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(Márcio Del Cístia)

Fevereiro 2008               Índice Geral


15/02/08

Perigosa demagogia: Final - T.Sowell

----- Original Message -----
From: M
To: undisclosed-recipients
Sent: Friday, February 15, 2008 9:55 AM
Subject: Perigosa demagogia: Final - T.Sowell

Nota: Thomas Sowell é doutor em Economia pela Universidade de Chicago e autor de mais de uma dezena de livros e inúmeros artigos, abordando tópicos como teoria econômica clássica e ativismo judicial. Atualmente é colaborador do Hoover Institute. 

Sowell termina seu artigo desmontando uma das falácias mais frequentemente usadas pela malícia esquerdopata: o repetido uso desonesto de estatísticas para criar e atiçar "guerra de classes". Vale a pena lê-lo.
Mas hoje, lembra-me um outro articulista frequente no Mídia Sem Máscara, Jeffrey Nyquist; sua insistência em avisar os povos livres do perigo de baixar-se a guarda, renunciando à força, frente à crescente ameaça dos totalitarismos comunista e islâmico, acudiu-me à memória ao ler o blog do Reinaldo Azevedo (
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/  ).
Azevedo comenta posturas de dois jornalistas: um, da Folha, definindo como macarthismo a condenação geral ao uso abusivo de cartões corporativos, e outra - Cora Rónai, lamentando que tantos jornalistas se reduzam a meros justificadores dos atos do Poder.
Comparando analiticamente ambos os textos, Reinaldo lembra-nos de sua crença "...que é possível fazer as coisas segundo as regras democraticamente votadas e estabelecidas - mais do que isso: acredito ser o caminho da legalidade o melhor que temos."
Logo à frente escreve:
" O melhor jornalismo se fez (durante os '70 e '80 ) - e não deixo de ter saudade, como leitor, daquela Folha por exemplo - também do questionamento da doxa esquerdista, não apenas do confronto com a estupidez do regime militar."
Consulto meus botões:
É possível que Reinaldo, que com Olavo de Carvalho é um dos mais mais brilhantes adictos do jornalismo ético - lúcido, informado e valente ( "O Foro de São Paulo não é uma Fantasia" ) - acredite que em nossas atuais condições sócio-políticas em que o Estado de Direito já se tornou o 'direito' do Partido-Estado, regras democráticas sejam o melhor caminho?
Dá-se conta que se não fora "a estupidez do regime militar" ele, hoje, não poderia - sem risco de vida - falar em doxa esquerdista?
Ignora o uso constante pelos esquerdopatas da guerra assimétrica?
Terá engolido a politicamente correta condenação da violência, disseminada precisamente por aqueles que mais descaradamente abusam da truculência?
Difícil acreditar nisto.
Ele sabe que o bisturi que extirpa um tumor está sendo violento. E ético.
Que o policial que alveja o facínora armado está usando violência. Eticamente.
Que o cidadão detonando o bandido que ameaça sua família exerce - eticamente - um direito elementar.
Como tantas outras características humanas, a violência é um instrumento. Pode ser bem ou mal usado. E seu emprego em condições extremas de defesa de direitos básicos, é um imperativo ético.
Como bem o sabem nossos cavalheiros fardados.
Ai do tonto que oferece a outra face ao canalha agressor.
Choro e ranger de dentes para o povo que só opõe 'legalismos' à demencial sanha esquerdótica pelo poder.
De meus tempos de tatami trago extremado amor às regras cavalheirescas. Nos torneios, a deslealdade era impensável. Entre homens íntegros disputava-se em competência, um jogo amistoso que finalizava por mútuo e cordial cumprimento entre iguais.
Assim, entre cavalheiros, disputa-se lealmente.
Mas, a um canalha que lhe agride o direito à vida, executa-se.

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Acredito que se esta ficha não descer - e rápido! - estaremos nos condenando às trevas da escravização pela nomenklatura esquerdopata, sem luz visível ao fim do túnel dos tempos.
Táticas gramscianas de guerra psicológica - pela insídia encoberta, pela subreptícia agressão aos direitos humanos elementares, pela bem disfarçada destruição dos valores sadios e do 'espírito' de uma nação e por roubar às vítimas não só a consciência de serem vítimas, mas a própria vontade de conhecer e lutar- é a epítome da mais covarde e imunda forma de violência já empregada na história da espécie.
A perversão corrompida que dá origem a tais ações aponta claramente para uma condição de sub-humanidade, expressão sinônima para canalha - o vero estofo por trás da aparência elegante, da habilidade articular, dos títulos universitários, dos brilhos humanistas pra-inglês-ver...
Enxergue o que as máscaras escondem.
Ou então, continue dormindo, otário,
e meus mais cordiais votos para que a terra lhe seja leve.
M.

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Perigosa demagogia: Parte II (Final) por Thomas Sowell em 15 de fevereiro de 2008

Resumo: O ano eleitoral trás de volta a velha mentira segundo a qual há um fosso crescente entre ricos e pobres, dando uma boa chance para as pessoas que ainda não trocaram fatos reais pela retórica considerarem se não estão sendo enganadas sobre o assunto.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Todo mundo espera que os políticos mintam, especialmente em ano eleitoral. Você pode apostar o dinheiro do seu aluguel nisso.

