Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Março 2008
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19/03/08
• ARQUIVOS "HUMANITáRIOS! (LEIAM E REPASSEM)
----- Original Message -----
From: M
Sent: Wednesday, March 19, 2008 11:09 PM
Subject: ARQUIVOS "HUMANITáRIOS! (LEIAM E REPASSEM)
Minha empregada doméstica chega cedo, 07:30h. E já
indignada:
" -- No ônibus, todo mundo falando que o Lula é o melhor presidente que nós
tivemos. Que é um homem bom. Que não deixou subir o gás, o arroz e o feijão, e
ainda dá dinheiro pros pobres...
Cida, mercê - creio - de meus alertas explicativos, é a única anti-petista em
numerosa família e ainda em toda sua vizinhança. Ao que parece, são pessoas sem
qualquer interesse quanto às condições políticas, e que, por isso, não buscam
informações. Não lêem jornais, nem assistem os televisivos. Formam opiniões a
partir da maior ou menor facilidade na aquisição de bens de consumo e daquilo
que se propala boca a boca. São, óbvio, matéria prima ideal para a manipulação
demagógica e populista.
Inácio da Silva e seus fâmulos comuno-petistas os conhecem bem.
Sabem que nunca ouviram falar no Foro de São Paulo e, se vierem a ouvir, não
entenderão. Não têm qualquer noção do que sejam as FARC, que ademais, também não
lhes interessa. No que lhes diz respeito, Colômbia e Uribe podem ser qualquer
coisa além do sistema solar - o que quer que seja este 'trem'.
Cida está tentando conseguir uma bolsa-família. Se vier a obtê-la votará em quem
quer que lha garanta, pouco importando suas luzes políticas, pálidos bruxuleios
superficiais em sua visão-de-mundo. Suas motivações começam pelo estômago e se
diluem gradualmente
pelas dificuldades de acesso a mais sofisticados bens de consumo: micro-ondas,
tv de plasma, automóvel... gadgets do paraíso lumpem.
Estarei errado supondo que isto acontece em todo o território nacional? Que este
primarismo se repete em larga faixa - com muitas dezenas de milhões - de nossa
gente brasileira?
O nível educacional de nosso povo piora ano a ano, garantindo-se a permanência
da alienação manipulável.
Mesmo entre a mais esclarecida classe média é tão rarefeita a consciência de
nossas reais condições sócio-políticas, que a idéia de eminente risco de
ditadura totalitária é afastada como absurda: a economia está até crescendo...
políticos são todos iguais... mas que comunismo! isso acabou junto com o Muro...
Neste quadro encontramos uns quantos agravantes:
- as escolas espalham abundante infecção esqquerdopata pelas novas gerações;
- a mídia, se não francamente 'chapa branca'', é omissa e leniente;
- partindo de várias fontes, influxos perverrsos corrompem crescentemente os
sadios valores morais dos brasileiros;
- a criminalidade cresce sem freios, toda piimpona em sua força;
- igrejas, com a católica à frente, rezam caada vez mais pelos preceitos
marxistas;
- no horizonte político a única possibilidadde de modificação é dada por um PSDB
- o que equivale a substituir estrume por meerda...
Diante destas condições torno às questões que venho repetindo há anos, sem ter
uma única resposta que implique viabilidade:
como os democratas esperam mudar esta situação por via eleitoral?
onde, no país, forças vivas capacitadas a produzir mudança pelos caminhos
normais da democracia?
Respostas para
[email protected]
Com urgência, por favor.
Expectante,
M.
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Fonte: Estadão
[17/03/08]
Arquivos 'humanitários' por Denis Lerrer Rosenfield
Denis Lerrer Rosenfield é professor de
filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Os segredos do computador pessoal do narcoguerrilheiro Raúl Reyes oferecem uma
amostra de como funcionam esses criminosos, travestidos de defensores da
Humanidade. Os relatos estarrecedores dos seqüestrados mostram a que ponto
chegou a desumanidade dos que dizem defender uma causa de redenção dos povos. No
Brasil, essas pessoas tinham livre trânsito enquanto defensores do socialismo e
chegaram a ser pessoalmente recebidas por dirigentes petistas. Não esqueçamos
que eram assíduos freqüentadores do Fórum Social Mundial, sendo reconhecidos
como "companheiros". Companheiros de que e de quem?
