Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Maio 2008
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01/05/08
•
Desintegrar para entregar
----- Original Message -----
From: M
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Sent: Thursday, May 01, 2008 7:44 AM
Subject: Desintegrar para entregar
Amigos,
o que vai abaixo é um presente. Algo que nunca é demais, ou sequer
suficiente.
E que há décadas desapareceu no horizonte intelectual do brasileiro: L U C I
D E Z.
No seu característico estilo ponderado, Nemo resume em alguns parágrafos o
horror destrutivo que domina a nação e que se fortifica e se alastra a cada
novo dia, sob o olhar indiferente dos brasileiros. O Brasil, nós, nosso
país, estamos sofrendo uma infecção mortal.
E nem aí pra isto.
Talvez o mais óbvio sintoma desta patologia seja, hoje, a ênfase exclusiva
da mídia em eventos sensacionalistas rasteiramente diminutos, como o
assassinato de uma menininha.
O símile que me ocorre é de uma grita pânica quanto à espinha na face do
caçula, pela família que não enxerga a lepra que os consome a todos.
A doença:
"Com a volta de doenças eliminadas há décadas, como malária, febre amarela e
agora doença de Chagas, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) mostra com
quantas vítimas se escreve um vexame histórico". - Coluna Cláudio Humberto.
"A arrogância do governo da Venezuela extrapola limites: a cônsul-geral de
Hugo Chávez no Brasil, Grisette Corvo, divulga na internet 'manifesto' ao
presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, em defesa da
demarcação das terras indígenas em Roraima. A cônsul ainda tem a petulância
de criticar militares brasileiros, como o general Augusto Heleno, que
contestam reservas contínuas como a Raposa Serra do Sol." - Idem
"Paraguai estuda reavivar disputa territorial com o Brasil" - Blog do
Reinaldo.
"Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou dez anos." - Inácio da Silva
em comício, que "não é comício".
"Terceiro mandato!? Quem? Eu?!!!!! - Inácio da Silva, em eterno 1o. de
abril.
"CNT/Sensus constata que quase 70% dos brasileiros aprovam Lula"
"50,4% querem um terceiro mandato, conforme pesquisa pela CNT/Sensus."
Honestamente aferidos - ou não - os números são sintomáticos: - UTI urgente!
Com a farmácia institucional integralmente em mãos comuno-petistas,
resta-nos um último remédio:
doses maciças de EB pelo tempo que se fizer necessário.
M.
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Desintegrar para Entregar! por João Nemo em 29 de abril de 2008
João de Oliveira Nemo é sociólogo e consultor de empresas em
desenvolvimento gerencial.
Resumo: A política sindical do governo petista só age de uma forma: cultiva
antagonismos irreconciliáveis para vender serviços de intermediação. Por seu
turno os sindicalistas - ninguém estranhe - amam o usufruto das vantagens
oferecidas pela projeção pessoal e pela capacidade de se fazerem temidos.
© 2008 www.MidiaSemMascara.org
“Se depois de ameaçar e expor o esquema petista de dominação, for permitida
a sua recuperação do sufoco e superada, sem as necessárias conseqüências, a
pressão ora exercida sobre os abusos cometidos, o que teremos será o
esgotamento integral dos instrumentos de defesa legais e políticos, de tal
maneira que não haverá mais resistência possível. O país ficará a mercê de
toda e qualquer arbitrariedade sem poder de reação”.
(Os Imperdoáveis - publicado por ocasião do escândalo do “mensalão” -
junho/2005)
O potencial de dano causado pelo atual governo ainda não foi devidamente
avaliado. Digo potencial porque, até o momento, mesmo o que já foi causado
ainda não se fez sentir na sua plenitude e, portanto, muito menos há
projeções confiáveis do que nos aguarda.
Apesar de uma parcela da opinião pública e da imprensa fervilhar com
notícias e comentários sobre questões éticas ou mesmo criminais,
relacionadas ao partido dominante e seus acólitos, o dano mais profundo
nesse aspecto não é o que fazem e têm feito, mas sim o fato de haverem
alcançado um patamar relativamente confortável de inimputabilidade. Ser
inimputável é um atributo que todos invejam.
