Fernando Palácios está no 4º ano de Relações Públicas da ECA e já tem muita história pra contar. Já foi estágiário da ECA Jr, Burson Mastellers e, atualmente, está na Comgás. Ele acredita que a experiência em diversos lugares contribui, e muito, com a sua formação profissional/acadêmica.


1) Por que você escolheu o curso de Relações Públicas?
Escolhi Relações Públicas porque é algo que eu queria fazer desde pequeno..... Ahahah.... Bom, essa é uma resposta que eu nunca ouvi... Mas, falando sério, eu queria desde pequeno ser advogado, mas, durante a época do colegial eu mudei de idéia: achei que jornalismo seria melhor. Após muita pesquisa, acabei optando por um curso que se mostrava estar voltado para: visão estratégica, relacionamento, persuasão, conciliação. Mas, com a certeza de que faria uma segunda graduação assim que me formasse.

2) Você acha que uma pessoa que não é um profissional de Relações Públicas tem condições de exercer a profissão?

Não acho que o diploma per se dá condições de alguém exercer a profissão. Há excelentes profissionais que atuam na área que não são formados sequer em comunicação ao passo que há muita gente formada em Relações Públicas que não deve ser tomada como benchmarking. No fundo, quem deveria fazer essa seleção seria o próprio mercado. Porém, não é isso que determina a legislação vigente e o que é de direito não se discute: se alguma empresa está exercendo atividades de Relações Públicas sem um responsável técnico, deve ser notificada pelo CONRERP e sancionada de acordo.

3) Na sua opinião, qual é a melhor e a pior coisa em ser um profissional desta área?

O que mais me fascina na profissão é a abrangência na atuação e falta de rotina na área tática, possibilitando assim o contato com diversas experiências e novas pessoas. O lado ruim é o forte preconceito que está longe de ser vencido, que distorce completamente a imagem do profissional em termos de perfil e atividades desempenhadas: aquela velha história de o profissional de Relações Públicas não passar de uma pessoa com boa conversa e que cuja agenda telefônica vale mais que suas qualidades profissionais. Não menosprezo o networking, só acho que uma profissão não pode ter a rede de contatos como principal ferramenta.

4) Se você pudesse, o que melhoraria no curso?

Acho que muita coisa pode e deve ser melhorada, tanto pelo lado da Escola como por parte dos alunos. Sinto falta de integração entre os alunos dos diversos anos (ou mesmo períodos) do curso; vejo falta de vontade política para solução de problemas não tão complicados; percebo falta de iniciativa dos alunos para lutar pelos interesses coletivos (contudo, aos poucos parece melhorar) e, por fim, há alguns professores que apresentam uma séria falta de comprometimento com relação ao curso (mas, que felizmente estão sendo substituídos aos poucos).

5)Na sua opinião, qual das funções executadas por um profissional de Relações Públicas tem mais espaço atualmente? Por quê?

Depende muito do ponto de vista. Com certeza o que emprega o maior número de profissionais é a área de assessoria de imprensa (interna ou terceirizada), porém, também é um campo também disputado por jornalistas e atualmente bastante saturado. Por outro lado, há uma série de atividades que estão em ascensão, tais como: a atuação em Responsabilidade Social; Planejamento Estratégico de Comunicação Integrada (incluindo elaboração de projetos e campanhas); Ombudsman/Ouvidoria etc.

6)se você pudesse voltar atrás, o q teria feito de diferente em sua vida acadêmica/profissional?

Sob o ponto de vista estratégico, não me arrependo de minhas escolhas: creio que estou no caminho certo. Mas, na operacionalização acho que fui um tanto omisso quando deveria lutar por aquilo que julgava correto. Uma forma que encontrei de compensar o ato falho, está sendo desenvolver um TCC cujo tema é "a importância do comportamento ético na construção e manutenção de relacionamentos", além de ter planos de, juntamente com outras colegas, abrir uma agência que deverá operar sob valores e políticas que acreditamos serem fundamentais, porém, pouco praticadas, cujo exemplo chave é a valorização do estagiário tanto pelo lado de estudante com necessidades acadêmicas, como no papel de profissional promissor dotado de qualidades e habilidades extremamente aproveitáveis.

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