Dentre as muitas mentiras que esperamos ouvir neste ano eleitoral, nenhuma será maior ou mais freqüentemente repetida, pelos políticos e pela mídia, do que a de que há um crescente fosso entre os ricos e os pobres.

Por que isso é mentira, quando há tanta estatística que parece substanciá-la?

Comecemos pelo começo e avancemos um passo de cada vez.

Primeiramente, há uma diferença fundamental entre as categorias estatísticas e os seres humanos de carne e osso.

Quando há uma crescente disparidade entre uma e outra categoria estatística com o passar do tempo, isso não significa que haja uma correspondente disparidade crescente entre os seres humanos de carne e osso com o passar do tempo, pois os seres humanos se movem de uma para outra categoria estatística.

As categorias estatísticas, nesse caso, são faixas de renda. Não há dúvidas de que a renda das faixas superiores tem se elevado tanto absoluta quanto relativamente em relação às faixas inferiores de renda.

O engraçado é que milhões de pessoas se movem de uma para outra faixa de renda.

Ainda mais engraçado é que os contribuintes cuja renda estava na faixa inferior dos 20% em 1996 tiveram um aumento de 91% até 2005.

Enquanto isso, os contribuintes na faixa superior de um centésimo por cento – “os ricos” e “super-ricos”, se você for acreditar nos políticos e na mídia – tiveram sua renda reduzida em 26% durante o mesmo período.

Obviamente, quando a renda de milhões de pessoas quase dobra numa década, muitos deles saem das faixas inferiores de renda. Igualmente, quando outras pessoas que estavam no topo vêem sua renda cair de um quarto, muito delas descem de faixa de renda.

Quando falamos dos “ricos” e dos “pobres”, queremos dizer seres humanos ricos e pobres, não faixas estatísticas de ricos e pobres. Mesmo assim, os políticos e a mídia tratam as pessoas e as categorias estatísticas com se fossem a mesma coisa.

Em parte, a razão para isso é que os dados estatísticos das faixas de renda são mais numerosos e mais fáceis de se encontrar, tanto nas estatísticas do Census Bureau [o IBGE americano] quanto numa variedade de outros lugares.

Os dados de seres humanos de carne e osso e sua evolução temporal estão, no entanto, também disponíveis. As estatísticas mencionadas acima são do Treasury Department [Ministério da Fazenda], que recebe as declarações de impostos das pessoas, o que possibilita a esse órgão acompanhar a evolução temporal da renda de cada contribuinte individualmente.

Você mesmo pode verificar os números num relatório de Treasury Department de 13 de novembro de 2007, intitulado “Income Mobility in the United States from 1996 to 2005” [Mobilidade de Renda nos EUA de 1996 a 2005]. Você pode encontrar um resumo dos mesmos dados no editorial do Wall Street Journal na mesma data.

Esses não são os únicos dados que podem contar uma histórica diametralmente oposta à dos políticos e da mídia, de que os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

Um estudo prévio do Treasury Department mostrava padrões similares para as mudanças de rendas individuais no período de 1979 a 1988.

Além disso, um estudo conduzido na Universidade de Michigan, que acompanhou os mesmos indivíduos por um período de tempo ainda maior, mostra, de forma similar, a maioria subindo, de faixa em faixa, com o passar do tempo – acontecendo isso especialmente com aqueles que começaram na faixa inferior dos 20%.

O painel “The University of Michigan Panel Survey on Income Dynamics” [Painel sobre dinâmica de renda da Universidade de Michigan] mostrou que, dentre as pessoas na faixa inferior dos 20% em 1975, somente 5% estavam ainda nessa categoria em 1991. Quase seis vezes esse número estavam na faixa superior dos 20% em 1991.

Havia um resumo, nos dados da Universidade de Michigan, do relatório anual de 1995 do Federal Reserva Bank os Dallas, que também editou um excerto intitulado “Com os nossos próprios esforços”.

Dentre a intelligentsia, virou moda debochar da mobilidade de renda e considerá-la um “mito de Horatio Alger”[*] – e, como alguém disse certa vez, você não consegue responder ao sarcasmo. Mas vale a pena, para as pessoas que ainda não trocaram fatos reais pela retórica, parar e considerar se não estão sendo enganadas pelos políticos e pela maior parte da mídia.


[*] Horatio Alger myth no original. Um dito popular americano que se refere a Horatio Alger, prolífico escritor do século XIX, que escrevia contos com o mesmo tema: um jovem de infância pobre que se torna um adulto de sucesso. (N. do T.)
Publicado por Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo
Leia também Perigosa demagogia: Parte I

Thomas Sowell é doutor em Economia pela Universidade de Chicago e autor de mais de uma dezena de livros e inúmeros artigos, abordando tópicos como teoria econômica clássica e ativismo judicial. Atualmente é colaborador do Hoover Institute.


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