Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Março 2008
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28/03/08
• Por que o governo brasileiro não condena as FARC? – Parte II - Graça Salgueiro
----- Original Message -----
From: M
Sent: Friday, March 28, 2008 10:32 AM
Subject: : Por que o governo brasileiro não condena as FARC? – Parte II -
Graça Salgueiro
Nesta segunda parte, Graça termina a resposta à pergunta-título, expondo à luz
as mentiras dos "amigos das FARC".
Vale lembrar que esta organização narco-comuno-terrorista foi iniciada em 61,
por "coincidência", à mesma época em que no Brasil começaram os movimentos
comunistas com ajuda material de Castro.
Ao tempo em que nossos militares - com um custo mínimo em vidas - punham fim à
bestialidade destrutiva dos "guerrilheiros" esquerdopatas, o então governo
colombiano optou pelo "politicamente correto" caminho das negociações
"civilizadas". Perdeu-se a conta dos gestos de boa vontade para com os
dirigentes comunistas, visando alcançar-se uma convivência pacífica. Todos os
acordos "civilizados" foram por eles quebrados quando lhes convieram.
Como resultado, ademais de haver garantido a permanência e a metástase do câncer
comuno-terrorista em plena atividade, contabilizam hoje mais de 50 mil vítimas
fatais entre civis e militares, cerca de 800 sequestrados e um desconhecido
montante em sofrimento e prejuízos materiais e morais a toda a população da
Colômbia, que há mais de quatro décadas vive o distress do terror.
O êrro dos governantes colombianos, partilhado no Brasil por Geisel, Golbery e
Figueiredo, foi a crença de estarem lidando com seres humanos normais. Erro que,
hoje, ninguém, com um mínimo de conhecimento sobre a atuação esquerdopata, tem o
direito de cometer. Não impunemente.
Graça e os demais articulistas do Mídia Sem Máscara vêm tentando alertar os
ingênuos bem-intencionados que a sedução dos apelos humanitários por "justiça
social" é a mesma que o peixe experimenta pela isca.
Com igual resultado.
Nunca, jamais e em nenhum momento existiu justiça - com qualquer adjetivo - sob
regimens comuno-socialistas. ( Não, cara, nem mesmo no paraíso sueco do
socialismo light que ao fim de décadas de experimentação frustrada e monumentais
prejuízos humanos, está abandonando o estúpido e presunçoso direcionismo estatal
para voltar às liberdades individualistas do liberalismo. )
Só para desavisados foi Marx um "grande filósofo". Em verdade foi uma
personalidade psicopática movida por azedo - e manifesto - ódio à humanidade.
Sua obra, produto deste ódio, continua o trabalho de destruição por todo o
planeta, com particular ênfase agora, na América Latina, sob égide do Foro de
São Paulo - criado por Inácio da Silva e Fidel Castro.
A imundície descarada provinda do Planalto, a arrogância destrutiva do MST,
nossos 50 mil homicídios/ano, o violento crescimento da força criminal aliada ao
tráfico de drogas, as humilhações e a castração de capacidade operacional
impostas às nossas Forças Armadas, religiões cristãs pervertendo-se em
doutrinações comunistas, a crescente degradação moral e intelectual de nossa
gente, o Estado de Direito transformado em "direito do partido-estado", a mídia
nacional - conivente ou leniente - ativamente ocultando ao povo a realidade
monstruosa que se instala no país, instâncias judiciais operando como polícia
política de viés totalitário... são ainda apenas as portas do inferno comunista
abrindo-se para os brasileiros.
Em todos estes eventos há mãos comunistas criadoras do caos, obedientes ao mote
tático Quanto pior, melhor.
E é apenas o começo do inferno.
Mas seria bom atentar para o conhecido aviso sobre suas portas:
" Abandonai toda esperança, o vós que entrais! "
M.
P.S - 58,70% de aprovação a Inácio da Silva na mais recente pesquisa. Maquiagem?
Ou a velha estupidez?
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Por que
o governo brasileiro não condena as FARC? – Parte II - por Graça Salgueiro
em 27 de março de 2008
Resumo: O PT, o presidente Lula e os integrantes do Foro de São Paulo têm boas
razões para não condenar as FARC: todos fazem parte de um mesmo todo criminoso.
E o fato de a grande imprensa começar a falar no Foro de São Paulo - sem
explicar seu funcionamento - é apenas para que a população se acostume à
organização, diluindo seu sentido, e ela deixe de parecer a perigosa ameaça que
representa.
© 2008 MidiaSemMascara.org
“Você acha mesmo que a organização que planejou e dirigiu a mais espetacular e
avassaladora expansão esquerdista já observada no continente é um nada, um
nadinha, no qual só radicais de direita ou teóricos da conspiração poderiam
enxergar alguma coisa?”
