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A Revolta...
Viseu podia sair dos confins do Par� e entrar para a hist�ria!

Por Nadia Bee
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Juro que quando vi a not�cia pela tev� tive vontade de ir at� Viseu correndo! Mesmo correndo o risco de n�o encontrar essa cidade nem no mapa, senti naquele momento que eu precisava falar ir l�! O casal, Astrid e Eulina estava ali, na na telinha da Globo.
Elas tiveram a chance de mostrar para todo o Brasil hip�crita, que nos nega direitos civis iguais aos dos heterossexuais, que n�s existimos.

Viseu podia sair dos confins do Par� e entrar para a hist�ria!
As duas medrosas n�o s� perderam o cargo, mas a chance de liderar uma revolu��o gay brasileira. Bastava que elas assumissem a rela��o! Bastava dizer o quanto se amavam e mostrar para todo o pa�s o qu�o injustas s�o nossas leis! Era s� dizer: ok, se a nossa uni�o est�vel � reconhecida para fins eleitorais, porque n�o podemos nos casar? Por que n�o podemos incluir nossa parceira nos benef�cios de nossa empresa? Por que n�o temos direito a adotar juntas uma crian�a?

Era s� assumir, dar um sim para o amor e uma bica nos padr�es antiquados que nos empurram para amores sigilosos.
Mas elas n�o conseguiram, assim como a maioria de n�s n�o consegue todos os dias. Elas foram medrosas como costumamos ser cada uma a sua maneira quando negamos um beijo, uma palavra e principalmente qualquer luta p�blica por n�s mesmas.

Queria ter ido at� Viseu, ou pelo menos ter o telefone de uma delas! Queria ter dito isso a elas e n�o ter que escrever esta coluna. Mas eu tamb�m n�o tive coragem.
A Not�cia

Juiz impugna candidata que mant�m rela��o com prefeita

Bel�m - O juiz da 14� Zona Eleitoral do Par�, Vanderley de Oliveira Silva, tomou uma decis�o in�dita no Pa�s: indeferiu o pedido de registro de candidatura da deputada estadual paraense Eulina Rabelo Fernandes (PFL) � prefeitura do munic�pio de Viseu, no nordeste do Estado, entendendo que ela mant�m uma rela��o est�vel com a atual prefeita Astrid Maria Cunha e Silva (sem partido).

"A impugnada e a atual prefeita convivem numa rela��o fundada no afeto e na assist�ncia moral, material e sexual rec�proca, com os mesmos contornos de uma uni�o est�vel, mantida entre um homem e uma mulher, qual seja: notoriedade, publicidade e finalidade de construir fam�lia", afirma o juiz na senten�a.

O advogado Rob�rio D� Oliveira, que defende a deputada, informou ao Estado que ingressar� no Tribunal Regional Eleitoral do Par� com um recurso contra a senten�a. Ele afirmou estar disposto a ir ao Tribunal Superior Eleitoral (STF) para manter o registro da candidatura de Eulin. Tanto a deputada quanto a prefeita se recusam a falar com jornalistas sobre o caso.

"Ao fundamentar sua decis�o, o juiz faz quest�o de ressaltar que ela n�o tem a finalidade de demonstrar "qualquer forma de discrimina��o em raz�o de op��o sexual". Para Silva, seu objetivo � o de manter a igualdade de condi��es entre os candidatos. �Com sua liga��o afetiva com a prefeita, a deputada poderia "ter vantagens em rela��o aos demais concorrentes � vaga de prefeito", avaliou.

O Estado de S�o Paulo
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