Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Setembro 2008
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25/09/08
• Uma singela referência aos "Ustra" - Gen.Azevedo
----- Original Message
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From: M
Sent: Thursday, September 25, 2008 11:13 AM
Subject: Uma singela referência aos "Ustra" - Gen.Azevedo
Obs: O texto que se segue é de autoria do Gen. Bda RI
Valmir Fonseca Azevedo Pereira.
Após, estão os comentários do M.
Uma Singela referência aos “Ustra”
Não tivemos maiores nem menores contatos com o Coronel Ustra, durante a nossa
carreira militar. Fomos conhecê–lo, ambos na Reserva, contudo, bastaram alguns
convívios fortuitos, para que pudéssemos traçar um perfil do cidadão e militar
Carlos Alberto Brilhante Ustra.
O ditado diz, “que pelo dedo se conhece o gigante”. Não vimos o gigante, porém
estivemos diante da sua força, da sua grandeza e da sua fortaleza, e aprendemos
a respeitar e admirá–lo.
Não foi difícil descortinar, ao falar com o lídimo Coronel, que estávamos diante
de um homem de caráter. Sua capacidade de defender-se, de manter o ânimo na
infame adversidade, de andar de cabeça erguida, de enfrentar com honra e com
dignidade a detração e as perseguições, julgamos, podem servir de exemplo a
tantos quantos forem inocentes vítimas de um “establishment” de esquerda,
maldoso e canalha como o que ocupa, atualmente, os diversos nichos do poder
nacional.
A tenacidade, a fibra e a determinação dos “Ustra” servem como um precioso
modelo, que pode e deve ser apontado para os militares e para os civis, como uma
família que tem arrostado coesa as mais tenebrosas tempestades. Poderia servir
de exemplo para os jovens militares de sua instituição militar de origem. Não
pode. Para a Instituição, o Coronel Ustra não existe.
A Instituição Militar que com o seu peso poderia ter aliviado, pelo menos, uma
parte da pesada carga que os “Ustra” carregam, virou–lhes as costas. Uma pena.
O HOMEM–ALVO tem sido um herói da resistência.
A irrepreensível carreira do Coronel Ustra foi ceifada no Uruguai. A partir de
então, o valoroso militar tornou–se um pestilento, um lazarento, o qual, chefes
sem pundonor ou a menor magnanimidade queriam longe da caserna, para não
perturbar–lhes o insípido comando. O mesmo “esquecimento” ocorreu com outros
companheiros, menos expostos, mas nem por isso, menos prejudicados.
Ao tomarmos conhecimento de que a última, espera-se, perseguição jurídica contra
o Coronel, será arquivada, e um uníssono regozijo pela boa-nova ecoa entre seus
incontáveis amigos, por oportuno, louvamos ao bravo militar e sua magnífica
família, sublinhando que estamos todos ao seu lado.
Com respeitosa admiração, imaginamos onde buscam tantas energias. Como
permanecem de pé, onde, certamente, muitos teriam sucumbido. Quantas angústias e
mágoas, quantas tristezas, e quantas revoltas pelas injustas e torpes acusações.
Ao apontá–los como um exemplo de rara coragem moral, cumprimos um dever de
justiça, pois os “Ustra” transpiram os Valores e as Virtudes que enobrecem
qualquer Família, traços que, na quadra atual, adquirem uma magnitude impar,
onde se destacam a fé e o respeito mútuo que os revigoram, continuamente, para
defender com a tenacidade peculiar dos nobres de espírito, um de seus membros
contra a difamação e contra a injustiça.
Aos prezados amigos Ustra e Família, parabéns!
Brasília, DF, 24 de setembro de 2008
Gen. Bda RI Valmir Fonseca Azevedo Pereira.