(Olavo de Carvalho in “O Foro de São Paulo, versão anestésica”)
Em maio de 2007, o serviço de inteligência colombiano entregou ao presidente
Uribe informações sobre a infiltração das FARC na Universidad Nacional Autónoma
de México (UNAM), a mesma universidade de onde procediam os cinco “estudantes”
encontrados no acampamento das FARC no Equador. Este informe, também encaminhado
ao México, indicava até os endereços das sedes da guerrilha, mas a única
resposta foi um debate no Congresso pela “possível presença de agentes
colombianos infiltrados em seu país”. Sobre as FARC dentro de uma universidade,
nada foi dito ou feito. Em meados de 2003 alerta semelhante foi emitido ao
governo do México, ocasionando a saída do então embaixador colombiano Luis
Ignacio Guzmán; a UNAM qualificou de “graves, superficiais, aventureiras e
irresponsáveis” tais denúncias no entanto, hoje elas vão aos poucos se
confirmando.
O caso dos estudantes da UNAM apanhados no acampamento das FARC apresenta uma
série de curiosas “coincidências”. Uma delas, por exemplo, é que um dos
professores desta universidade é ninguém menos que Heinz Dieterich, o guru de
Chávez e grande defensor das FARC. Outra, é que o organizador da expedição dos
estudantes ao acampamento de Raúl Reyes é um engenheiro cubano de nome Mario
Dagoberto Díaz Orgaz, formado em Moscou, que emigrou para o México em 2000 e em
2003 obteve a cidadania deste país, mesmo ano em que a inteligência colombiana
denunciou infiltração das FARC na UNAM. Logo após a captura de Lucía Andrea
Morett – a única “estudante” mexicana sobrevivente -, este cubano esteve no
Equador tentando visitá-la no hospital militar onde se encontrava internada.
Um informe de inteligência mexicano cita Díaz Orgaz como “operador financeiro
das FARC no México” e afirma que identificaram cinco contas bancárias em seu
nome com saldos médios de 80.000 dólares durante os últimos dois anos; os
registros assinalam ainda que ele recebeu 20.000 dólares do Panamá. Nesse mesmo
informe de inteligência mexicana consta que o cubano viajou duas vezes ao
Equador: 2007 e 2008, embora ele negue.
Na reunião do Grupo de Trabalho (GT) do Foro de São Paulo (FSP), ocorrido nos
dias 11 e 12 de março no México, em sua “Resolução sobre a agressão ao Equador”,
consta no item 8:
“Manifestar suas condolências ao povo do México e à UNAM, pelo assassinato dos
estudantes mexicanos em território equatoriano, vítimas civis da ação militar do
exército colombiano, e expressar seu apoio a suas famílias e a seus reclamos de
justiça ante os tribunais internacionais” (http://www.mundoposible.cl/index.php?option=com_content&task=view&id=632&Itemid=9).
O representante da Fundação Regional em Assessoria em Direitos Humanos do
Equador, Luis Angel Saavedra, disse que a Associação Latino-americana de
Direitos Humanos (ALDHU) e a Comissão Ecumência de Direitos Humanos (CEDHU)
coordenam a defesa de Lucía Morett Alvarez. Segundo Saavedra, Lucía “é uma
estudante que chegou na noite do bombardeio” e que “preparava sua tese de
graduação sobre os movimentos sociais na América Latina”. Ainda sobre essa
“estudante”, Saavedra acrescentou que “não há nenhum indício, não há nenhuma
razão para levantar nenhum julgamento contra ela, pois não cometeu nenhum ato
ilegal no país; ela entrou legalmente com um visto (entregue) na embaixada
equatoriana no México”.
Observem que coisa curiosa: esta moça, segundo informam, preparava sua tese
sobre “movimentos sociais na América Latina” e escolheu entrevistar as FARC.
Entretanto, por que dirigiu-se ao Equador e não à Colômbia, que é o país de onde
provém (e, supostamente, vive) este bando narco-terrorista? E por que o cubano
Díaz Orgaz, representante das FARC no México, organizou a “excursão” para o
Equador e não para a Colômbia? Não parece claro que ambos sabiam que as FARC
tinham um acampamento fixo (e não provisório como quer alegar Correa, tentando
justificar o injustificável) no Equador e que, muito provavelmente apostaram que
ali era mais seguro e não seriam importunados?
