Blog do M
(Márcio Del Cístia)

Maio 2008               Índice Geral


05/05/08

A verdade sobre o referendo em Santa Cruz, Bolívia

De: M
Data: 05/05/08 17:58:18
Para:
Assunto: A verdade sobre o referendo em Santa Cruz, Bolívia

A VERDADE SOBRE O REFERENDO EM SANTA CRUZ, BOLÍVIA

Vc sabe porque pagamos hoje um gás mais caro?
Ou porque pagaremos, logo, logo, um preço maior pela eletricidade gerada em Itaipu?
Ou o motivo porque o desmembramento da Reserva Raposa Serra do Sol está sendo levada à toque de caixa, pelo Inácio da Silva e seus fâmulos comuno-petistas?
Ou a razão porque os governos da Colômbia e do Peru vêm sofrendo uma monumental campanha de desestabilização pela mídia esquerdista internacional?

Porque é assim que quer o Foro de São Paulo, a maior organização comunista já instalada no mundo, e o verdadeiro governante do Brasil, da Venezuela, Argentina, Equador, Bolívia, Chile, Uruguai e, recentemente, o Paraguai.

Graça Salgueiro corresponde-se com vasto número de jornalistas, intelectuais e políticos latino-americanos que experienciam o dia-a-dia de seus países e lhe fornecem relatos testemunhais em primeira-mão dos eventos sócio-políticos que por lá ocorrem. Isto lhe permite - a ela - driblar o ocultamento ou a perversão de tais fatos pela nossa mídia cooptada e trazer-nos relatos verdadeiros dos acontecimentos.

Sua insistência neste trabalho se dá por saber que se não alargarmos nossa visão para a dimensão continental do campo de atuação do Foro de São Paulo, não entenderemos nossos trâmites sócio-políticos em toda sua monstruosa e gravíssima realidade.

Nossa mídia inteira está atrelada aos interesses escusos dos grupos comunistas no governo.

Mesmo a Veja, que primeiramente denunciou a existência e natureza do Foro de São Paulo por artigo de Reinaldo Azevedo, só o fez depois de 17 anos de existência e atuação daquela entidade, isto é, quando uma denúncia singular já não teria efetividade e só depois que Inácio da Silva
(*) em discursos divulgados, comentou a eficácia do Foro na escalada para o poder. Não deu continuidade à divulgação do fato e ainda menos esclareceu o imenso perigo que sua influência representa para a nossa e demais nações democráticas da América Latina.

Não conheço seus editores, ignoro se são idiotas-úteis por convicções ideológicas ou por venalidade, mas a leniência perversa com que tratam os escândalos diários do governo de Inácio da Silva, subentendendo-os como frutos de mera incompetência ou reles prevaricação
(**), fede que tresanda a gramscismo - acostumando seus leitores a engolir a desonestidade absurda do comuno-petismo e da classe política como um todo, num lento processo de perversão de valores.

Diferentemente do que ocorre com nossa gente, bolivianos e venezuelanos ainda têm órgãos de mídia que informam honestamente, além de polítivos éticos e valentes que vão a público - local e internacional - com vibrantes denúncias sobre os crimes e intenções criminais dos seus governantes comunistas.

A cegueira e a malversão de nossa realidade na mente do brasileiro, induzidas pela mídia e políticos nacionais faz da situação brasileira a mais grave entre os países assolados pela comunalha do Foro de São Paulo. Aqueles têm ainda jornalistas, empresários e líderes políticos íntegros e combativos alertando suas gentes.
Aqui, estas três instâncias estão podres, vendidas e cooptadas.

Nós, brasileiros, temos uma única e última instituição com reservas de integridade e valor, capacitada a mudar o célere curso para o desastre e depositária de nossas derradeiras esperanças.
Resta saber se as Forças Armadas Brasileiras aceitam reeditar 1964. - Que Deus as ilumine!

Se concorda, divulgue.
Abs
M.


( * ) Fundador do Foro, junto com Fidel Castro, e que até então, enquanto presidente da dita cuja, negou veementemente a existência da organização, chegando a começar - em entrevista documentada pela televisão - atrito com Boris Casoy que ousou lhe perguntar sobre o fato.

( ** ) Velha tática de desinformação que consiste em enfatizar um arranhão para desviar a atenção da anseníase generalizada, ou, no caso em pauta, ocultar as intenções e atuação de comunistas em geral, e comuno-petistas em particular, de tomada do Poder e instalação da 'ditadura do proletariado'. Referências eventuais ao plano comuno-golpista são ridicularizadas como "teorias da conspiração" fantasiadas por uma "paranóica direita raivosa", balela bem aceita pelos brazucas que fogem da responsabilidade inerente à clara percepção da realidade.
A ausência de menções à existência e natureza do Foro de São Paulo na mídia nacional durante 17 anos ou sua permanente recusa em vincar a realidade de uma revolução comunista em pleno andamento e escancarada pelos fatos, não se deve ao desconhecimento. Nenhum editor porta um tal grau de alheamento ignorante ou tão rasteira estupidez. A estupidez esquerdopata, muito real, é fenômeno muito mais profundo e mais grave, tanto que após a maturidade é praticamente irreversível. Donde o mote "uma vez comunista, sempre comunista."


