Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Março 2008
Índice Geral
11/03/08
• Bolsa Família Zona Sul
----- Original Message -----
From: M
To: undisclosed-recipients
Sent: Tuesday, March 11, 2008 12:35 PM
Subject: Bolsa Família Zona Sul
Abaixo, um texto que fala por si - leia-o antes de
continuar a ler-me aqui.
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Este relato, com variações nos resultados - desde moderados prejuízos
financeiros a dolorosas tragédias familiares - vem tendo crescentes repetições
há décadas pelo Brasil afora, sempre longe dos focos da mídia
e, portanto, da atenção de nossa gente,
e, portanto, longe do interesse saneador de políticos, já que não dá votos,
e, portanto, não obstante ser um processo canceroso no corpo ético da nação,
está cada vez mais longe de um término.
Falo de uma metástase ideológica, uma repugnante perversão ética que caça o
poder estatal por via da destruição dos mais saudáveis valores morais de um
povo, esta mesma esquerdopatia criadora das bolsas-caça-votos, dos "direitos" de
auto-designados quilombolas, da Injustiça Trabalhista...
Para dados factuais, pesquisados, comprovados, testemunhados ou vividos
pessoalmente, leia:
Josino Moraes, engenheiro e economista, autor de "A indústria da Justiça do
Trabalho - a cultura da extorsão";
leia Nelson R.Barretto, jornalista, "Quilombolas", "Reforma Agrária - o mito e a
realidade", "Trabalho Escravo - nova arma contra a propriedade privada".
Aqui e agora, quero bastar-me com discutir - com a máxima brevidade - as
conseqüências corruptoras, tão fundamente lesivas ao 'espírito' de nosso povo.
Atente para a característica comum, omnipresente em todas estas leis promotoras
da "justiça social comuno-esquerdótica":
- ATIÇA UM GRUPO SOCIAL CONTRA OUTRO OU OUTRROS GRUPOS SOCIAIS.
- E O FAZ LEGALIZANDO PRIVILÉGIOS CONTRÁRIOSS AO ESPÍRITO DA JUSTIÇA
Sempre. Todas elas têm como motivação essencial criar conflitos e ódio entre os
cidadãos.
- Basta a um cidadão negro afirmar ( sim, leeitor, apenas dizer, sem necessidade
de provas ) que uma dada área foi habitada por descendentes de escravos
alforriados - os quilombolas - para ter 'legalmente' assegurado seu direito de
posse, pouco importando escrituras de compra e venda anteriores.
- A legislação 'protetora dos direitos dos hhomossexuais' abre a estes
privilégios especiais negados aos heteros.
- A lei de quotas raciais - ademais de intríínseco insulto a seus beneficiários -
vem criando crescentes conflitos e reacendendo os miasmas de preconceitos
raciais entre universitários.
- Empresários, principalmente na região norddeste, estão a braços - pela primeira
vez na história - com dificuldades em contratar mão-de-obra: carteira de
trabalho assinada cancela o direito às bolsas-esmolas.
- Talvez mais conhecidas sejam as grotescas injustiças diariamente praticadas
nos foros da Justiça Trabalhista onde vige descaradamente o princípio de in
dubio pro misero, e f...-se a alma da Justiça. Com exceções não raro brilhantes
(vide artigos da juíza Marli Nogueira in www.midiasemmascara.org ), cavalgaduras
togadas praticam a 'distribuição de renda' preconizada pela politicamente
correta 'justiça social esquerdopata' outorgando às 'pobres vítimas da burguesia
capitalista' os bens do acusado. Independetemente de provas conclusivas ou do
mais elementar senso de justiça, são extremadamente generosos para com os
'pobres', mas sempre - e exclusivamente! - com bens alheios.
Josino Moraes constata que a imensa maioria de nossos advogados se especializa
em causas trabalhistas. Uma quantidade deles tem "agentes de contato", pagos
para cooptar empregados e funcionários a abrir processos contra empregadores. A
isto Josino chama de indústria criadora d'a cultura da extorsão. E é desta
extorsão legal que vive - e prospera - uma multidão de 'profissionais das leis e
da justiça'.
Josino precisou financiar do próprio - e magro! - bolso a impressão de seu
livro. Editores contatados devolviam-no com a presteza horrorizada de quem foge
da peste. E com abundantes razões: lançado o livro, a quantidade de advogados
que foram aos jornais com insultos e ameaças de abrir canhoneios judiciais
contra o autor, foi de pasmar.
