Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Agosto 2008
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15/08/08
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QUEM AGÜENTAR VERÁ - O DIA DO JUÍZO FINAL
----- Original Message -----
From: M
Sent: Friday, August 15, 2008 10:10 AM
Subject: QUEM AGÜENTAR VERÁ - O DIA DO JUÍZO FINAL
Amigos
Um dos receios, seguidamente manifestados por aqueles que acompanham de
perto - e responsavelmente - a ameaça do totalitarismo comuno-petista:
que cá no Brasil - tal como na Argentina, Chile e Uruguai - também
viessem a ter êxito as táticas de destruição moral
das FFAA, a ponto de entregarem sem resistência, ajoelhadas, seus soldados à
vingança dos comunistas.
Como sabem, naqueles países, militares responsáveis pela resistência e
repressão ao terrorismo comunista nos idos de '60 e '70, estão morrendo em
prisões comuns, apenados por 'tribunais vermelhos' com prisão perpétua.
O texto abaixo, do Gen. Azevedo Pereira, é de uma pungência incomum.
Chegou-nos por uma amiga, levada ao pranto pela dor, humilhação e vergonha
impostas a um Soldado que assiste impotente a ruína moral de seu amado
Exército.
A silente inércia das FFAA ante à crescente destruição das instituições
democráticas pelo comuno-petismo aturde os brasileiros. Estes mesmos, que em
enquete pela internet deram mais de 80% de respostas positivas à pergunta:
"Você gostaria que nossas Forças Armadas interviessem?"
Merecidamente - pela seriedade responsável, pelo compromisso inabalável com
a defesa da Pátria - nossos soldados sempre foram depositários do carinho,
confiança, admiração e orgulho de nossa gente.
Foram, para nós, a garantia segura - o braço forte e amigo - de que a
tirania comunista jamais prevaleceria sobre nossas cabeças.
Teremos, daqui por diante, de usar este verbo apenas no pretérito perfeito:
foram?
Com imensa tristeza...
M.
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Fonte: Ternuma
[14/08/08] QUEM AGÜENTAR
VERÁ - O DIA DO JUÍZO FINAL por Gen. Bda RI Valmir Fonseca AZEVEDO
Pereira
Lendo as últimas noticias, fiquei preocupado.
“Nosso guia”, valha-me Deus, abandonou - nos (confesso que nunca, mas nunca
esperava uma coisa destas, um homem tão bom, tão justo, um monumento de
grandeza). Mas se fez, deve ter razão.
Estou aguardando o dia em que a porta da minha casa será devidamente
marcada, assinalando com um símbolo discriminatório, que ali mora um
terrorista abominável ou um nojento militar (o que dá na mesma).
Este será o primeiro passo para o total linchamento moral e físico dos
militares, que há muito deveriam levar uns cascudos, por falta de vergonha.
Breve, estaremos acuados como animais. É bom fugir para o campo ou fingir-se
de índio e acoitar-se numa reserva indígena (pois ela poderá se transformar
em uma “Nação”, bem melhor do que a nossa).
Pelo andor dos acontecimentos, é fácil prever que logo, hordas de estudantes
de todos os níveis (culturais?) estarão à nossa cata. Caras pintadas,
bradando palavras de ordem, farão inveja aos Guardas Vermelhos do
“cumpanhero” Mao.
Ontem, a metamorfose ambulante, alimentando o revanchismo, na moita, procura
reabrir feridas, e diante de uma platéia da União Nacional dos Estudantes
(UNE), no ato de assinatura de convênio que permitirá reconstruir a sede
histórica da entidade, no Rio, destruída ao tempo da ditadura, citou
Tiradentes, como o último herói nacional, esquecendo, propositadamente,
Caxias e tantos outros.
Sindicatos e seus afiliados ocuparão seus lares (terrorista não tem lar ,
quando muito, um sujo covil), depredarão seus bens ou se apossarão deles.
Precavido e prevenido, na minha janela, há algum tempo, tremula a bandeira
do PT. Quando não venta, eu e minha família nos revezamos na tarefa de
tremular ao vento, graciosamente, o nosso novo vermelho pendão.
Não sei se adianta, pois, infelizmente, ainda recebo correspondências que
denunciam a minha antiga e malfadada profissão. Já avisei ao porteiro de que
elas não são minhas.
Procurei mudar de hábitos: chego atrasado aos meus compromissos, quando vou;
cuspo no chão, atraso no pagamento das contas, não leio jornais, nem
notícias que deponham contra o governo. Não cultivo nada, além da minha
paixão, que é torcer pelo “curíntias” e acompanhar os pronunciamentos do
“nosso guia” para tentar aumentar minha escassa bagagem cultural.
