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(Márcio Del Cístia)

Abril 2008               Índice Geral


11/04/08

Machado de Assis é eleito o "mocinho" da História do Brasil; Médici é vilão

----- Original Message -----
From: M
Sent: Friday, April 11, 2008 4:14 PM
Subject: : Machado de Assis é eleito o "mocinho" da História do Brasil; Médici é vilão

Nada contra Machado (v. abaixo).
Foi um talento incomum e um exemplo de vida digna.
Mas, que é que motivou estes "jornalistas, professores, políticos e artistas" a elegerem Médici no extremo oposto?
Ignorância induzida, como a que sofrem as novas gerações formadas por professores comuno-petistas (v. aula do Nelsão, do Anglo em Tatuí )? Ou a ativa e bem conhecida intenção esquerdopata de reescrever a História como forma de manipulação de mentes e domínio sobre almas?

Curtinho: são vítimas? ou perpetradores?

Em qualquer das hipóteses, penam um denominador comum: são - inescapavelmente - idiotas úteis.
Tontos passivos e desfrutáveis num caso, ativa e deliberadamente agentes da corrupção gramsciana, no outro.
Ainda há quem ignore o tremendo trabalho - de comunistas em geral, comuno-petistas em particular - para apagar de nossas memórias por meio de uma indústria de calúnias, as realizações notáveis do regime militar. E o foco escolhido pela comunalha ( = comunista + canalha, conforme sofrida experiência de mais de século, é segura redundância ) foi a ênfase publicitária incansável no que chamaram "anos de chumbo", cujo cerne mais saboroso - e rentável - são as queixas de "tortura".

Para gozo, gáudio - e lucro! - dos comunas, a coisa pegou, comprovando novamente a tese de Goebbels.
Lamentável é que mesmo gente inteligente, incluindo militares atualmente na ativa, acreditam nestes mitos.

A gênese
Tenho alguns amigos militares - milicos-de-pijamas conforme eles, que participaram das ações contra-terroristas em várias armas. Destacam-se - todos - por inteligência superior turbinando consciências críticas afiadas, cultura específica e de humanidades, integridade sólida. Diferentemente do que presume uma visão preconceituosa, não são produtos massificados de linha de montagem, vê robôs pré-programados atuando cegamente por scripts implantados, mas personalidades saudavelmente individualizadas, equilibradas, auto-construidas e bem definidas, com óticas particulares e inteligentes quanto ao mundo. Embora bem cônscios da importância da hierarquia e da disciplina, ponderavam pragmática e eticamente ordens recebidas que, não raro eram re-adequadas às condições vigentes por força de suas observações críticas - fato que sublinha perfil positivo das lideranças e a notável valência do 'espírito de equipe'.

Uma vez convencidos de minhas intenções honestas, usaram de franqueza aberta e suas respostas a meus questionamentos - feitos individual e isoladamente - foram sempre coerentemente concordantes. Nunca ocorreram discrepâncias entre as informações - o que acusaria falha de sinceridade ou de conhecimento. Sem traços de ingenuidade, foram sempre linearmente honestos especialmente sobre aspectos de que não tinham conhecimento; não tergiversavam, mas diziam um claro e terminante "não sei".

"-- Diferentemente do que dizem os éliosgásparis comunas, tortura nunca foi política de nenhum dos governantes militares.

Claro que os terroristas presos a espera de serem interrogados não tinham mordomias; ao contrário, eram submetidos deliberadamente a condições estressantes por vários meios - uniformes desconfortáveis, utensílios inadequados, dificuldade de descanso, visando criar-lhes uma pressão psicológica que mais facilmente induzisse a fornecer informações.
Entretanto, o usual, a regra quase absoluta, era que tais indivíduos se cagassem na pressa de trair seus camaradas e livrar a própria cara. Isso foi tão geral e freqüente que os próprios agentes cubanos, mentores destes caras, ficavam indignados com o padrão de covardia dos tais "guerrilheiros tipo três bofetadas" ( * ).
Zé Genoíno, p.ex., preso pelo Cel. Lício, entregou todo o Destacamento C do Araguaia sem levar um único tapa. Muitos destes 'valentes' se tornaram 'cachorros' ( ** ) para o pessoal de Operações e vários deles ocupam hoje altos cargos em Brasília, razão porque não aceitam o desafio dos militares de abrirem completamente os arquivos daqueles tempos - o desmascaramento de sua covardia e rasteiro caráter de canalhas teria ecos internacionais!