Como vê, a acurácia de Josino foi ao ponto: - é mesmo uma indústria. De
canalhas. Contra a justiça. E contra a alma de nosso povo.
( N.B. - Entre os quase 500 países no planeta, o Brasil é o único a ter tal
abantesma mascarado de justiça. Criada por Il Duce para por de joelhos o
empresariado italiano, foi a primeira das obras de Mussolini, um ex-comunista,
devolvidas ao lixo, tão logo enforcaram o vagabundo populista. )
O ponto a sublinhar agora é a corrupção de caráter que tais leis estimulam,
tanto aos por elas 'beneficiados' quanto aos lesados. A genial astúcia do Mal
privilegia sempre o máximo malefício.
Num caso exemplar que atendi, a causa do mortífero ódio entre dois irmãos
patenteou-se no comportamento de u'a mãe psicopática: a uma das crianças deu
todos os direitos e privilégios, a outra, rejeição, obrigações e deveres. Esta
sabia-se apenas um monte de lixo sub-humano que precisava pagar em trabalho e
humilhações sua simples condição de existir; à outra abriu-se um infernal abismo
de culpa e a compulsão condenatória a punir-se com fracassos em todas as áreas
da vida.
( Hoje, homens feitos, - Deus é Grande! - amam-se, apoiam-se e se ajudam um ao
outro. )
Um indivíduo que aceita um privilégio sem merecê-lo por esforço próprio, de
cara, infantiliza-se e por escolha reduz sua auto-estima e o respeito próprio:
só crianças recebem sem o ônus do pagamento. Um empregado que recebeu todos os
benefícios a que tinha direito, mas mesmo assim entra com processo trabalhista
contra o empregador está conscientemente praticando uma injustiça. E quando o
faz por saber que esta injustiça será bem acolhida por um tribunal, define-se
como canalha. Pode tentar amenizar a culpa crendo-se 'esperto', mas lá em seu
foro íntimo, do qual tentará sempre fugir, sabe que é apenas canalha.
Simples, não é?
O empregador ciente de que, não obstante haver sido ético e justo, irá perder a
causa, dispõe-se a um acordo, aceitando a extorsão óbvia para minimizar seu
prejuízo. Quando tal extorsão tem a chancela avalizadora da instância criada
para assegurar a justa valência dos direitos básicos, tem-se o crime manifesto
alçado à condição de lei, e por definição no imaginário popular, "justo".
É assim que o mortal vírus da injustiça, inoculado pela ideologia esquerdopata,
destrói a partir de dentro o próprio conceito de justiça e prostitui sua prática
- ao tempo em que incita e estimula por premmiação as piores características
humanas: - ser canalha dá lucro!
Temos visto ao longo de décadas a destruição dos valores saudáveis pelo emprego
de "quintas colunas", "agentes de influência" ou, conforme Lenin, idiotas úteis
a serem liquidados a seu tempo - infiltrados nas instâncias sociais:
- a Igreja Católica é hoje - mercê da peçonhha da Teologia da Libertação de um
suídeo de nome Boff - vermelha;
- nossa grande imprensa, a seu tempo e com jjustiça conhecida como das melhores
no mundo, é atualmente ferramenta de desinformação na guerra psicológica da
esquerdopatia contra o a gente brasileira;
- o Congresso Nacional transformado em vergoonha nacional;
- nossas briosas Forças Armadas reduzidas a silente apatia - só omissa ou
ativamente cúmplice, não sei dizer.
O que resta é a anomia - a não valência das regras criadas para manutenção da
harmonia imprescindível à sadia vivência social. Em outros termos, um "salve-se
quem puder", "cada um por si e os fracos que se cuidem", ou "lei da selva, os
fortes e espertos caçando os fracos e ingênuos".
Insegurança. Sensação muito realista de impotência. E medo.
Este é o quadro da abertura do Caos, cuidadosamente construído pelos
esquerdóticos. Para isto os seus sagrados "Quanto pior, melhor" , "Os fins
justificam..."
A destruição do espírito nacional, a corrupção das instâncias democráticas já
atingiu níveis tais que, estima-se - se hoje desaparecessem num passe mágico
todos os venenosos imbecis, doentes e espertos esquerdóticos - demandaria
trabalho saneador sobre gerações para retomar vias sócio-políticas construtivas.
