Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Abril 2008
Índice Geral
14/04/08
•
'NÃO' ao Estatuto do Desarmamento
----- Original Message -----
From: Márcio
To: Helio Rosa
Sent: Monday, April 14, 2008 7:51 AM
Subject: 'NÃO' ao Estatuto do Desarmamento
Prezado Deputado Carlos Sampaio,
Agradeço sua resposta e me
tranqüiliza sua disposição à responsabilidade - postura, hoje, deprimentemente
incomum nos meios políticos.
Diz ser favorável ao Estatuto após reflexão e estudos, o que, em meu entender,
ao tempo em que sugere honestidade intelectual e intenções sadias, abre espaço
para mudança de posição se lhe chegarem novos dados sobre o tema.
Sou um velho psicoterapeuta que,
por imposição de circunstâncias profissionais, precisou debruçar-se longa e
fundamente sobre as origens e trâmites psicodinâmicos da violência. E este
foco necessariamente abriu-se em amplo leque de fontes - individuais,
literárias, criminalistas, sociológicas, históricas...
Não obstante a humildade de quem
pagou o preço do conhecimento e concomitantemente ampliou ainda mais a
percepção dos limites pessoais e a dolorida consciência dos próprios
horizontes de ignorância, sr. Sampaio, acredito que entendo do assunto bem
mais que o sr.
Este conhecimento - plantado em
fatos - me obriga à posição contrária a sua.
Conheci e ponderei sobre cada um dos argumentos postados por quem propõe e
defende o desarmamento da população honesta.
É um encadeamento de falácias, do primeiro ao último.
Pior que apenas uma exibição de ignorância elementar, o emprego de sofismas
cuidadosamente construídos, o deliberado, consciente e persistente falsear de
estatísticas que recheiam o discurso dos desarmamentistas, expõem à percepção
de qualquer pessoa com Q.I. acima de 80 a intencionalidade perversa, a
desonestidade essencial destes indivíduos.
Para um psicólogo - que fez da
vida uma busca de luz sobre a natureza humana - as revelações vão bem mais
longe e fundo.
Respondendo às questões sobre quia bono - e mantendo como referência o atual
ambiente sócio-político - o perfil esquerdopata salta aos olhos e embrulha o
estômago.
Sei do que falo, sr. deputado:
tive vários exemplares destes, incluindo proeminências do partido hoje
governante, em meu sofá, testados e estudados com cuidadosa acuidade
profissional.
Sobre o estofo de tais tipos poupo-lhe uma digressão em psicologia do caráter
e me socorro da sabedoria de meu saudoso avô, um
ganadeiro que nos inícios do século
passado cavalgou por sertões e quebradas nas fronteiras, tendo por companhia
nada além de dois .45 de seis tiros.
Dele guardo uma memória - tão antiga que sabe a leite - palavras e tom bem
presentes ainda hoje.
A um indivíduo que lhe traiu a confiança franca da amizade, olhos nos olhos e
a mão descansando na empunhadura do .45:
"-- Não lhe cuspo no focinho pra
não sujar meu escarro, monte de estrume de puta..."
O 'monte', como sói acontecer
com tais tipos, viveu ainda longos anos. Para infortúnio da espécie humana.
Com relação aos muitos 'montes' que hoje, desde Brasília - no Executivo e no
Congresso - vêm traindo a confiança do povo, talvez que se possa remediar
isto, se ainda existirem Homens em nossas Forças Armadas.
Atenciosamente,
Márcio Del Cístia
-------------------------------------------
-------Mensagem original-------
De: Dep. Carlos Sampaio
Data: 11/13/07 16:41:52
Para: [email protected]
Assunto: RES: [SUSPEITA_REMETENTE_FORJADO] 'NÃO' ao Estatuto do Desarmamento
Recebi seu e-mail no qual você externa o seu
pensamento sobre o Estatuto do Desarmamento e quero, desde já, reconhecer que
o referido diploma, de fato, deve merecer algumas alterações visando o seu
aprimoramento e, até mesmo, visando corrigir eventuais injustiças cometidas
contra determinadas categorias.
Todavia, como Promotor de Justiça (licenciado),
há mais de 20 anos, e como Deputado Federal que hoje sou, penso de forma
diferente no que tange à importância do Estatuto do Desarmamento. Sou
favorável ao mesmo e lutei para que ele fosse criado.
Acredito, baseado em inúmeras reflexões e
estudos, que o Estatuto representou um grande avanço para a sociedade
brasileira e impôs àquele que quer fazer o uso da arma, restrições que reputo
essenciais para que ele possa manuseá-la sem risco para ele próprio ou para
terceiros.
Entendo, portanto, que é nosso dever, nesse
momento, repito, lutar para corrigir os eventuais equívocos acima mencionados
e não levantarmos uma bandeira que proponha o fim do Estatuto do Desarmamento.
Enfim, registro que, não obstante meu
posicionamento sobre essa questão, entendo e respeito sua visão sobre o
assunto e coloco-me à disposição para propor, dentro do espírito a que me
referi acima, as correções porventura sugeridas por você.
Atenciosamente,
Carlos Sampaio
---------------------------------------
-----Mensagem original-----
De: [email protected] [mailto:[email protected]]
Enviada em: quinta-feira, 8 de novembro de 2007 10:30
Para: Dep. Carlos Sampaio
Assunto: [SUSPEITA_REMETENTE_FORJADO] 'NÃO' ao Estatuto do Desarmamento
Passeata virtual pela Legítima Defesa
Srs Deputados
Quando eu disse NÃO! no referendo eu quis dizer:
NÃO! ao Estatuto do Desarmamento.
Índice Geral