Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Maio 2008
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12/05/08
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Preconceito às avessas - por Ives Gandra
----- Original Message -----
From: M
Sent: Monday, May 12, 2008 1:09 PM
Subject: Preconceito às avessas - por Ives Gandra
O dr. Gandra é homem famoso,
e portanto, visado,
e portanto com 'telhado de vidro',
e portanto, cautelosamente comedido em seus textos.
Ora,
sabemos todos que está em pleno andamento uma guerra feroz contra nossos
melhores valores cristãos, os ditames da lei e da constituição, estes que
sempre alicerçaram comportamentos éticos em nossa gente.
Sabemos também quem é o agressor, hoje encastelado em força em Brasília e em
todo o estamento governamental via 'aparelhamento' descaradamente manifesto.
Em termos militares, uma guerra psicológica que visa a destruição moral do
inimigo - nós brasileiros - a um ponto tal que toda vontade de lutar se anule,
abrindo vitória fácil para o agressor.
Tal como efetivamente está acontecendo.
A campanha - comunista em geral, comuno-petista, em particular - se desenvolve
livre de impecilhos, conquistando diária e facilmente mais terreno,
fortalecendo-se mais e mais pelo crescente domínio de novos campos de atuação,
ao tempo que suas vítimas - nós - nos sufocamos num pântano de impotência.
Os poucos que enxergam estão desunidos, sem voz audível além da Internet, e
ainda debatendo-se contra a cegueira da maioria ignorante que engole - em
orgasmos de estupidez deliciada - o veneno manipulador do lixo hegemônico.
Este, com visível cinismo, estimula e alimenta o que de pior e mais baixo
existe nos homens para, ao tempo em que atiça desconfiança e ódio entre
segmentos sociais - divide et impera - impõe à mais esclarecida facção
o ônus da culpa paralizante.
Negros e homossexuais, mesmo que o quisessem com todas as suas forças, não
poderiam mudar o que são. E pelo que são sofreram e sofrem preconceitos óbvios
ensejando comportamentos ferinos e de uma injustiça atroz. Humanamente, se
ressentem. E acumulam ódio a ser extravasado em atitudes acintosas nas
"paradas" ou comportamentos suínos como a tal paródia da missa.
Se brancos e heteros não superam seus preconceitos, reagem com ódio similar.
Guerra deflagrada dando continuidade ao divide et impera, para gozo e
gáudio dos manipuladores diabólicos.
Todo preconceito, por definição, é estúpido. Cegueira que só se desfaz com
educação que ensine a encarar fatos em si e a analisá-los com pensamento
crítico. Algo que se inicia pelo exemplo em família.
Acredito que nos cabe exercitar um duplo foco - atenção tão cuidadosa para o
próprio interior quanto para os eventos externos; reconhecer a fragilidade em
nós, usada contra nós pelo reconhecido inimigo da humanidade. Só a consciência
lúcida pode selecionar comportamento adequado. E consciência é individual,
sempre.
Penso que vivemos - brasileiros e demais latino-americanos sob governos
"progressistas" - uma crise cultural que impõe, a partir do chicote das
circunstâncias políticas, o desafio de crescer em consciência - conhecimento e
responsabilidade. Em qualquer crise - que traz do grego krisis, eós, as
acepções de 'discernir' e 'escolher' - soluções serão
encontradas exclusivamente a partir de mudança de foco, o que implica em
ampliação de consciência, evolução individual e conseqüentes alterações nas
opções comportamentais.
Que um tal crescimento é uma necessidade imperiosa manifesta-se
na eleição e reeleição de Inácio da Silva;
nos resultados - honestos ou não - das pesquisas de opinião;
na degradante miséria moral e intelectual das instâncias de entretenimento
popular;
no apoio de religiões cristãs às intenções totalitárias, comunizantes, em
desenvolvimento;
no apoio - ativo ou por omissão - de nossa mídia àquelas intenções;
na indigência - moral e intelectual, novamente - de nosso establishment
escolar;
na natureza maciçamente porcina de nosso atual Congresso;
no contraste entre o comportamento valente de venezuelanos, colombianos e
bolivianos e a apatia boçal e covarde de nossa gente;
no apreço popular pela valentia e integridade de líderes como Alejandro Peña
Exclusa na Venezuela de Chávez, de Uribe contra o Foro de São Paulo, e a
irresponsabilidade sonsa, imbecil e covarde com que brasileiros se posicionam
quanto aos raros valentes que abertamente peitam os comunistas...