O boçal, canalha e desdedado, premido por e obediente a instâncias superiores,
prepara-se para deixar temporariamente o trono em 2010. Temporariamente,
note-se.
Se não conseguir um esquentador-de-assento entre seus asseclas, a presidência
será ocupada por um rosinha qualquer do PSDB.
Acredito que nem Alckmin, nem Serra sejam corruptos canalhas ao molde do lixo
petista.
Mas são esquerdopatas.
E enquanto tal - irremediavelmente, fatalmente, compulsóriamente, doentiamente,
compulsivamente - cretinos.
E cretinos comprometidos por acordo conhecido com o PT do Inácio da Silva, do Zé
Dirceu, da Dilma, do Top Top Garcia, a manter uma alternância no poder.
E as bolsas-votos, e a proibição de posse de armas por cidadãos honestos, e o
exército de comuno-petistas infiltrados nas administrações, e as cotas raciais,
e a política gayzista, e os crescentes aumentos de impostos, e o contínuo
inchaço do estado, e a planejada destruição de nossas Forças Armadas, e a
crescente interferência estatal na vida dos cidadãos... e enfim, toda a ruinosa,
maldita e boçalíssima pauta esquerdótica.
Será uns ou outros, tertium non datur, como diz Olavo.
Ah, se desaparecessem num passe mágico...
Mas, amigo, a única magia efetiva é aquela que construimos com nossas mãos.
E então? vai uma par de luvas aí?
M.
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Bolsa Família na zona sul do Rio de Janeiro
SEDUZIDA pelas delícias que sairiam dali em diante das panelas de dona Maria, a
grã-fina do Leblon não vacilou diante da exigência da nova cozinheira: 'Sabe
como é -argumentou-, se a senhora assinar minha carteira, perco direito ao Bolsa
Família...'.
Salário acertado por fora, dona Maria continuaria desempregada para os registros
oficiais do assistencialismo que dá voto.
Madame do Leblon, que tem horror a Lula, não pensou nas conseqüências do
improviso e achou que levaria alguma vantagem na ponta do lápis. Além disso,
cada almoço e cada jantar, mesmo os não festivos, virariam banquetes em seu belo
apartamento no alto do bairro.
Quase dois anos depois, a indigestão de tantas tentações à mesa veio bem antes
das festas de fim de ano. Dona Maria, de supetão, pediu para sair.
Madame, atordoada pela defecção, mas grata pelos serviços prestados, pagou em 'cash'
direitos trabalhistas como se tivesse assinado a carteira da sua [agora ex-]'chef'
particular. O susto veio pelo telefone, dias depois: a cozinheira botara a
patroa na Justiça. Alegava dois anos de trabalho sem carteira, sem pagamento de
férias, sem 13º, sem FGTS... Total da brincadeira: R$ 8.500.
Madame contratou advogado. Amigo, mas advogado. Um par de meses depois, diante
do juiz, como a causa era pequena, fez-se acordo: R$ 4.000 -fora o do advogado,
claro. E a grã-fina, bufando pelas narinas, ainda teve de ouvir do juiz que, se
tudo o que contara era verdade, ela teria sido, no mínimo, complacente com uma
fraude.
No país do jeitinho e do gosto por levar vantagem em tudo, o remendo acaba
virando direito adquirido e, num boteco de Ipanema, o fenômeno se repete. Os
quatro funcionários informais do dono português também recebem o Bolsa Família,
que entra na conta do comerciante como complemento de salário -ao lado das
gorjetas deixadas no balcão.
As condições foram impostas pelos próprios atendentes, todos parentes e
moradores da longínqua zona oeste. Além de incorporar o benefício ao fluxo de
caixa doméstico -elegendo-o responsável pela quitação mensal de alguns carnês de
eletrodomésticos-, o quarteto enxerga o abono oficial como garantia, caso os
humores do patrão e da economia mudem.
No Leblon, a esperteza que uniu representantes das classes A e D acabou na
Justiça. No cruzamento do Bolsa Família com carnês das Casas Bahia, numa esquina
de Ipanema, encena-se um pequeno ato do espetáculo do crescimento da renda, do
consumo e de um país que tem dificuldade em superar uma espécie de síndrome de
Macunaíma -mesmo quando dá certo.