Lulla, uma espécie de saúva rainha que garante o futuro do formigueiro, é o
nosso Macunaíma, o herói sem nenhum caráter com o qual, a julgar pelas
faladas pesquisas, a nação resolveu se identificar. Alguns vêem a seqüência
de sacrifícios humanos que o tem preservado como fruto de um maquiavelismo
ardiloso para evitar sombras e alternativas. Pessoalmente, creio que se
trata de outro fenômeno: proteção, a qualquer custo, do logotipo do projeto
de poder. Independentemente do elevado grau de egolatria em que a figura
mergulha cada vez mais, o fato é que sem o autodenominado “metamorfose
ambulante” o formigueiro desmorona. Ninguém, na oposição, se deu ao trabalho
de enxergar e interferir nesse processo antes que esse absurdo grau de
blindagem fosse atingido. Houve época em que teria sido relativamente fácil
evitar a fabricação do mito, mas no meio político a vocação dominante é para
cuidar do próprio umbigo.
Há poucos dias, quando ninguém mais esperava, alguém quebrou um copo em meio
ao silêncio do banquete. Foi preciso que um General do Exército, de carreira
brilhante construída passo a passo, através de trabalho e estudo (coisas
totalmente estranhas ao apedeuta-mór) dissesse o óbvio: está sendo colocada
em risco a soberania nacional e a integridade do nosso território, fruto do
empenho e do sacrifício de gerações. Lembro-me que na minha juventude de
estudante, o lema nacionalista compatível com a ingenuidade daqueles tempos
era “Integrar para não Entregar”. Não é uma frase brilhante, mas pelo menos
era bem intencionada e incentivava o desenvolvimento e a busca de um
encontro com as regiões mais distantes e desfavorecidas do país.
O lema agora parece ser outro. Algo como “Desintegrar para Entregar”,
fingindo-se ignorar as conseqüências da criação das tais “nações” indígenas
junto à fronteira. Os militares brasileiros têm sido estóicos no seu
disciplinado silêncio, mesmo quando injustamente atacados por gente que se
auto-proclama “defensores da democracia” nos ditos “anos de chumbo”. Na
verdade, a esmagadora maioria deles constituída de ferrenhos defensores do
despotismo e da submissão do país a projetos revolucionários comunistas de
inspiração soviética, cubana, maoísta e quejandos. Mas o silêncio que os
militares não romperam para se defender, foi rompido ao ser posta em causa a
soberania nacional, alertando, pela voz do General Heleno e dos que o
secundaram, sobre os absurdos que se vem cometendo com malícia e cinismo
inigualável. O General foi corajoso e claro, mas manteve-se rigorosamente
dentro dos limites das suas atribuições. Nós, que não temos outras
atribuições além do simples dever de cidadãos, podemos ir um pouco mais
além.
A desintegração que vem sendo plantada não alcança apenas fronteiras ou
tão-somente o plano físico da nação. O simples fato de se atreverem a tomar
medidas como as que atualmente cursam em Roraima, mostra o grau de
desarticulação a que chegamos, pois o razoável seria que tais absurdos nem
fossem tentados ou encontrassem imediata reação por parte da opinião
pública, do Congresso e de outras instituições permanentes. Ao contrário,
assistimos a invasões em salvas por grupos de cangaço acumpliciados com o
próprio partido governante; distribuição de pedaços de território para
“nações” indígenas; outros pedaços para supostos “quilombolas” que jamais
tiveram existência legal e nem factual; dinheiro à farta para ONGs que
brotam como cogumelos à sombra do governo; invasões de propriedades, de
usinas energéticas e de órgãos públicos, sempre contando com a compreensão
dos “cumpanhêros”.
Se há algo característico na linha doutrinária a que esse governo se filia é
a dedicação, que não pode ser casual, ao plantio generalizado de
antagonismos: pobres contra ricos; negros contra brancos (o mestiço foi
abolido); nordestinos contra sudestinos; índios contra não-índios; patrões
contra empregados e assim por diante. Mais do que duas categorias atrapalha.