Sou ou fiquei grosseiro, jogo lixo no chão e cigarro aceso nas macegas.
Procuro, enfim, misturar-me com a multidão. Boçalizando, entrei no universo
da negação total. Nego valores, nego patriotismo, nego amor à pátria que eu
não sou tatu. Nego e renego o meu passado. Espero que sirva de atenuante na
hora do juízo. Acredito na Petrobras, na estatização da Vale do Rio Doce, da
Siderúrgica Nacional e de tantas estatizações quanto possível, consciente de
que só com o predomínio do Estado e com a moral do proletariado chegaremos
às alturas. Abomino a meritocracia.
Telefone, não atendo a não ser da minha família, graças a um intrincado
sistema de senhas e macetes, que adotamos para evitar qualquer grampo da
Policia Federal, novel Gestapo empenhada na nobre missão de vigiar os
inimigos do estado.
Cortei a assinatura da Inconfidência, sai do TERNUMA, nunca ouvi falar em
Grupo Guararapes, Liga de Defesa Nacional, Andec, Tribuna e outras entidades
que, maldosamente, teimam em opor-se ao inevitável.
Cancelei a internet. Agora posso acompanhar com total dedicação as novelas
da Globo.
Sou favorável às imensas áreas indígenas e reservas florestais, pois um
índio vale muito mais do que um bando de brancos ignorantes e usurpadores
dos pobres silvícolas. Simpatizo com as FARC.
Hoje, preparo - me para ser um não-branco. Como minha avó era negra, creio
que estou com um pé na comunidade quilombola. Penso, seriamente, em adotar
um índio. Pelos impostos que pago com certeza já adotei a família do
“Severino” há muito tempo. Só falta publicar o fato oficialmente no Diário
Oficial, oficiosa já é.
Quando o presidente fala no seu programa de rádio às segundas feiras,
levanto ao máximo o volume para que os vizinhos percebam que sou mais um
deles.
Não canto mais o Hino Nacional. Qualquer música do Gil ou do Cae pega
melhor. Levantar, nem pensar.
Não bebo. Ando de bicicleta para não ser multado, nem agüento mais dar
esmola para flanelinha em qualquer lugar que eu estacione seja dia ou mesmo
qualquer hora da noite. Eles são perenes. Aos sábados, domingos ou feriados,
lá estão eles. Egoísta, fruto de um empedernido capitalismo que ainda me
consome, nego - me a completar sua bolsa-família e assemelhadas. Para
compensar, já comprei o kit do MST, boné, bandeirinha e foice para degolar a
cabeça dos capitalistas e simpatizantes.
Estou muito quietinho no meu canto. Assim, não sou assaltado. Assustado,
procuro respirar baixinho. Sem perturbar ninguém.
Para piorar, ultimamente, tenho um medo incontrolável de guarda de trânsito,
de policia rodoviário,... na verdade, de qualquer tipo de “poliça”, ainda
mais agora, que eles foram designados como guardiões da moralidade nacional.
Borro-me diante de um militar da Força Nacional de Segurança.
Arrependo–me, quando, boçalmente, apregoava minha situação de militar do EB.
Tolo, assumo o “mea-culpa”. Como eu poderia imaginar que desceríamos a
tanto.
Recentemente, passei a economizar o dízimo do Partidão, ao qual me filiarei
no mais curto prazo.
Antes que alguém pergunte como atingi tal estado de insustentável leveza do
ar, explico. É inútil resistir. O estupro é inevitável (e hoje, creio que a
ex-Ministra do Turismo tinha razão ao se dirigir aos maltratados passageiros
dos aeroportos).
Meus comandantes acreditam em Papai Noel, por que eu não? Eles não querem
polemizar. Quem sou eu para...
Enquanto, eles aguardam que o “molusco-guia” de um “basta” na perseguição do
Tarso e caterva, a Presidência financia o tremendo Seminário internacional
"Direito à Memória e à Verdade" que será aberto pelo ministro Paulo Vanucci,
da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República,
cujo maior atrativo será o nefasto juiz espanhol Baltasar Garzón. Dá para
combater?
Para piorar, se é possível, numa cabal demonstração de que o Tarso estava
coberto de razões nas suas imprecações, um seleto número de magistrados,
advogados, juízes, procuradores e assemelhados, recolhem assinaturas que
endossarão, legalmente, o linchamento dos militares.
É a chamada pressão da sociedade conivente, em conluio com a imprensa
revanchista e raivosa. Esta, nem o molusco resiste.
O duro não é tropeçar e cair. O trágico é ser incapaz de reagir ou levantar.
Meus superiores, pares e subordinados, minhas envergonhadas condolências.