato com diversas experiências e novas pessoas. O lado ruim
é o forte preconceito que está longe de ser vencido, que distorce
completamente a imagem do profissional em termos de perfil e atividades desempenhadas:
aquela velha história de o profissional de Relações Públicas
não passar de uma pessoa com boa conversa e que cuja agenda telefônica
vale mais que suas qualidades profissionais. Não menosprezo o networking,
só acho que uma profissão não pode ter a rede de contatos
como principal ferramenta.
4) Se você pudesse, o que melhoraria no curso?
Acho que muita coisa pode e deve ser melhorada, tanto pelo lado da Escola
como por parte dos alunos. Sinto falta de integração entre os
alunos dos diversos anos (ou mesmo períodos) do curso; vejo falta de
vontade política para solução de problemas não
tão complicados; percebo falta de iniciativa dos alunos para lutar
pelos interesses coletivos (contudo, aos poucos parece melhorar) e, por fim,
há alguns professores que apresentam uma séria falta de comprometimento
com relação ao curso (mas, que felizmente estão sendo
substituídos aos poucos).
5)Na sua opinião, qual das funções executadas por um
profissional de Relações Públicas tem mais espaço
atualmente? Por quê?
Depende muito do ponto de vista. Com certeza o que emprega o maior número
de profissionais é a área de assessoria de imprensa (interna
ou terceirizada), porém, também é um campo também
disputado por jornalistas e atualmente bastante saturado. Por outro lado,
há uma série de atividades que estão em ascensão,
tais como: a atuação em Responsabilidade Social; Planejamento
Estratégico de Comunicação Integrada (incluindo elaboração
de projetos e campanhas); Ombudsman/Ouvidoria etc.
6)se você pudesse voltar atrás, o q teria feito de diferente
em sua vida acadêmica/profissional?
Sob o ponto de vista estratégico, não me arrependo de minhas
escolhas: creio que estou no caminho certo. Mas, na operacionalização
acho que fui um tanto omisso quando deveria lutar por aquilo que julgava correto.
Uma forma que encontrei de compensar o ato falho, está sendo desenvolver
um TCC cujo tema é "a importância do comportamento ético
na construção e manutenção de relacionamentos",
além de ter planos de, juntamente com outras colegas, abrir uma agência
que deverá operar sob valores e políticas que acreditamos serem
fundamentais, porém, pouco praticadas, cujo exemplo chave é
a valorização do estagiário tanto pelo lado de estudante
com necessidades acadêmicas, como no papel de profissional promissor
dotado de qualidades e habilidades extremamente aproveitáveis.
