Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Dezembro 2008
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28/12/08
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A liberdade e a esquerda - T.Sowell
----- Original Message -----
From: M
To: undisclosed-recipients
Sent: Sunday, December 28, 2008 12:30 PM
Subject: A liberdade e a esquerda - T.Sowell
O estilão de Sowell tem como selo inconfundível este abrir com lucidez o
cerne vivo, essencial, dos temas tratados. E o faz com tal engenho e arte
que alcança condensar mais de um sentido em um única frase. Atente para a
primeira delas:
"A maior parte das pessoas na esquerda não
se opõe à liberdade. Elas apenas são favoráveis a todo tipo de coisas que
são incompatíveis com a liberdade."
Significa:
a) - Muitos esquerdistas não alcançam entender que suas intervenções são
negativas e fatalmente limitarão a liberdade.
Esta é a postura do primeiro dos três - únicos e clássicos - perfis humanos
passíveis de adição ao esquerdismo - o imbecil.
O termo resume várias condições, desde a ingenuidade desarmada do
adolescente inexperto até a madura estupidez congênita, incapaz de senso
crítico, desprovida desta humana curiosidade que nos leva a esmiuçar os
vários aspectos de um fenômeno em busca da verdade. Como cracas - cujo Q.I.
compartilham - aderem teimosamente à primeira visão-de-mundo haurida de
algum doutrinador canhoto e tanto, que se tornam inamovíveis, pouco
importando a pertinência e factualidade da argumentação contraditória.
Formam a maior porção das massas de manobras.
b) - Esquerdistas 'dizem' não se opor à liberdade, ao tempo que labutam
por sua extinção.
É a disposição dos dois tipos seguintes, que completam a trilogia maldita:
o 'doente' e o canalha, características frequentemente
somadas no mesmo indivíduo, como ocorria com Karl Marx, Lênin, Stalin,
Trotsky e atualmente, cá por casa. em uns tantos personagens em Brasília.
Entre aspas, porque tal patologia é tão encontradiça que se faz
estatisticamente normal. Refiro-me a fulcros neuróticos que a partir do
inconsciente (instância anímica existente apenas no Outro, claro! Não em
mim, Deus me livre!) determinam as opções existenciais e, sob capas
racionalizantes, moldam o comportamento.
A criatura, em geral, é um 'universitariado', semi-intelectualizado, tem
umas quantas leituras que, inclusive, lhe facultam conhecimento dos efeitos
inevitavelmente ruinosos das ideologias canhotas. Atente, amigo: ele sabe
que o esquerdismo é uma maldição para a humanidade. Este é um dado-chave
para a real natureza deste espécimen:
o anzol que assegura sua adição é precisamente a destrutividade implícita
na práxis ideológica.
É um fato muito bem conhecido por psicoterapeutas, mas que o tipo nega à
própria consciência. E o faz porque o passo seguinte em direção à causa usa
ser insuportável - aceitar que é um medíocre frustrado consumindo-se em
inveja.
( Há tempos, uma pesquisa entre brazucas revelou que 86% dos entrevistados
apontam a inveja como o pior dos defeitos humanos. Mas, atenção! defeito do
Outro. Apenas 1% admitia sentir inveja - ocasionalmente. )
Claramente, todos nós, bípedes implumes, somos suscetíveis à inveja.
Entretanto, seres sadios não a negam, reconhecem sua ocorrência enquanto
evento que nos acomete desde os porões psíquicos, aceitam-na como traço
humano, mas não se identificam com ela (está momentaneamente em nós, mas
não somos aquilo) e cuidam que se dissipe sem prejuízos para ninguém.
Inveja é a difusa sensação da própria incompetência e inferioridade em
relação ao objeto-alvo e tão indigesta para a auto-estima, tão dolorosamente
humilhante, que egos primários tendem a assumir, por dinâmica defensiva
inerente à natureza humana, que a destruição do objeto invejado é, não
apenas, a única solução para seu sofrimento, como também 'perfeitamente
justa'. Para criar-se tão curioso e confortável sentimento de 'justiça',
que alicerça e apóia as resultantes agressões, ativam-se banais mecanismos
projetivos: atiro sobre o invejado todo o lixo anímico que, mui
cuidadosamente, nego reconhecer em mim mesmo: ele - não eu! - é desonesto;
ele - nunca eu! - é ganancioso, odiento, inescrupoloso, agressivo,
mentiroso, destrutivo, voraz, falso, hipócrita... e o que mais se fizer
necessário para configurar no próprio imagínário "um cachorro muito do
fia-da-puta", merecedor de todo meu ódio.
No rude bestunto esquerdótico o futuro 'benefício à humanidade' derivado da
destruição de tamanho monstro, justifica a priori que ele atue com malícia,
que minta, roube, perverta, corrompa, assassine... Para isto foi criado o
sofisma Os fins justificam... Atuando como lente inversora
coadjuvante da auto-cegueira, reveste sua própria monstruosidade com a
brilhante armadura de um paladino pela justiça: "-- Nossa! Como EU sou
ótimo! "
As zelites esquerdopatas, sempre compostas pelo terceiro tipo (canalhas
bem criados) usam ser desdobramentos - por aprofundamento da
auto-corrupção - do segundo perfil, com um fator superlativamente agravante:
a compulsiva ânsia por domínio e poder, temperada com aquela sede de
vingança que era uma característica de Marx.
