Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Fevereiro 2008
Índice Geral
19/02/08
• Um Governo Surrealista
----- Original Message -----
From: M
To: undisclosed-recipients
Sent: Tuesday, February 19, 2008 12:05 PM
Subject: Um Governo Surrealista 17-02-2008
O autor deste excelente texto -
Um
Governo Surrealista - é um militar
reformado. Como Aluísio Madruga, Mário Ivan, Carlos Azambujah, Jorge Ribeiro,
G.T.Melo, Walter Starling Lopes, Raul Gonçaves, Sávio Costa, Jarbas Passarinho,
Cel. Lício e tantos outros, franco-atiradores ou reunidos em grupos -
Guararapes, Inconfidência... - têm vindo a público por todas as mídias
acessíveis, por sinal, raríssimas. Trazem-nos análises lúcidas, inteligentes e
muito, muito em especial, com um diferencial característico - a honestidade
franca e limpa dos valentes.
Observe que não tergiversam, nem discursam; nada demagógicos, tampouco pecam
pela leniência comum na grande mídia; sem joguinhos de egos ou brilharecos de
estilo, apresentam com simplicidade sem simplismos, mensagem clara e direta:
há uma revolução comuno-petista em marcha, e está prestes a vencer-nos.
Apostam no bom-senso, acreditam na inteligência do brasileiro.
Também acredito.
Não obstante a aparente endemia de estupidez acachapante que nos acomete
SE verdadeiros os 65% de Bom e Ótimo em recente pesquisa sobre o governo e a
figura do Inácio da Silva.
Repito com ênfase: SE...
A distribuição de números em pesquisas expressam uma lei que quantifica a
repartição de caracteres nos grandes grupos naturais, e que, suponho, é atuante
em todo o universo biológico.
Grosso modo, sempre encontramos diferentes percentuais de dadas habilidades - ou
características - divididos em faixas numéricas ao longo de uma população: - o
primarismo mais tosco, em pequena quantidade, lá embaixo na escala,
contrapondo-se a número aproximadamente similar de excelência, bem no topo.
Os bestificantes e bestificados 65% referidos - se honestamente aferidos
- representam uma corrupção da regra ao maxximizar anomalamente o mais baixo
substrato escalar. Em outras palavras, o massivo cretinismo caboclo apontado
pela pesquisa é uma anomalia estatística manifesta. E tão gritante que impõe
supor a interveniência causal de variável incomum e artificial, explicável por
uma ou duas hipóteses, somadas:
1. uma fantástica eficiência de quatro décadas de sistemática e intencional
destruição da inteligência nacional, do sadio bom-senso de nossa gente, de sua
consciência crítica, de elementar senso de proporções e valores pela conhecida
subreptícia aplicação de táticas gramscianas a cargo de 'agentes de influência'
- née idiotas úteis - comunistas em geral ee comuno-petistas em particular,
sabidamente infiltrados nas mídias, escolas, igrejas...
2. e/ou uma bem paga maquiagem, uma falsificação ao estílo chavista em proveito
da canalha hegemônica.
Porque é verdade que hoje se lê e se escuta coisas impensáveis há 40 anos. Uma 'universitariada'
apolítica diz - Afinal que mal há que se instale um governo
marxista/leninista?!, parecer que nos remete direto a Olavo de Carvalho: " -
A diferença, hoje, entre a universidade brasileira e o crime organizado, é
que o crime é organizado."
Esta lei distributiva permite refletir sobre segmentos populacionais e apreciar
diferenças relativas a partir da qualidade dos valores privilegiados dentro de
determinados grupos.
Assim, considerando o estofo atual da enorme maioria de exemplares da classe
política - evidenciado pelo comportamento, faz-se, fácil, uma estimativa dos
valores que os norteiam. Nauseantes, claro.
No extremo oposto, a confiabilidade e carinho espontâneos que nossa gente
ainda tem para com as Forças Armadas - fenômeno que ocorre de forma
absolutamente independente de propaganda ou manipulação de opinião - originam-se
do comportamento manifesto de nossos soldados.
Evidente que a lei de segmentação por extratos qualitativos atua também nestas
corporações. Inevitavelmente, pela lei das probabilidades, haverão aí os
safados, os melancias, carreiristas hipócritas guindáveis a pingues assessorias,
além dos lorra-poucas, usuais em quaisquer agrupamentos humanos.
Entretanto, é tão maior a porcentagem de excelência humana originada da vivência
do sentimento de honra, senso de dever e sacrifício, integridade, conhecimento,
competência e coragem - valores omnipresentes na sua formação - que aquela
ínfima parcela de lixão sub-humano é quase desprezível no quadro maior.
Vida longa aos nossos Soldados e que, se inevitável cair, caiam matando.
Vermelhos e rosinhas
Na seqüência, pareceu-me bom exercício pesquisar a forma pela qual tal lei se
aplica ao universo comunista em geral e comuno-petista em particular, tendo-se
como referências seu comportamento, seu máximo parâmetro ético (Os fins
justiicam...) e em especial - a definitiva prova-dos-nove - os frutos conhecidos
de sua práxis ideológica.
Não o farei aqui por três motivos:
1. É nauseante.
2. É longo demais para este espaço e uma ameaça à paciência do leitor.
3. Já foi feito por cuca muito mais competente - vide
www.olavodecarvalho.org.
Mas, num resumo de trazer-por-casa, o quadro se define cabalmente pelos únicos
três perfis humanos suscetíveis de adesão à tal peste ideológica:
o imbecil, o 'doente' e o esperto,
características que frequentemente se somam no mesmo canalha. Neste grupo, a
universalização do que há de mais baixo e degradado nas possibilidades de
realização humana é tão homogênica que a toda população vermelha melhor se
destaca no quadro maior da inteira espécie como a cloaca maxima.
"Isto" é o que hoje manda no Brasil e em grande parte da América Latina.
Deixo o amigo com o texto de Luís Mauro e com a pergunta:
ATÉ QUANDO VAMOS PERMANECER INERTES?
M.
Fonte: Ternuma
Um Governo Surrealista
Luís Mauro Ferreira Gomes (*)
Em 17 de fevereiro de 2008
(*) Luís Mauro Ferreira Gomes é Coronel-Aviador reformado.
Sempre encontramos dificuldade para entender o que, verdadeiramente, se
pretendia com o supra-realismo, principalmente, no que faz às incursões pelos
domínios dos valores, em particular, os morais, os políticos, os científicos e
os filosóficos.
Nas manifestações artísticas e literárias que inspiraram o movimento, não
podemos negar que, certas vezes, conseguimos encontrar alguma beleza e certa
coerência, até, apesar da inconsistência estética e lógica que propunham, por
princípio.
Ainda assim, parece-nos que, tanto nas Artes quanto na Filosofia, jamais
deveríamos ir além de pequenos retoques que realcem a beleza da realidade, sem
alterar a essência das coisas nem comprometer a verdade, sob cujo primado,
devemos, tanto quanto possível, pautar todas as nossas ações.
Somente privilegiando a razão, que nos distingue dos demais seres vivos que usam
outras habilidades, particularmente, a força bruta, reuniremos melhores
condições de sobrevivência nos mundos natural e social em que vivemos.
Obviamente, não defendemos a renúncia total ao uso da força. Há situações em que
ela é a última linha defensiva contra quem a usa contra nós. Se renunciarmos
definitivamente ao seu emprego, abdicaremos do direito à legítima defesa e nos
condenaremos à morte pelas mãos do inimigo. Empregá-la, nesses casos, é um
dever.
Posto isso, se dúvidas tínhamos sobre as reais possibilidades do Surrealismo, a
simples observação do que acontece no Brasil dirimiu-as todas. Ele existe, sim,
e vem sendo praticado intensamente em todas as instâncias do governo brasileiro.
Os exemplos usados para fundamentar a afirmação foram escolhidos entre fatos
políticos recentes, que, por certo, serão lembrados pelos leitores, mas a
coleção completa, constante dos outros artigos que vimos escrevendo, desde o
início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio da Silva, mostra que o
fenômeno é verdadeiro e constante no tempo, em todo o período considerado.
O Globo, na primeira página da edição de 10 de fevereiro, noticia: “Doenças
ligadas à pobreza, como diarréia, desnutrição, malária e tuberculose, matam 33,5
mil pessoas por ano no Brasil – mais que o total de vítimas de acidentes de
trânsito”.
De início, vemos que os programas sociais, conhecidos como bolsas-esmola, podem
comprar votos, mas não compram saneamento nem saúde.
Ainda assim, era de se esperar que o governo, diante dessas estatísticas que
evidenciam o fracasso da gestão, adotasse medidas enérgicas para corrigir o
problema. Mas não! Os governantes preferem deixar a Saúde Pública abandonada,
para transferir a culpa da própria irresponsabilidade para a oposição, que, em
boa hora, fulminou a PEC que prorrogava a CPMF.
Paradoxalmente, o que vimos foi a edição de Medida Provisória que proíbe a venda
de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais localizados em rodovias
federais ou nas suas proximidades. Outra irracionalidade. Em vez de punir o
motorista que dirige imprudentemente ou provoca acidente, castigam passageiros e
comerciantes, como se proibir por proibir fosse a solução. A medida arbitrária,
além de ineficaz, é inexeqüível, mas isso pouco importa. Ela rende dividendos
demagógicos e mantém os cidadãos acuados, sob a dominação de um Estado feroz que
os deixa sem condições para pensar nos problemas mais sérios que os afligem e no
governo que os oprime. Além do mais, estimula, ainda, a corrupção policial.
Não há dinheiro para investir em saúde nem para a manutenção das nossas
estradas, contudo o presidente da República doa um hospital para a Nigéria e
“empresta”, sabidamente a fundo perdido, dois bilhões de dólares ao ditador
Fidel Castro para, justamente, aplicar nas estradas cubanas.
Também falta dinheiro para o aumento dos funcionários públicos, enquanto
ministros de Estado, funcionários públicos aliados e parentes do presidente
fazem a maior farra com dinheiro público desviado, servindo-se, para tanto, dos
cartões de crédito corporativos que, supostamente, foram introduzidos para
impedi-lo.
Descobertas e denunciadas as irregularidades, enganou-se quem pensou que o
governo iria apurar os fatos e punir os culpados. Doce ilusão! O que vimos foi a
ministra-chefe da Casa Civil, com a agressividade que lhe é peculiar desde os
tempos de guerrilheira, atropelar a verdade, alegando, para “provar” a lisura
dos gastos, entre outras bobagens, que as despesas com suprimentos de fundos
diminuíram no atual governo.
Outra solução engendrada para prevenir o desgaste decorrente de “acidentes”
futuros é tirar os cartões dos ministros, passando-os a “aspones” dispensáveis,
que assumiriam o ônus das utilizações irregulares. Mais uma tentativa ridícula
de delegar a responsabilidade juntamente com a competência, como vem fazendo,
com rara habilidade, o próprio presidente.
Mas o mais lamentável é que, na entrevista coletiva, a ministra e um jornalista,
que também não vamos qualificar, pois as respectivas folhas-corridas são
bastante conhecidas, estavam acompanhados do Chefe da Agência Brasileira de
Inteligência, aparentemente, para coonestar, com o prestígio que as Forças
Armadas brasileiras desfrutam junto ao povo, o embuste que se praticava.
Com espanto e decepção, vimos o General demonstrar exagerada preocupação com a
segurança presidencial, que, nada indica, esteja ameaçada, mesmo porque os
nossos terroristas são seus companheiros e estão, quase todos os ainda vivos, no
seu governo ou em partidos da sua base de sustentação política.
Mas a afinidade com os terroristas não pára por aí. Ao mesmo tempo em que o
governo prende e deporta atletas cubanos ameaçados pelo tirano local e se mostra
“indiferente” aos cidadãos colombianos que conseguiram atravessar as nossas
fronteiras, fugindo dos horrores das FARC, concede, ao arrepio da Lei, a
proteção do instituto do asilo para um narcotraficante das mesmas FARC, que se
diz padre e foi acusado de ser o portador de doação ilegal de cinco milhões de
dólares do narcoterrorismo colombiano para a campanha de reeleição do
presidente.
E o chefe da ABIN não hesitou em culpar e ameaçar quem liberou os dados do
consumo com cartões ligados à presidência para o Portal da Transparência,
afirmando, ainda, que os gastos com o presidente e com seus familiares não mais
seriam divulgados, justificando-o com a afirmação de que “excesso de
transparência gera insegurança”.
Se, como disse, pelo volume de tais desembolsos, elementos mal-intencionados
poderiam saber quantas pessoas compõem a segurança presidencial, a disseminação
talvez fosse desejável: quem quer que tivesse acesso ao montante usado
desistiria das intenções hostis, desestimulado por imaginar um verdadeiro
exército a defender tão poucas pessoas.
Não obstante, a futilidade dos dispêndios mostra que, verdadeiramente, ninguém
está preocupado com segurança. O que querem, mesmo, é se servirem do dinheiro
público, como se deles fosse.
Todas as nações têm verbas secretas, sim. Estas, porém, são, normalmente, as
destinadas aos serviços de informações e ao reequipamento, ao preparo e ao
emprego das Forças Armadas. No Brasil, as previsões orçamentárias
insignificantes a elas destinadas são, sistemática e ostensivamente, divulgadas,
expondo a vulnerabilidade criminosa que um governo hostil vem impondo ao País,
mediante o esfacelamento de uma das pouquíssimas instituições ainda não
corrompidas, e a única capaz de defendê-lo das ameaças externas e impedir a
dissolução do Estado de direito, se, ou quando, isso vier a ser tentado.
Desse modo, melhor faria Sua Excelência, se estivesse mais preocupado com o
enfraquecimento das Forças Armadas e com o que, verdadeiramente, ameaça o
governo: a corrupção epidêmica que o acomete em todos os níveis e as investidas
subversivas de seus integrantes, tudo com a conivência do presidente da
República, que, como sempre, nada vê, nada ouve, nada sabe e nada faz.
Afinado, em coro com os outros atores já citados, o ministro da Justiça, sem
nenhum pejo, dá uma inquestionável prova de que, como ministro, está mais a
serviço do PT do que do Estado brasileiro, ao declarar que a apuração dos
desvios apontados no uso dos cartões neste governo deveria retroagir à
administração anterior e incluir, também, os gastos com suprimentos de fundos.
Segundo ele, veríamos, então, quem gastou mais e cometeu mais irregularidades.
Mais um que procura isentar de responsabilidade agentes governamentais acusados
de uso indevido de dinheiro público, com o subterfúgio de que, em outros
governos, também o faziam.
A titular do ministério do racismo do governo petista, uma das acusadas de uso
inadequado do cartão, sentindo-se sem condição de permanecer, demitiu-se do
cargo. Mas não o fez por vergonha ou para facilitar as investigações. Parece
óbvio que saiu para poupar o presidente, que preferiu, “entregar os anéis para
não perder os dedos”. Depois de livrar-se dela, como nas incontáveis vezes que a
história já se repetiu, não poupou elogios à companheira descartada.
Esta, porém, procurou defender-se da irregularidade administrativa que lhe é
imputada, pretextando ter sido vítima de racismo. Que racismo? Do presidente ou
de si própria? Esqueceu-se a ministra de que, em nenhum momento, seus atributos
físicos pessoais estiveram em jogo. Em questão, estavam, apenas, os seus gastos
com o cartão corporativo. A única coisa que dela se esperava era mostrar a
regularidade desses gastos, se isso fosse possível. Nesse caso, ela estaria
ministra até hoje, fosse de que cor fosse.
Aliás, outra das loucuras perpetradas pelo atual governo é, precisamente, a
reintrodução do racismo, com novas cores, no País. Para as nossas esquerdas, o
preconceito de seus integrantes (como também a corrupção, a incompetência e a
arbitrariedades) é louvável. Condenável, somente o dos outros.
Contaminadas que estão por uma lógica esdrúxula, não conseguem ver que são tão
cruéis, perigosas e execráveis quanto o que houve de pior na humanidade, aí
incluídos o nazismo e o fascismo, com os quais guardam forte semelhança. Que
diferença haverá entre Hitler e Mussolini, de um lado, e, do outro, Stalin, Mao,
Enver Hoxha, Ceausescu, Kim Jong-il, Pol Pot, Fidel Castro e muitos mais? A
resposta é simples: o número muito maior de ditadores sanguinários e genocidas
entre os comunistas. Em covardia e selvageria os dois grupos são equivalentes.