Os arquivos, talvez o maior troféu da investida do Exército colombiano, permitem
ver mais claramente o modus operandi de como uma guerrilha se torna, por seu
próprio processo interno de amadurecimento e apodrecimento, uma organização
criminosa. O que se apresenta como um grupo preocupado com a justiça social se
torna um bando voltado para a sua própria sobrevivência, graças ao tráfico de
drogas e a uma indústria de seqüestros. Tudo isso sob o véu de uma ideologia de
esquerda que é abertamente apoiada por Fidel Castro, Hugo Chávez, Daniel Ortega,
Rafael Correa e, no Brasil, pelo PT e pelos movimentos sociais como o MST.
Firma-se aqui uma espécie de pacto, o pacto pelo horror, pela violência bruta.
Um dos dados mais cruéis consiste no assassinato de 11 deputados colombianos em
2007, que tinham já 5 anos como prisioneiros. Na época foi amplamente noticiado
que eles teriam sido mortos quando de uma investida dos militares colombianos,
apoiados pelos paramilitares (de direita, evidentemente, pois, se assim não
fosse, o teatro não seria verossímil). A versão apresentada - e assimilada - por
boa parte da mídia destacava que os "revolucionários" (bonzinhos, humanitários)
foram obrigados, para se defender, a matar esses parlamentares. Segundo outros
mais "humanitários", eles teriam sido mortos na própria atividade desse suposto
resgate. O politicamente correto estaria - ufa! - salvo!
O que mostram os arquivos do computador? Mostram que se trata disso: uma
montagem! O "companheiro" Raúl Reyes revela que esses deputados foram friamente
assassinados e que esse suposto resgate nada mais era do que uma versão para
capturar a opinião pública. Assim, é dito explicitamente que os "fatos" da
presença de "operações conjuntas do exército-paras" na região conflagrada e o
"assalto ao acampamento" de uma "força desconhecida" foram forjados por eles. O
próprio teatro de operações seria arrumado de maneira a permitir a "entrada de
comissões humanitárias" com o intuito de confirmar a veracidade dessa versão.
Observe-se a preocupação com a formação da opinião pública, imprescindível para
que essa organização política usufrua de apoio interno e internacional, sem o
qual a sua "causa" ficaria desfalcada. Ora, para que esse apoio seja eficiente,
torna-se necessário o comparecimento de comissões ditas "humanitárias", que
sejam os baluartes da versão apresentada. Coloca-se aqui o problema de ONGs e
pessoas que se prestam a esse tipo de trabalho sujo, algumas de antemão já
ganhas a essas posições. Uma vez esse elo conquistado, a cadeia de reprodução da
versão se propaga para os meios de comunicação em geral.
As relações são também estreitas com Cuba, Venezuela e Equador. Nada mais
"natural", considerando que são "companheiros" que compartilham uma mesma
ideologia, perseguindo o mesmo alvo: o estabelecimento da democracia totalitária
na América Latina. Os companheiros brasileiros ficaram sem ter o que dizer ou,
se disseram, foi sob o modo da tergiversação. O MST defende as mesmas posições e
é um ferrenho defensor das Farc, do regime de Fidel Castro e de Hugo Chávez. Em
suas ações procura seguir o exemplo da narcoguerrilha, criando "áreas
liberadas", que são os assentamentos, onde não há a presença do Estado, senão
sob a forma indireta do financiamento com recursos públicos. O PT guardou um
recatado silêncio. Quando o rompeu foi para criticar a incursão colombiana em
território do Equador. Nenhuma palavra foi dita sobre a ingerência desse país e
da Venezuela nos assuntos internos colombianos. Sobre as Farc, o mutismo foi
total. Fica difícil uma avaliação dos "companheiros" narcotraficantes?