O foco é neurótico, turbinado pela inevitável dinâmica da compulsão.
Atenta, amigo: compulsão é coerção, imposição interna irresistível que
obriga a dado comportamento, e tanto mais coercitiva quanto mais
inconsciente.
A periculosidade de tal quadro se potencializa maximamente pela completa
ausência de escrúpulos limitantes. Há muito, ele - ateu convicto - sabe que
"se Deus não existe, tudo é permitido." Sabe também que a ideologia
canhota é nada mais que um amontoado de absurdos, mas excelente instrumento
para manipular idiotas. Algo que executa com frio cinismo e total desprezo
pelos "otários".
O símile cabível é o da fera à solta na selva, exclusivamente motivada a
livremente satisfazer seus apetites. É precisamente este o termo com que um
evangelista nos alertava desde séculos - a Fera.
Reagan sabia bem o que dizia ao chamar a URSS de "o império do Mal".
Às vítimas, presas potenciais expectantes - democratas, empresários,
militares - fica a questão:
como se pára uma fera?
M.
Fonte: Mídia sem Máscara
[26/12/08] A
liberdade e a esquerda por Thomas Sowell
A maior parte das pessoas na esquerda não se opõe à liberdade. Elas apenas
são favoráveis a todo tipo de coisas que são incompatíveis com a liberdade.
Liberdade significa, no fim das contas, o direito de as pessoas fazerem
coisas que nós não aprovamos. Os nazistas tinham o direito de ser nazistas
sob Hitler. Somos livres apenas quando somos capazes de fazer coisas que
outros não aprovam.
Um dos mais aparentemente inocentes exemplos das muitas imposições da visão
da esquerda sobre os outros é a difundida exigência das escolas e
universidades do “serviço comunitário”, para admissão de estudantes.
Há escolas de ensino médio em todo o país em que você não se forma, e
faculdades em que você não entra, a menos que tenha se engajado em
atividades arbitrariamente definidas como “serviço comunitário”.
A arrogância de se confiscar o tempo dos jovens – em vez de deixá-los (e a
seus pais) livres para decidir como usar seu tempo – só não é maior que a
arrogância de se impor o que é ou não é um serviço à comunidade.
Trabalhar num abrigo de sem-teto é amplamente considerado um “serviço
comunitário” – como se ajudar e se acumpliciar com a vagabundagem fosse
necessariamente um serviço, em vez de um desserviço, à comunidade.
Estará a comunidade mais bem servida com mais desempregados vagando pelas
ruas, agressivamente mendigando pelas calçadas, urinando nos muros, deixando
agulhas e seringas nos parques onde as crianças brincam?
Este é apenas um dos muitos modos em que a distribuição dos vários tipos de
benefícios a pessoas que não trabalham rompe a conexão entre produtividade e
recompensa.
Mas essa conexão permanece tão inquebrável como sempre esteve para a
sociedade como um todo. Você pode fazer de qualquer coisa um “direito” para
indivíduos ou grupos, mas nada é um direito para a sociedade como um todo,
nem mesmo comida ou abrigo, que têm de ser produzidos pelo trabalho de
alguém ou eles não existirão.
Para alguns, o que “direitos” significam é forçar outras pessoas a
trabalharem para o benefício deles. Como uma frase de pára-choque de
caminhão diz: “Trabalhe duro. Milhões de pessoas on welfare [vivendo dos
programas sociais do governo] estão dependendo de você.”
O mais fundamental dos problemas, contudo, não é que atividades particulares
são exigidas dos estudantes sob o título “serviços comunitários”.
A pergunta fundamental é: O que, afinal, qualifica professores e membros das
comissões de admissão das faculdades a definir o que é bom para a sociedade
como um todo, ou mesmo para os estudantes sobre os quais são impostas suas
noções arbitrárias?
Qual especialidade eles têm que justifica sobrepor-se à liberdade dos
outros? O que suas imposições mostram, exceto que “os idiotas abundam onde
os anjos temem pisar”1?
Que lições os estudantes aprendem disso, exceto a de submissão a um poder
arbitrário?
A finalidade é, supostamente, a de que os estudantes adquiram um sentido de
compaixão ou nobreza por meio do serviço aos outros. Mas isso depende de
quem define compaixão. Na prática, isso significa forçar os estudantes a se
submeterem à propaganda para fazê-los receptivos à visão de mundo da
esquerda.
Estou certo de que aqueles favoráveis às exigências de “serviços
comunitários” entenderiam o princípio por trás das objeções a esses serviços
se exercícios militares fossem exigidos nas escolas de ensino médio.
De fato, muitos que promovem o “serviço comunitário” obrigatório são
fortemente contrários ao treinamento militar mesmo voluntário nas escolas de
ensino médio e faculdades, embora muitos outros considerem esse treinamento
como uma contribuição à sociedade muito maior que alimentar pessoas que se
recusam a trabalhar.
Em outras palavras, esquerdistas querem o direito de impor suas idéias do
que é bom para toda a sociedade – um direito que eles veementemente negam
àqueles cujas idéias do que é bom para a sociedade diferem das deles.
A essência da intolerância é recusar aos outros os direitos que você exige
para si próprio. Tal intolerância é inerentemente incompatível com a
liberdade, embora muitos esquerdistas fiquem chocados de serem considerados
oponentes da liberdade.
Townhall.com
Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo.