Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Maio 2008
Índice Geral
30/05/08
•
As Hienas, o Leão e os Contribuintes
----- Original Message -----
From: M
Sent: Friday, May 30, 2008 12:16 PM
Subject: As Hienas, o Leão e os Contribuintes
Iorio mais uma vez cai de foice no cipoal de mentiras do
governo lulo-petista. E desvenda a realidade dura da desavergonhada rapina com
que a esquerdopatia hegemônica preda o cidadão que produz: o estado
comuno-petista rapta por meio de mais de 100 impostos e taxas, 63,56% do
trabalho do brasileiro.
Isto representa 253 dias de trabalho, cujo produto engorda os cofres da viúva
para gozo, gáudio e lucro do rei e dos amigos do rei.
E, a se acreditar (ainda há quem o faça!) nas pesquisas de opinião, com plena
satisfação de mais da metade da população( ! ).
O recado subjacente destas pesquisas é que esta substancial porção de brazucas
terá certamente um percentual do DNA das hienas, animal que apesar de ser
repugnante, copular uma vez por ano, comer carniça, além das próprias e
alheias fezes... ainda ri!
O quadro é, aliás, típico da filosofia política das esquerdas em geral e dos
comunistas, em particular. E promete agravar-se indefinidamente, uma vez que
nossa atual classe política - tal como os órgãos de mídia - se divide entre os
que aderem por ideologia e os que aderem 'pra se ajeitar'.
Se alguém entre os pensantes souber de outro remédio viável que não aquele
embalado em verde-oliva, favor se pronunciar.
Até lá, se puder, durma.
Abs e bom sono.
M.
P.S. - Este é o último artigo de Iorio para o Jornal do Brasil, onde escreve
há mais de cinco anos sem ganhar um centavo. Sabe-se que somando ao boicote
armado contra articulistas liberais, o jornal está admitindo novos
articulistas - comuno-petistas - bem pagos, a exemplo do Zé Dirceu que recebe
R$20 mil mensais, pra mentir sempre com lucro.
Como se nota, as cordas continuam sendo mais e mais apertadas.
Mas se incomode não: com jeitinho dá pra continuar dormindo.
------------------------------------------------------------
Artigo do Mês - Ano VII – Nº 75 – Junho de 2008
AS HIENAS, O LEÃO E OS CONTRIBUINTES por Ubiratan Iorio
Começo a redigir este artigo, por coincidência, no dia 28 de maio. Nós,
brasileiros, trabalhamos até ontem para pagar os impostos, taxas e
contribuições que integram nosso endoidante e escorchante sistema tributário –
o manicômio fiscal brasileiro, a que se referia sempre o saudoso Roberto
Campos. Para alguns, 28 de maio seria algo como o “Dia Nacional de Libertação
do Contribuinte”, indicando que a partir de hoje é que começamos a trabalhar
para nós e nossas famílias. Mas, infelizmente, não é bem assim, pois, além dos
tributos, somos praticamente forçados a arcar com despesas que seriam
dispensáveis caso o Estado nos fornecesse bons serviços públicos, tais como as
que incorremos com saúde, educação, previdência e segurança privadas.
O contribuinte brasileiro – este pobre coitado, desamparado e humilhado,
explorado e ultrajado, mas, mesmo assim, inteiramente sem brios – vive sem ter
a mínima noção dos ataques traiçoeiros das hienas que formulam nossas leis
tributárias, criadoras de um verdadeiro manicômio com cerca de uma centena de
tributos, e das investidas, não menos pérfidas, do leão, como é conhecida a
nossa Secretaria da Receita Federal.
A hiena é um animal de nefanda reputação, a ponto de os antigos suporem que
suas gargalhadas noturnas eram as de homens armando arapucas mortais para os
passantes; que se sua sombra se projetasse sobre um cachorro, este ficaria
mudo e paralisado; e que representava a encarnação de espíritos de
feiticeiros. Um bicho sem qualquer atrativo, horrendo, furtivo, de pêlo
castanho-sujo, andar manquejante, grito áspero, cheiro insuportável e
devorador de todos os corpos que encontra no caminho. Um eficiente caçador,
especialmente de contribuintes..
E o leão, desde tempos imemoriais, sempre faz questão da sua parte. A
expressão “parte do leão” - a maior de todas -, tem origem na fábula de Esopo:
“Um dia, o leão, o asno e o lobo decidiram sair juntos para caçar. Ficou
combinado que qualquer coisa que eles obtivessem seria dividida entre os três.