Outra diferença é a tolerância e a leniência irracionais com que, no Brasil,
estes últimos são tratados.
O governo e seu partido controlam, completamente, os institutos de pesquisa que
– para não perderem as contas milionárias que, além das institucionais, incluem
as das empresas estatais e de economia mista – continuam a fraudar, impunemente,
os seus levantamentos, conforme as conveniências do momento, servindo-se, para
tal, dos mais variados expedientes. Um dos mais simples acaba de ser usado. Como
dissemos, as Forças Armadas têm grande prestigio e, geralmente, são indicadas
como a instituição em que mais as pessoas confiam. Para, dolosamente,
escamoteá-lo, pesquisa recentemente divulgada não as incluiu entre as opções
apresentadas. Resultado: a Imprensa foi considerada a instituição mais
confiável.
Quem diria, justamente a imprensa, que, também para não perder, as benesses
oficiais, deixou de ser livre para tornar-se majoritariamente governista.
Assim é que os meios de comunicação até divulgam notícias negativas sobre o
governo, mas o fazem, na maioria das vezes, apenas para fingir isenção,
abstendo-se, porém, de levá-las às últimas conseqüências.
Isso faz com que negociatas políticas sejam amplamente divulgadas, mas somente o
suficiente para vender jornais, enquanto os agentes envolvidos debocham da
sociedade e colhem, vitoriosos, os frutos dos conchavos que fazem as clara,
seguros da impunidade.
Como explicar que, depois de hesitar e demonstrar desagrado e constrangimento
com a indicação do PMDB (ou fingi-los), o presidente tenha cedido à pressão e
nomeado o Senador Edison Lobão, mais um que nada entende da pasta, para o
Ministério das Minas e Energia. Se fosse para o ministério da Cultura, até
entenderíamos, uma vez que o senador é pianista.
No entanto, como os fatos noticiados indicam, a nomeação, feita em troca de
votos de congressistas cooptados, a qualquer preço, para a implantação do
projeto de poder petista, desta vez, teve, além das motivações normais
(geralmente muito pouco éticas), claramente um objetivo fundamental que
justificava tanta insistência do partido, apesar de todo o desgaste que
causaria: a necessidade de dar foro privilegiado ao suplente do senador, seu
filho, acusado de sonegação fiscal mediante o uso de laranja, de ser sócio
oculto de uma empresa e de praticar irregularidade na venda de uma emissora de
televisão.
Durante a posse do novo ministro, o presidente tentou, em discurso demagógico,
transferir a responsabilidade de suas reticências para oposição, como se fosse
esta que tivesse interesse em impedir a nomeação.
Finalmente, por ingenuidade, alienação, desânimo, interesses escusos, covardia,
ou quaisquer outras motivações, muitos dos que deveriam insurgir-se contra essa
situação caótica assistem, passivamente, à destruição do nosso País ou, mesmo,
colaboram com aqueles que a promovem.
Somente se formos capazes de enfrentá-los com a violência necessária,
conseguiremos vencê-los outra vez. Viveremos, então, em paz e “felizes para
sempre”, pelo menos, por algum tempo. Será, sempre, indispensável estarmos
atentos e preparados para as novas e criativas investidas dos inimigos
ideológicos, cujos pensadores, felizmente, costumam escrever e anunciar, com
grande antecedência, as estratégias que usarão, conforme a evolução dos
acontecimentos. Mas é preciso, antes, acreditarmos em que eles não brincam e
farão o que dizem, a não ser que sejam impedidos.
Por tudo isso, precisamos dar fim, o quanto antes, ao surrealismo extemporâneo
que se abateu sobre nós. Se assim não fizermos, continuaremos a viver em um
mundo irreal e fantasioso, enquanto governantes fanáticos nos escravizam e
destroem, com o nosso consentimento alienado, tudo aquilo que construímos.
Feito isso, implantarão a ditadura comunista, socialista, sindicalista, do
proletariado, bolivariana, ou seja lá o que for, com que sempre sonharam.
Depois não adiantará chorar.