O discurso sindical, no qual foram criados, vive disso. A política sindical
que praticam não é capaz de atuar de outra forma. Cultiva antagonismos
irreconciliáveis para vender serviços de intermediação. Por seu turno os
sindicalistas - ninguém estranhe - amam o usufruto das vantagens oferecidas
pela projeção pessoal e pela capacidade de se fazerem temidos.
No plano internacional vige uma atitude seletivamente complacente que já vai
se tornando muito perigosa. Demonstrações de fraqueza, a história ensina, só
se prestam a atrair hostilidade. De um lado, bravatas contra os países
“ricos”, cujos dirigentes apreciam o nosso presidente com a condescendência
curiosa de quem observa um personagem exótico da National Geographic; do
outro, rasgação-de-seda junto a ditadores e pretendentes a tal,
particularmente na vizinhança. O dinheiro do contribuinte brasileiro, que
paga tanto em troca de tão pouco, está à disposição para fazer concessões a
outros bravateiros.
Os militares, educados para amar mais à pátria do que a si próprios, saíram
do silêncio para dizer que não se esqueceram da sua missão nem abdicaram
dela. Se há instituições integradoras no Brasil, estas são as Forças
Armadas. Na minha juventude, conheci lugares Brasil adentro que só existiam
graças ao avião da FAB que lá pousava com obsessiva regularidade. O Exército
sempre foi a organização onde cor, etnia, credo e origem social ou econômica
nunca se constituíram em obstáculo para nada. Leia-se um pouco a biografia
do Marechal Rondon, tão comentado quando é lembrada a questão indígena, para
saber o que é isso.
Os militares podem defender nossas fronteiras com fuzis de 43 anos de uso,
como informa o General Heleno, mas não podem nos defender de nós mesmos. Se
a sociedade brasileira consentir em ser dividida em partes e cotas
antagônicas, tornar-se estúpida a ponto de se deixar paralisar pelas
parvoíces do “politicamente correto”, não haverá exército no mundo capaz de
nos proteger, pois só poderão, em qualquer circunstância, agir em
consonância com o que nós somos e queremos ser.
Ódios e antagonismos, que apesar das nossas mazelas e deficiências nunca
prosperaram, estão sendo aqui introduzidos pelo mais medíocre e obtuso dos
caminhos: a importação forçada de conceitos e idéias idiotas, nascidas do
mais rasteiro sub-academicismo americano e europeu, gerador do tal
“multiculturalismo” pelo qual, eles próprios, vêm pagando um preço terrível.
Na nossa versão dessa guerra cultural, a plástica e original “civilização
dos trópicos”, prognosticada pelo genial Gilberto Freyre, vai sendo, por sua
vez, lançada ao lixo por um bando de aleijões intelectuais, ressentidos e
invejosos daqui e d’além.
Se algum dia vier a ocorrer a fragmentação física do Brasil - Deus permita
que, então, eu já esteja na Sua companhia – isso só terá sido possível
porque antes nos fragmentamos internamente. De pouco nos valerá, então, o
brio e a lealdade das nossas maltratadas Forças Armadas, porque já não
haverá o que defender. Quando o General Heleno lembra que as instituições
permanentes servem antes à Nação que ao governo, devemos entender que há um
espaço onde os combatentes somos todos nós. A guerra cultural não se trava
com fuzis e metralhadoras, mas também exige coragem, inteligência,
planejamento estratégico, logística e tudo mais. O Brasil está se tornando o
paraíso dos atrevidos, onde tudo se exige de uns e tudo se permite a outros;
onde bandidos são considerados vítimas da sociedade e cidadãos que reagem
taxados se irresponsáveis; onde empreendedores são vistos com desprezo, mas
invasores são intocáveis; onde o trabalhador tem seu dinheiro tomado,
compulsoriamente, para sindicatos e centrais, mas o presidente veta a
exigência de qualquer prestação de contas desses recursos; onde instituições
vitais são tratadas a pão e água, enquanto se distribui bilhões para uma
malta onde cabe de tudo um pouco, desde desertores e assassinos, até simples
espertalhões do mundo artístico. Acho que é preciso acordar.