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"Post" no Blog Notalatina de Graça Salgueiro (transcrição parcial)
04/05/2008

Graça Salgueiro é jornalista independente, estudiosa do Foro de São Paulo e do regime castro-comunista e de seus avanços na América Latina, especialmente em Cuba, Venezuela, Argentina e Brasil. É articulista do Mídia Sem Máscara, onde também colabora como tradutora e revisora, correspondente brasileira do site La Historia Paralela da Argentina, articulista do jornal "Inconfidência" de Belo Horizonte e proprietária do blog Notalatina.

Aconteceu hoje na Bolívia um importante referendum promovido pelo estado de Santa Cruz que pede sua autonomia em relação ao governo do país. Ao contrário do que estão apregoando, Evo Morales, Hugo Chávez e demais forças políticas comuno-socialistas da América Latina, o que os santa-cruzenhos desejam não é o separatismo mas a descentralização econômico-administrativa, a federalização de seu estado que é quem mais produz e, no entanto, se vê penalizado pelas políticas comuno-chavistas do “Socialismo do Século XXI” do cocalero presidente Morales.

Fiz o enorme sacrifício de assistir os telejornais da rede Globo durante toda a semana, para ver se davam alguma informação acerca deste acontecimento mas, como era previsível, a única informação que parece não acabar nunca é o caso da menina Isabelle assassinada no começo do mês em São Paulo, que é divulgado com riqueza de detalhes e pormenores. Não minimizo este crime hediondo mas, convenhamos, a mídia nacional foi a grande responsável pela histeria coletiva que se instalou em torno do caso que, por mais grave que tenha sido, foi um caso particular que não diz respeito ao país, aos destinos da Nação. Do mesmo modo é o caso da Reserva Raposa Serra do Sol, - este sim, um legítimo processo de separatismo - que não é levado às discussões públicas, cuja mídia pouco ou nada informa porque não interessa ao governo que a população saiba do ato lesivo à nossa soberania que está sendo tramado de comum acordo com a neo-comunista ONU e outros organismos igualmente comuno-internacionalistas.

O referendum que pede a autonomia de Santa Cruz é legítmo, entretanto, Morales e seus seguidores insistem em mentir, alegando que a “oligarquia” apoiada pelo “império” não quer perder seus privilégios e joga irmãos contra irmãos. Se há algo ilegal é a Constituição boliviana vigente – na qual ele tem se apoiado para desautorizar o referendum -, pois foi feita a portas fechadas e contando apenas com os parlamentares oficialistas; a oposição foi PROIBIDA de entrar no recinto e participar da votação, o que significa, em qualquer país do mundo civilizado onde vige o regime democrático, uma fraude, um embuste, uma gigantesca FARSA. As imagens (fotos e canal CNN em Espanhol) do dia de hoje na Bolívia, dão conta de extrema violência por parte dos seguidores do cocalero presidente, como mostram as fotos que ilustram a edição de hoje.

Para que se compreenda melhor o que significa este referendum para seus promotores, sugiro a leitura do artigo “Lições da crise colombiana II - próximo alvo: Peru”, do brilhante analista político e meu amigo Heitor De Paola, bem como “Bolivianos, cuidado com a OEA” do presidente de Fuerza Solidaria, do também amigo Alejandro Peña Esclusa.

Os temores sobre o aumento da violência interna na Bolívia se viram agudizados na última semana, ante a radicalização de atos organizados por aquilo que eufemisticamente insistem em chamar de “movimentos sociais” que respaldam o governo, sobretudo os sub-humanos índios aymarás – etnia de Morales - conhecidos como “ponchos vermelhos”. Em novembro do ano passado eles já se articulavam contra a chamada “Meia Lua”, que conforma os estados Santa Cruz, Tarija, Beni, Cochabamba e Pando que pedem a autonomia, e chegaram a incendiar a prefeitura de um desses estados sendo contido a tempo e não deixando vítimas. Apesar de já ter sido divulgado amplamente pela rede, não tem desperdício rever “Na Bolívia degolam cães em ameaça aos opositores”, filmado em 23 de novembro de 2007, que descreve com precisão a quê esta gente está disposta.

E hoje eles tomaram as ruas, fecharam estradas, incediaram urnas e cédulas de votação. Junto com oficialistas do partido MAS (Movimiento Al Socialismo), tentaram impedir que as pessoas votassem deixando até agora um saldo de 20 pessoas feridas e 1 morta, a maioria nas localidades de San Julián, Yapacaní, Montero e Plan Tres Mil, um dos bairros mais pobres de Yapacaní.

As tensões já existentes foram agravadas por um pronunciamento publicado nos jornais das Forças Armadas que afirmavam que não se podia aprovar o estatuto autonômico porque ele “afeta a segurança e defesa nacional do Estado boliviano” e que “depois de ter realizado uma exaustiva análise do projeto de Estatuto Autonômico de Santa Cruz, alguns de seus artigos afetam a segurança e defesa nacional do Estado boliviano”. Esta declaração dos altos comandos do Exército, Aviação e Marinha é seguida por outra do Conselho Supremo de Defesa Nacional, uma instância militar de apoio às Forças Armadas, que advertiu no sábado que o estatuto autonômico do estado de Santa Cruz “ameaça a integridade do território nacional”, repetindo o que determina o agoverno autoritário do cocalero presidente Morales.  (...)

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