Blog do M
(Márcio Del Cístia)

Julho 2008               Índice Geral


31/07/08

IDIOTAS RECICLADOS - por Olavo de Carvalho

---- Original Message -----
From: M
Sent: Thursday,
July 31, 2008 11:54 AM
Subject: IDIOTAS RECICLADOS - por Olavo de Carvalho

Amigos
Ao longo de anos observando o 'agir comunista', mais se me sedimenta o entendimento que Marx, Engels, Gramsci e tutti quanti jamais passaram de títeres manipulados por uma inteligência maior, com um conhecimento do Homem que aqueles jamais tiveram.
O "novo código de moralidade", de que fala Olavo, carreia iscas endereçadas especificamente aos muito jovens.
Quem, mais que o adolescente hormonalmente induzido à rebelião contra o status quo - qualquer seja este, note-se! - engoliria com tanta presteza e gozo o anzol da 'liberdade ilimitada'?
Que ainda implica pisotear valores tradicionais, caros aos detestados 'coroas'?
-- Mó delícia, cara!
Resiste-se a uma tal 'liberdade' temperada ainda com veladas sugestões de onipotência?
-- Mudar o mundo, sô!!!
Quem, mais que o muito jovem em transição de identidade, é capaz de vender à alma - e a incipiente racionalidade - para ser aceito pela tchurma?
Ou abraçar qualquer pretexto para aliviar as obsedantes culpas quanto às emergentes agressividade e sexualidade?
-- "Os fins justificam..."
Tudo! Mesmo comer a namoradinha do melhor amigo... tão gostosa, meu!
É o paraíso da anomia para os tontinhos que fomos, crentes na própria eternidade e incolumidade.
A sub-humanidade vermelha que já apresenta cãs e barbas brancas, toda ela, fez sua entrada ideológica naqueles anos. E jamais superou a adolescência, antes a corrompeu.
É ver frutos verdes que apodrecem nos galhos, antes da maturação.
Ora, é precisamente esta putrefação que garante a permanência nas 'lides marxistas'. A humilhação de encará-la, condicionante absoluta para superação e 'cura', só é peitada por valentes. A coragem de empreender o trabalho sobre si mesmo - a mais difícil tarefa possível aos seres humanos. É para poucos, para os especiais.
Já notaram a universal covardia dos comunas escolados? Suas lutas, se oferecem risco, são sempre e exclusivamente travadas com as mãos-dos-gatos - idiotas úteis manipulados como massa de manobra.
Tal covardia é ingrediente inseparável da compulsão pelo poder e mãe da crueldade fria e implacável de que são useiros.
Baixe-lhes um cacete firme e mijam-se nas calças.

Sintomático:
- ninguém em idade de razão adere a tal lixo conceitual.
- não existe comunista após uma psicoterapia efetiva.
- comunista odeia psicoterapia.

É este lixo, cuja essência humana apodreceu, que hoje assenhoreando-se da Nação impõe o aviso:
"Abandonai toda esperança, vós que entrais!"

Leia Olavo. E divulgue.
Abs
M

--------------------------------

[31/07/08] IDIOTAS RECICLADOS por Olavo de Carvalho

Levei décadas para compreender que a sedução esquerdista não me conquistou – nem a mim nem a meus companheiros de geração – pelo conteúdo ativo da sua proposta ideológica, que só conhecíamos muito superficialmente, mas sim pela oferta implícita de um novo código de moralidade, que chegava a nós sem palavras, pela impregnação difusa na convivência diária. O que definia esse estilo era que os nossos atos já não seriam julgados pelo seu teor moral objetivo, mas pela sua conexão hipotética com os fins últimos do movimento revolucionário. Como esses fins eram remotíssimos e só acessíveis poeticamente, os sentimentos do grupo militante tornavam-se a única referência capaz de decidir, sem necessidade ou possibilidade de grande fundamento racional, se a nossa conduta pessoal se enquadrava ou não nos padrões esperados. Libertávamo-nos da “moral burguesa” escravizando-nos à autoridade irracional de um círculo de “companheiros”, cuja afeição se tornava o único fiador da salvação da nossa alma ante o tribunal da História. O apego ao grupo era fortalecido pelo ódio a inimigos que não conhecíamos, dos quais nada sabíamos, mas de quem imaginávamos com facilidade as piores coisas, deleitando-nos então de pertencer à comunidade dos bons.

Se entendi que as coisas se passaram assim, foi através de auto-exames francamente humilhantes. Humilhantes, porém obrigatórios. Considerando-se a extensão e a gravidade dos crimes praticados pelo comunismo contra a espécie humana, o dever mais óbvio daqueles que se desiludem com ele é aprofundar a ruptura, investigando dentro de si até extirpar as últimas raízes do erro monstruoso em que se acumpliciaram. No entanto, poucos fazem isso: a maioria limita-se a transitar da categoria de militantes para a de idiotas úteis – às vezes até mais úteis do que eram como militantes.

A principal razão disso é que abandonar o comunismo lhes custou um investimento psicológico muito grande: no instante seguinte estão cansados demais para um segundo esforço de auto-superação. Tratam então de acomodar-se no círculo mais próximo, a chamada “esquerda democrática”, e aí repousar na contemplação dos seus dois grandes méritos imaginários: o mérito de aderir ao comunismo por amor à justiça, o mérito de afastar-se dele em busca de mais justiça. Refugiando-se da mentira numa nova mentira, tornam-se facilmente chantageáveis por seus velhos companheiros, cuja amizade insistem em conservar como relíquia de um passado querido ou como analgésico contra a dor da separação ideológica.

O preço dessa amizade é uma terceira mentira. Na perspectiva comunista, a idéia de relação pessoal separada da devoção partidária é um mito burguês desprezível. O recém-divorciado tem de se esquecer disso para poder fingir que seus antigos companheiros de militância são agora seus amigos sem nenhum interesse político, ao passo que eles, fiéis ao mandamento de jamais sobrepor as afeições do coração aos sagrados interesses do Partido, estão ansiosos por uma oportunidade de usar politicamente o novo “companheiro de viagem” para dar sentido moral à continuação de uma amizade que, sem isso, lhes pareceria uma futilidade pecaminosa.

Essa oportunidade aparece assim que o Partido cria mais uma “frente ampla”, como o faz de tempos em tempos, angariando o apoio de uma variedade de correntes de opinião para objetivos cujas implicações de longo prazo a maioria não precisa enxergar nem compreender. Aí o militante transviado dificilmente resiste à proposta de agradar a seus companheiros de juventude sem perder uma sensação de independência tão deliciosa quanto ilusória. Reciclado como “companheiro de viagem”, ele volta a integrar a estratégia partidária, sem o ônus da submissão explícita.

É assim que se explicam, por exemplo, fenômenos como as epidemias de lulismo ou obamismo entre pessoas que se imaginam imunes a todo apelo do seu passado esquerdista. Ao criar os Obamas e Lulas, a esquerda revolucionária faz como uma igreja que se abre, por esperteza ecumênica, ao retorno dos apóstatas para uma visitinha sem compromisso.
 

Índice Geral

Hosted by www.Geocities.ws

1