Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Junho 2008
Índice Geral
23/06/08
• Corrupção como meio de conquista de hegemonia.
As evidências da não existência
de forças vivas e capacitadas de oposição, nos âmbitos politico, midiático ou
popular, deixam claro que só e tão somente a intervenção das Forças
Armadas - nossa única e última esperança - no cumprimento de suas funções
constitucionais de defesa do povo e do Estado Democrático de Direito, poderá
encerrar este período podre de nossa História e impedir a instalação
definitiva da ditadura comunista que se anuncia.
M.
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Fonte: Blog 24H= Liberdade de
Opinião Democrática
[06/06/08]
APODRECEU, MAS NÃO VAI CAIR DE
PODRE!
É evidente, para qualquer pessoa informada e honesta,
que o governo apodreceu. Ou melhor, o esquema todo apodreceu. Não
pela corrupção endêmica que infecta - há mais de dois séculos - a política
nacional. Não. Apodreceu porque um grupo privado,
tendo à frente um líder de massas com alta popularidade, resolveu usar a velha
corrupção como meio de conquista de hegemonia.
O PT não é, particularmente, um partido mais corrupto
do que qualquer outra gangue política que pontifica na nossa partidocracia.
O problema com o PT não é a corrupção individual, egoística, praticada por
alguns de seus membros. Isso, como se diz, sai na urina, sem causar maiores
comoções no nosso carcomido, porém resiliente, corpo político. O problema é
que - com objetivos estritamente políticos, não apenas nem principalmente
pessoais (como a vontade de enriquecer, de se dar bem, de permanecer em
evidência na cena pública - motivos recorrentes do político corrupto
tradicional) - o PT no governo resolveu estabelecer uma certa coordenação das
operações de guerra (sim, a conquista de hegemonia é uma guerra, em geral uma
guerra de posição, travada em trincheiras) no coração da presidência, no
Palácio do Planalto.
Confiram. Mais de 80% dos escândalos dos últimos quatro anos tiveram sua
origem no Palácio do Planalto, sob as barbas de um presidente que, escudado em
altos índices de popularidade, pode ter o desplante de repetir ad nausean que
nunca viu nada, nunca soube de nada.
No Palácio, o centro infeccioso da corrupção sistêmica, da corrupção
instrumentalizada para servir a um propósito político coletivo, é a Casa
Civil. Não é por acaso que Dirceu a partir de certo momento e, agora, Dilma,
não conseguem mais fazer nada a não ser negar as denúncias que chegam em
avalanche. Querem nos tapiar dizendo que as oposições
estão por trás dessas armações com objetivos eleitorais. A tese é risível.
Coitadas das oposições. São grupos desfibrados, compostos - em sua ampla
maioria - por carreiristas apequenados pelas suas ambições mesquinhas. Se
pudessem, adeririam ao governo de cabeça baixa, de joelhos, de quatro até.
Só não fazem isso porque sabem que não serão aceitos ou, se forem,
serão alocados na periferia das decisões. Os mais sérios - porque os há -
refugiam-se da política em administrações locais ou estaduais, tentando
realizar maravilhas para mostrar nos programas eleitorais na TV. Aí começa e
aí acaba o seu papel de agentes políticos.
O período que vivemos é tenebroso para a democracia e para o desenvolvimento
humano e social sustentável do país. Mas será - antevejo com tristeza - um
período de longa duração. Em parte pela falta de alternativas políticas.
O PSDB bombardeou sistematicamente nossas rotas de fuga
dessa situação (basta ver o papel cumprido por Alckmin na última campanha
presidencial) e agora, apesar de tudo o que aconteceu, continua prestando
serviços ao poder corrupto, continua fazendo acordos vergonhosos nas CPIs,
continua fazendo de conta que está tudo bem, que a política é assim mesmo,
esperando as próximas eleições para tentar conquistar um boquinha no Estado.
O governo apodreceu, sim, mas não esperem que ele cairá de podre. Governos não
caem assim, sem uma força que os demova. Essa força não sairá, já vimos, do
sistema de partidos. Teria que vir da sociedade. Mas
qualquer iniciativa ético-democrática da sociedade será desarmada prontamente…
pelo governo? Não, por incrível que pareça, pelas oposições! Foram elas que
inviabilizaram um processo de impeachment contra Lula que reunia 100 (cem) -
repito: 100 - vezes mais evidências justificatórias do que o processo de
Collor de Mello.
Agora é tarde. É preciso esperar que um novo período se abra em virtude de
fatores imponderáveis, de um fato extraordinário sobre o qual as oposições
partidárias não tenham qualquer influência. Aliás, todos sabem que os
problemas enfrentados por Lula não tiveram, em 99% dos casos, um dedo da
oposição. Foram os próprios petistas e sua base de apoio os responsáveis pelo
surgimento dos escândalos. E não há qualquer razão
para esperar que as coisas sejam diferentes daqui para frente.
Enviado por: Augusto de Franco [email protected] (06/06/2008