Depois de matar um cervo de bom tamanho, eles resolveram fazer uma grande
refeição. O leão pediu ao asno que repartisse a carne. O asno dividiu a comida
em três partes iguais e convidou os amigos a servirem-se. Mas o leão,
indignado, atacou o asno, reduzindo-o a pedaços. Em seguida, voltando-se para
o lobo, o rei dos animais pediu gentilmente que ele fizesse a divisão em duas
partes. O lobo juntou todo o alimento em uma única grande pilha, deixando de
lado apenas uma minúscula parcela para si mesmo”.
“Ah, meu amigo”, disse o leão, “como você aprendeu a dividir as coisas de
maneira tão justa?”
“Foi fácil! Bastou que eu visse o destino do nosso amigo asno, explicou o
lobo.”
Uma lição da fábula acima é que não se deve confiar demasiadamente no sentido
de justiça dos poderosos. Essa história de Esopo, como observou em e-mail
recente o meu amigo Prof. Francisco Lacombe, pode ter dado origem e inspiração
à imagem do leão como símbolo da Receita Federal. Vem dela a expressão “a
parte do leão”.
Nada contra os funcionários da Receita, pois, afinal, só fazem o seu trabalho
– e bem, diga-se de passagem. O que indigna é a cara-de-pau com que os
políticos inventam motivos para extrair cada vez mais recursos de cidadãos e
empresas – como na atual tentativa do governo lulista de ressuscitar a CPMF -,
sem a menor preocupação quanto à qualidade dos serviços públicos.
A carga tributária, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento
Tributário, pela nova metodologia de cálculo do nosso produto, está em 35,1 %
do PIB, mas, pela anterior, já atingiria 39,9 %! Entra governo e sai governo,
desse ou daquele partido, a situação não muda: ainda de acordo com o IBPT, no
governo Collor a referida carga subiu 3,2 pontos percentuais; no de Itamar,
também 3,2; nos oito anos de Fernando Henrique, 4,0 e no governo Lula, até o
final de 2007, aumentou 3,4. Desde a promulgação da Constituição dos
Miseráveis de 1988, cresceu 16,0 pontos percentuais, o que corresponde a um
aumento de 80%, somente comparável aos da miséria e da pobreza... Sempre de
acordo com os especialistas do IBPT, um brasileiro que nasce em 2008, com
expectativa de vida de 72,3 anos, está condenado a 29,3 anos de trabalhos
forçados apenas para pagar tributos. Os ônus incidentes sobre a renda, o
patrimônio e o consumo já requerem, em média, 148 dias de esforço por ano do
cidadão, o que significa que trabalharemos até amanhã – 27 de maio – apenas
para alimentar, mesmo vivos, o hienídeo devorador de orçamentos. Se somarmos a
isto, como escrevemos acima, o que gastamos com saúde, educação, previdência e
segurança privadas por não confiarmos, com justa razão, nos serviços públicos
e mais os custos decorrentes da corrupção e da burocracia, veremos que
trabalhamos anualmente até meados de agosto para sustentar o carnívoro
fissípede e digitígrado! Portanto, o “Dia Nacional de Libertação do
Contribuinte”, a rigor, acontece por volta de 20 de agosto de cada ano...
Nos estados e municípios a tragédia é semelhante: em 2007, em valores e taxas
nominais, os tributos federais cresceram R$ 80,2 bilhões (14,1%), os estaduais
R$ 21,5 bilhões (10,1%) e os municipais R$ 3,6 bilhões (10,3%).
Se estas formulam as leis que nos asfixiam, o leão cobra a conta, e com uma
eficiência extraordinária. Temos uma carga tributária superior à do primeiro
mundo, um órgão arrecadador de primeiro mundo e serviços públicos abaixo do
terceiro mundo.
Sugiro que visitem sempre o site do Instituto Brasileiro de Planejamento
Tributário (www.ibpt.com.br). É ótimo para despertar a consciência cívica de
quem tem, pelo menos, um pingo de vergonha na cara e pretende exercitar sua
condição de dignidade humana. Reúno abaixo algumas informações que busquei no
referido website, pedindo a todos que as divulguem à exaustão, para o bem dos
cidadãos explorados dêfti paîf...
1. DIA DAS MÃES - Na hora de escolher o presente para as mães, os brasileiros
chegam a pagar de imposto até 70% pelos os perfumes e 37% por roupas e
sapatos. Se você presentear sua mãe ou esposa com flores, pagará mais de 20%
de seu valor em tributos. É o Estado-mãezinha...
