Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Julho 2008
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09/07/08
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O que está em risco não é o clima, mas a liberdade
----- Original Message
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From: M
Sent: Wednesday, July 09, 2008
10:44 AM
Subject: O que está em risco não é o clima, mas a liberdade
Amigos
A mais maléfica guerra, hoje insidiosa e encoberta, se faz contra toda a
humanidade.
Suas armas já não são bombas e canhões, mas a mentira amplamente divulgada,
sufocando a Verdade.
A degradação de valores eternos entre nossa gente,
a corrupção e destruição do Estado de Direito,
a fragmentação e roubo do território nacional,
que estamos sofrendo sob o gadanho do Foro de São Paulo e de seus prepostos
comuno-petistas,
são apenas aspectos particulares, setoriais, de uma estratégia agressiva maior
e ainda mais ambiciosa,
que não busca matar, mas subjugar corações e mentes para escravizar-nos sob um
poder único e global.
Conheça e divulgue.
Porque, hoje, não saber é mortal.
M.
"Para o triunfo do mal, basta que os bons não
façam nada."
"Ninguém comete erro maior do que nada fazer porque só pode fazer um pouco."
Edmund Burke
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Fonte: 2008 MidiaSemMascara.org
[09/07/08] O que está em risco não é o clima, mas a liberdade por
Václav Klaus, presidente da República Tcheca em 09 de julho de 2008
Resumo: A questão do aquecimento global tem mais a ver com ciências sociais do
que naturais, e mais a ver com o homem e a sua liberdade do que com a variação
de décimos de um grau Celsius na temperatura média global.
Vivemos tempos estranhos. Um inverno excepcionalmente quente é suficiente –
desconsiderando o fato de que no decorrer do século XX a temperatura global
cresceu apenas 0,6 por cento – para que os ambientalistas e seus seguidores
sugiram medidas radicais para fazer algo – e fazê-lo já – quanto ao clima. No
ano passado, o dito “documentário” de Al-Gore foi exibido em cinemas no mundo
todo, o relatório britânico Stern – mais ou menos de Tony Blair – foi
publicado, o quarto relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas foi concretizado e a conferência do Grupo dos Oito
anunciou a vontade de se fazer algo em relação ao clima. As pessoas racionais
e defensoras da liberdade devem se pronunciar. Os ditames do politicamente
correto são rígidos e apenas uma verdade autorizada, não pela primeira vez na
história, nos é imposta. Todo o resto é denunciado.
O escritor Michael Crichton declarou de forma clara: “O maior desafio que
enfrenta a humanidade é distinguir a realidade da fantasia, a verdade da
popaganda”. Eu entendo da mesma maneira, porque a histeria do aquecimento
global tornou-se o maior exemplo do problema da verdade versus a propaganda.
Requer-se coragem para opor-se à verdade “estabelecida”, embora muitas pessoas
– incluindo cientistas renomados – vejam a questão das mudanças climáticas de
forma totalmente diversa. Eles protestam contra a arrogância daqueles que
defendem a hipótese do aquecimento global estar relacionado às atividades
humanas.
Como alguém que viveu sob o comunismo a maior parte da sua vida, sinto-me
obrigado a dizer que vejo no ambicioso ambientalismo, e não no comunismo, a
maior ameaça à liberdade, à democracia, à economia de mercado e à
prosperidade, hoje. Esta ideologia quer substituir a evolução livre e
espontânea da humanidade por algum tipo de planejamento central (agora
global).
Os ambientalistas pedem por ação política imediata porque eles não acreditam
no impacto positivo do crescimento econômico a longo prazo, e ignoram tanto o
progresso tecnológico de que as futuras gerações sem dúvida usufruirão como o
fato comprovado de que, quanto maior a riqueza da sociedade, maior é a
qualidade do meio ambiente. Eles são malthusianos pessimistas.
Os cientistas deveriam nos ajudar e levar em consideração os efeitos políticos
de suas opiniões. Eles têm como obrigação declarar suas acepções políticas e
juízos de valor e o quanto estes afetam as suas seleções e interpretações das
evidências científicas.
Faz algum sentido falar sobre aquecimento da Terra quando analisamos o caso no
contexto da evolução do nosso planeta ao longo de centenas de milhões de anos?
Todas as crianças aprendem na escola sobre as variações da temperatura, sobre
as eras glaciais, sobre o clima muito mais quente da Idade Média. Todos nós
percebemos que mesmo durante a nossa vida ocorrem mudanças de temperatura (em
ambas as direções).
Graças a avanços na tecnologia, o crescimento da riqueza disponível, a
racionalidade das instituições e a capacidade dos países se organizarem, a
adaptabilidade da sociedade humana cresceu radicalmente. E ela vai continuar
crescendo e vai solucionar qualquer conseqüência em potencial de variações
climáticas moderadas.
Concordo com o professor Richard Lindzen, do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts, que disse: “As gerações futuras vão se admirar com a estupidez
desconcertante de que o mundo desenvolvido do início do século XXI entrou em
um pânico histérico a respeito de um aumento de temperatura global médio de
alguns poucos décimos de grau, e, com base em exageros grosseiros de projeções
feitas por computador de forma altamente duvidosa, combinado a uma implausível
cadeia de inferências, passou a contemplar a possibilidade de reverter a era
industrial”.
A questão do aquecimento global tem mais a ver com ciências sociais do que
naturais, e mais a ver com o homem e a sua liberdade do que com a variação de
décimos de um grau Celsius na temperatura média global. Como uma testemunha do
atual debate mundial sobre mudança climática, eu sugiro o seguinte:
- Pequenas mudanças climáticas não demandam medidas restritivas abrangentes
- Qualquer supressão da liberdade e da democracia deve ser evitada
- Em lugar de organizar as pessoas de cima para abaixo, deixemos que cada um
viva como quiser
- Resistamos à politização da ciência e oponhamo-nos ao termo “consenso
científico”, que é sempre alcançado por uma minoria barulhenta, nunca por uma
maioria silenciosa
- Ao invés de falar sobre “o meio ambiente”, sejamos atentos a ele no nosso
dia-a-dia
- Sejamos humildes, porém confiantes na evolução espontânea da sociedade
humana. Acreditemos na sua racionalidade e não tentemos freá-la ou desviá-la
em qualquer direção.
- Não nos assustemos com previsões catastróficas ou utilizemo-nas para
defender e promover intervenções irracionais nas vidas humanas.
* Václav Klaus é presidente da República Tcheca
Fonte: Financial Times UK -
http://www.hacer.org/current/LATAM232.php
Tradução: Marcel van Hattem
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