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Comentários do M
Há uns dois anos - novembro de
2006, creio - assisti a uma palestra pelo Cel Ustra aqui em S.Paulo. À época,
passei a alguns amigos (interessados no parecer de um psicólogo), um sumário do
tema tratado e impressões a partir das peculiaridades do discurso, do
comportamento e posturas de Ustra:
"...gostei do coronel e se tivesse que defini-lo a partir destas impressões,
diria que é um homem honrado, modesto, com sadia integridade pessoal, uma
consciência limpa de culpas ou rancores, de uma tranqüila coragem real que não
precisa de alardes, um soldado que jamais desceria a comportamentos que pudessem
manchar sua honra ou de seu amado Exército.
Sobre os processos com que o agridem, falou com dignidade tranqüila, sem que eu
pudesse notar a mais mínima nota de auto-piedade ou revolta, mas como exemplos
das atuais condições do revanchismo comunista e de desrespeito às leis.
Alguns militares presentes que o conheceram como subordinados hierárquicos
confirmaram esta impressão com espontâneas e tocantes manifestações de
agradecimento, admiração, respeito e carinho.
Este homem é um Homem, e a esta altura me é tranqüilo que as acusações que lhe
fazem são calúnias oriundas da conhecida canalhice esquerdopata, visando fazer
dele um precedente jurídico.
Não estou inteiramente certo quanto a particular e preocupante impressão: sua
honestidade e bondade essenciais pareceram-me eivadas de uma ingenuidade
tocante, não apenas incapaz de malícia, mas de sequer supor a malícia alheia. Se
real, é fator de risco que pode torná-lo vítima fácil da insídia venenosa que
irá enfrentar.
É um indivíduo que me honraria ter como amigo."
O parecer acima, avalizado posteriormente por vários amigos militares que
ademais de conhecerem Ustra, serviram com ele e acompanharam sua carreira
impecável, é novamente confirmado hoje pelo testemunho do Gen.Azevedo.
A este Soldado, exemplar sob todos os aspectos, a "Instituição Militar virou as
costas".
Não foi apenas abandonado - só, idoso e sem recursos - à sanha da atual canalha
comunista; bem antes, logo depois da neutralização do terrorismo, já fora também
cuidadosamente "esquecido" na linha de promoções.
Como ele, todos os oficiais - não mais que 0,5% do efetivo à época, selecionados
pela dedicação, competência e liderança - que deram combate aos
comuno-terroristas, tiveram suas carreiras truncadas. Apenas um ascendeu além da
patente de coronel.
Como a vc, também me parece estranho este critério que 'premia' o sacrifício
e dedicação destes bravos que arriscaram a vida pelo Dever - e vários a perderam
- com a repulsa, o afastamento para o 'quuartinho de despejos', como a portadores
de peste e focos de vergonha infecciosa.
A pergunta inevitável: um tal comportamento pelos superiores hierárquicos
implica em que classe de caráter?
...
As ilações são automáticas.
E deprimentes.
Entre outras, para nós, a imposição de enterrar definitivamente qualquer
esperança de que a "Instituição" venha a cumprir seu dever constitucional
intervindo para sustar o 'golpe branco' em andamento.
E a necessidade de considerar - com particular cuidado - a previsão de Olavo de
Carvalho:
"O Comando Maior das Forças Armadas apenas aguarda um pretexto que se
aparente patriótico para aderir de corpo e alma aos comunistas no Poder."
...
Aos Soldados que em décadas passadas se empenharam em nos livrar da imundície
comunista, meu preito de respeito e gratidão.
Não apenas pelo imenso trabalho que realizaram em favor de todo um povo, também
pelos exemplos de excelência em caráter.
A mesquinhez de medíocres, as calúnias e perseguições pela canalha hegemônica,
não pode apagar-lhes o fato de que foram e são uma elite ética, exemplos
modelares da única autêntica aristocracia - esta que se constrói com os melhores
valores humanos.
Muito acima desta nossa desmemoriada gente brasileira, manipulada até a condição
de rebanho, hão de brilhar suas vidas, pautadas por Honra, Dever e Sacrifício.
E, amigos, o Criador jamais esquece...
M.