2. PÁSCOA - o ovo de Páscoa tem uma carga de 40% do preço e os bombons ela
atinge 39%. É o Estado-pascal...
3. DIA DAS CRIANÇAS - os impostos embutidos nos brinquedos chegam a mais da
metade de seu valor. É o Estado-brincalhão...
4. FÉRIAS - nas passagens aéreas, há 23,5% de impostos incorporados na tarifa;
nas diárias de hotéis, o peso ultrapassa 30%e, nas refeições, é de 33,5%. É o
Estado-relaxante...
5. DIA DOS PAIS – se meus filhos me presenteiam com um CD, por exemplo, os
impostos chegam a 47%; com um celular, 41%; com uma pasta de couro, 42,7%; e,
com um perfume importado, 71%. É o Estado-“paizão”...
6. CAFÉ DA MANHÃ - O brasileiro, quando acorda, já está, sem saber, pagando
tributos: 20% de impostos; no pãozinho; 37% na manteiga; 27% no cafezinho; 40%
no açúcar; e, no leite, perto de 33%. É o Estado-madrugador...
7. DIA DOS NAMORADOS – você pode nem desconfiar, mas o Estado é seu namorado
(a): roupas, 37%; perfumes, 71% (importado) e 60% (nacional);
eletroeletrônicos, de 38% a 57%. É o Estado-apaixonado...
8.BEBIDAS - cerveja: 56% de impostos; refrigerante: 47%; copo de suco: 37,8%;
cachaça: 83%. É o Estado-saúde!...
9. FAXINA - Para limpar a casa, você paga 38% de impostos nos desinfetantes;
quase 38% na água sanitária; mais de 42% no sabão em pó; mais de 43% no
álcool; 40% nos detergentes, saponáceos e sabões em barras; e 43% nos
amaciantes. É o Estado-faxineiro...
10. ELETRODOMÉSTICOS - Os impostos representam 44% do preço de cada
eletrodoméstico e 57% do preço de um forno microondas. É o Estado-hy tech...
11. MACARRONADA – quando a mamma compra massas para fazer uma bela
macarronada, paga mais de 30% de tributos; no molho de tomate, 36% e, se usar
azeite, mais 37%.
12. CARRO POPULAR - Nos carros ditos populares, o peso dos impostos é de 39,3%
do preço final (para um veículo que custe, digamos, 30 mil reais, você paga
quase de 12 mil reais de tributos); nos veículos acima de mil cilindradas, a
tributação chega a 43,6% do preço. É o Estado-motorizado...
13. TOMANDO BANHO – ao entrar no box de seu banheiro para tomar banho,o Estado
entra com você: os impostos passam de 52% no xampu, 42% no sabonete, 47% no
desodorante e 29% na água. É o Estado-higiênico...
14. CASA POPULAR - o peso dos impostos corresponde a quase 50% do preço final
de uma casa dita “popular”. Até o material básico tem tributos pesados: 35%
nas telhas, 34% nos tijolos, 44% nos vasos sanitários; 45% nas tintas. É o
Estado-puxadinho...
15. CONTA DE LUZ - de cada R$ 100 da sua conta de luz, 35% correspondem a
impostos. Com os tributos indiretos cobrados das empresas ao setor, a carga
chega a 45,8%. É o Estado-aceso...
16. EDUCAÇÃO - Os impostos representam quase metade dos preços dos materiais
escolares. No caderno universitário, representam mais de 36% do preço; na
agenda, na régua, na cola, na caneta e no apontador os tributos correspondem a
quase 45% do custo final. É o Estado-CDF..
Estes revoltantes e aterrorizantes exemplos, extraídos - como vimos -
diretamente do site do IBPT, são mais do que suficientes para caracterizar um
crime: nós, contribuintes, somos explorados vilmente pelo Estado. E,
infelizmente, também, para configurar a nossa omissão e passividade.
Por isto e muito mais, a proposta de volta da CPMF é - para usarmos um termo
leve - imoral! A remição de sua dignidade ultrajada impõe aos cidadãos que
pressionem os congressistas a não aprovarem mais uma dentre tantas
indecências! E exige também um movimento cívico pela redução da carga
tributária, pelo enxugamento do Estado e por políticas de gestão de recursos
públicos absolutamente transparentes.
Xô, hienas! Fora, Leão! Acordai, contribuintes adormecidos!
Índice Geral