Os pais de Lucía afirmam que sua filha é uma “estudiosa do fenômeno
guerrilheiro”, entretanto, para os órgãos de inteligência colombianos (e também
os mexicanos) Morett é a cabeça de uma célula subversiva composta por 38 pessoas
que opera dentro da UNAM. Segundo a inteligência civil do governo mexicano,
desde 2002 esta moça intensificou contatos com Marco Calarcá, porta-voz das FARC
no México, para proferir palestras na UNAM. Afirmam ainda ter documentado
encontros de Lucía com Olga Marín, codinome “Gloria”, filha de Marulanda
“Tirofijo” e mulher de Raúl Reyes (dizem, porém não há confirmações, que ela
morreu no combate do acampamento do Equador) com o objetivo de construir uma
rede de apoio às FARC. Como se vê, de inocente estudante “pesquisadora social”
esta moça não tem nada e é por isso, também, que o Foro de São Paulo e tantos
organismos de “direitos humanos” estão querendo defendê-la.
Mas as ligações do Foro de São Paulo – e, obviamente, do PT – com as FARC não
ficam só nisso. O Secretário de Relações Internacionais do PT e Secretário
Executivo do FSP, Valter Pomar, participou em 28 de fevereiro pp. da abertura do
seminário “Protagonismo popular, soberania e integração”, promovido pelo
Movimento Popular Tekojoja no Paraguai. Também participaram da mesa de debates
Emir Sader, secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências
Sociais (CLACSO) e Fernando Lugo, candidato à presidência do Paraguai.
Antes disso porém, em dezembro do ano passado, Ricardo Canese, secretário de
Relações Internacionais do Movimento Popular Tekojoja, procurou o Diretório
Nacional do PT para pedir a “solidariedade democrática” na forma de apoio e
participação de observadores nas eleições presidenciais de abril, “como forma de
intimidar a máfia que governa meu país há sessenta anos”. Após esse encontro
ficou definido que tanto o PT quanto o Foro de São Paulo, a Internacional
Socialista e o Fórum da Juventude Política do Mercosul iriam formalizar um apoio
à candidatura de Fernando Lugo, da Alianza Patriótica para el Cambio.
Ocorre que Lugo, ex-bispo da Igreja Católica, é
também acusado de ser o embaixador das FARC no Paraguai, conforme foi denunciado
em fins de fevereiro pela Juventude Colorada, em cartazes afixados não só na
capital, Assunção, como em várias outras cidades do país. No cartaz, Lugo
aparece vestido com o uniforme das FARC e uma metralhadora na mão (ver foto) com
os dizeres: “Embaixador das FARC”. Lugo é ainda acusado de ter dado respaldo ao
extinto partido político Pátria Libre, o mesmo que teve vários membros
condenados pelo seqüestro e assassinato de Cecilia Cubas, filha do ex-presidente
Raúl Cubas, em fevereiro de 2004.
As investigações que terminaram condenando os membros do Pátria Libre, revelaram
que o contato realizado para este ato abominável foi um dos comandantes das
FARC, Rodrigo Granda, capturado e preso na Venezuela em 2005 e depois liberado
pelo presidente Uribe ano passado, o primeiro gesto de “troca humanitária
unilateral”. Por uma dessas magníficas coincidências, os condenados pelo
assassinato de Cecilia Cubas militavam no partido de São Pedro, última diocese
de Lugo antes de deixar a batina. Segundo palavras do presidente Nicanor Duarte,
“Quando matavam a seqüestrada, ele (Fernando Lugo) dizia que a morte é uma
questão natural”.
E na declaração do Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo realizado no México,
no capítulo “Pela Paz da Colômbia”, consta no item 5:
“Manifestar nosso rechaço ao governo de Álvaro Uribe, por haver realizado ações
militares no território equatoriano, as quais demonstram sua aposta guerreirista
frente ao conflito e sua aspiração de estendê-lo como forma de desestabilizar os
governos anti-neoliberais da região” (
http://www.mundoposible.cl/index.php?option=com_content&task=view&id=632&Itemid=9).
É pelas razões expostas que nem o PT, nem o Sr. Luis Inácio, nem os integrantes
do Foro de São Paulo condenam as FARC, pois são todos membros de um mesmo corpo
criminoso e revolucionário, cúmplices nas ações bárbaras e desumanas praticadas
por estes bandos de delinqüentes. Os fatos aqui apontados, vistos isoladamente,
não parecem fazer sentido ou representar ameaça à paz do continente
latino-americano. Entretanto, ligando-os uns aos outros, como num imenso
quebra-cabeças, é possível ver o tamanho da monstruosidade que vem sendo
planejada e executada há 18 anos, sem que esta mídia sonsa e hipócrita que hoje
cita nominalmente o Foro como se fosse algo banal, revele suas ações, denuncie
suas alianças e estratégias para implantar o comunismo em nossos países. A
imprensa fala agora no Foro de São Paulo para que a população se acostume a esta
expressão, até o ponto em que seu sentido seja completamente diluído e não
pareça mais a ninguém uma ameaça real. Que ninguém se iluda!