Como sempre a Vida nos oferece uma escolha: aprender e crescer pela razão - ou
- ser levado às mudanças pela fúria do chicote.
Nossa gente tem optado por deixar-como-está-pra-ver-como-é-que-fica...
Como avestruz, enterra a cabeça e oferece a bunda à conhecida sensibilidade
humana e gentil misericórdia de comunistas...
Nem o mínimo cuidado pelos resultados em degradação humana sofrida pelos povos
que experimentaram tais virtudes.
Só resta rezar por intervenção milagrosa.
De preferência, uniformizada em lucidez, integridade e coragem, ou seja, em
verde-oliva.
M.
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Fonte: Revista Jus Vigilantibus, Quarta-feira, 16 de abril de 2008
Preconceito às avessas por Ives
Gandra da Silva Martins (*)
(*)
Ives Gandra da Silva Martins é Professor Emérito das Universidades Mackenzie,
UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Presidente do
Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo
e do Centro de Extensão Universitária – CEU. Site: www.gandramartins.adv.br
Um grupo de homossexuais, segundo o que me foi relatado por uma senhora
brasiliense, na semana santa, decidiu agredir as convicções dos católicos,
fazendo "celebrar" uma "missa", em que no "cálice" encontravam-se apenas
"preservativos".
Os jornais não noticiaram o fato e a referida senhora chegou a ir a polícia
denunciar a profanação, sem conseguir, todavia, que tomassem qualquer medida
para estancar a vil agressão àqueles que seguem a barca de Pedro, a quem
Cristo deu a missão de conduzir sua Igreja.
À evidência, o grupo mencionado não ousaria profanar as convicções religiosas
do povo hebreu, sem que, imediatamente, seus líderes tomassem a defesa dos
valores próprios do Judaísmo, como ocorreu na célebre ação que chegou ao STF
contra um livro a respeito do Holocausto. Tampouco teriam coragem de enfrentar
os seguidores do Islam, que adotam soluções mais radicais, sempre que seus
valores são maculados.
Como os católicos, todavia, em face da própria lição do Mestre, vivem
pacificamente seus valores, construindo e não destruindo, passam a ser mais
vulneráveis a tais ataques preconceituosos, principalmente por parte daqueles
que, curiosamente, defendem a aprovação de projeto de lei, no Congresso
Nacional, pelo qual qualquer anedota que faça referência a sua maneira de ser
seja considerada crime punível com perda de liberdade.
O episódio em questão leva-me a outras considerações sobre a "cultura" dos
privilégios com que se passou, no país, a beneficiar determinadas pessoas,
gerando, como conseqüência, uma discriminação às avessas, apesar de a
Constituição Federal proibir qualquer tipo de discriminação de qualquer
natureza (artigo 3º inciso IV).
Se um branco, por exemplo, sair à rua com uma camiseta dizendo "Sou branco",
poderá ser enquadrado como delinqüente, sob a acusação de conduta racista. Se
um afro-descendente – uso a expressão para não ser criticado – declarar em sua
camiseta "Sou afro-descendente", não só nada lhe acontecerá, como tal
qualidade lhe assegurará privilégios, como, por exemplo, o acesso às cotas
universitárias.
Se um cidadão sair declarando, na comunidade, que é "heterossexual" e
orgulhar-se de utilizar esse impulso natural de forma a assegurar a
continuidade do gênero humano – só a união do homem e da mulher pode gerar
descendência – poderá ser rotulado de preconceituoso, muito embora as "paradas
do orgulho-gay" não sejam consideradas ofensivas à esmagadora maioria das
pessoas que não têm as preferências de seus participantes e organizadores.
Esta cultura de valorização de certas pessoas e situações, à custa de
desvalorização de outras, – um branco, para ingressar na universidade, vale
menos que um afro-descendente -, em vez de auxiliar o engrandecimento de um
país em que todos são iguais e que, na solidariedade, deve lastrear seu
progresso, cria profundas e crescentes injustiças. Torna, o Brasil, uma nação
constituída de "guetos" inconciliáveis de brancos, negros, índios e outros,
aprofundando uma divisão que não deveria existir.
A melhor forma, pois, de evitar discriminações é, acacianamente, não
discriminar, criando-se ao contrário, condições de integração e solidariedade
entre os brasileiros, impedindo que passem por qualquer espécie de
preconceito, seja de que natureza for.
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