Pode ter havido excessos? Não de meu conhecimento... embora a possibilidade, enquanto tal, exista. Mas, com certeza, se ocorreram casos de brutalidades, foram exceções. Pense um pouco: se tivesse havido a tal "violência dos porões da ditadura" no grau que se propala teríamos montes de queixosos aleijados e com montes de cicatrizes - e destes não existe um único. Os únicos aleijados de que tenho notícia são o Orlando Lovecchio Filho com uma perna amputada por bomba colocada pelo Diógenes do PT no Consulado dos EUA em São Paulo e o Gal Sílvio, vitimizado por outra bomba dos esquerdopatas no Aeroporto de Guararapes.
Quando em 96 se criou a tal Comissão de Desaparecidos Políticos - com a promessa de indenizaçõe$$$$, a onda de pobres comunistasinhos bonzinhos brutalmente torturados pelos tão malvadões gorilões verde-oliva, se fez tão ridícula que o próprio então presidente do PCB, Roberto Freire, gargalhava:

-- Agora, até o umbigo é prova de tortura! "Olha só, fizeram dodói ni mim..."

Amigo, fomos e somos soldados - dedicados e até apaixonados, mas profissionais racionais que cumpriam missões necessárias, não fanáticos desequilibrados movidos cega e compulsivamente por ódio furioso. Todos nós temos formação sobre valores cristãos, temos família - esposas e filhos a serem educados principalmente por exemplos; somos homens razoáveis, não os monstros criados pela imaginação publicitária dos gásparis. Não extraimos prazer do sofrimento alheio, mesmo que inimigo.
A tortura é, sabidamente, política característica de todos os estados comunistas que também praticam o genocídio em larga escala - Mao, Stálin, Lênin, Pol Pot, Castro foram e são assassinos frios - a última estimativa sobre os assassinados por Mao registra 75 milhões. E, sintomático, nunca se viu, nem se vê, um gáspari ou os róseos 'defensores de direitos humanos' cobrando julgamentos nos foros internacionais para estes monstros que massacraram e escravizaram seus próprios povos.

Tenho vários colegas de farda que se dedicaram à Inteligência. A interação entre este Corpo e Operações é - tem que ser - constante. Como membro deste último precisei por mais de uma vez presenciar interrogatórios e num deles assisti um amigo - uma estrela da Inteligência do EB - aconselhando a comunista que acabara de voluntariamente trair seus colegas guerrilheiros com abundância de informações, a após soltura, se dizer vítima de tortura para escapar ao "justiçamento" por seus doces amigos, "irmãos de fé, camaradas". Ele sempre tentou proteger àqueles tontos de sua própria gente. E talvez esteja neste fato a origem desta multidão dos que se dizem torturados nos "porões dos anos de chumbo. "

Nunca parei para pensar sobre a questão da tortura.
Em princípio, como a violência, é prática abominável.
Um princípio ético basilar é jamais causar sofrimento desnecessário, por nenhuma forma, a ninguém ou a qualquer forma de vida senciente. Entretanto...
Uma cirurgia é essencialmente violenta e dolorosa. Mas, geralmente, necessária.
Um cidadão que em defesa dos bens e vidas de sua família alveja e mata um agressor, não apenas exerce um direito elementar mas cumpre um dever ético usando violência.
Idem quanto ao soldado que metralha o inimigo invasor.
Assim, dependendo de finalidade, o uso da violência pode, em verdade, ser uma obrigação ética.

Mas e a tortura?
Suponha-se uma circunstância em que o respeito ao bem-estar de um terrorista aprisionado, portando informações cruciais, signifique permitir a chacina de inocentes - homens, mulheres, crianças? E suponha que a decisão cabe a você.
Que é que você faria?
M.

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( * ) - De "A revolução impossível", Luís Mir, pgs. 474-475: " Os cubanos que ingressaram no Brasil para ajudar a ALN ( Ação Libertadora Nacional, organismo comuno-terrorista, liderado por Carlos Marighella ) nos preparativos (da guerrilha), como o capitão Daniel Herrera, questionaram a precariedade da infra-estrutura. Apregoavam mais cuidados com a segurança, pois a ajuda que Cuba aportava era suficiente para montar um sistema razoável. As prisões aconteciam com a velocidade de uma corredeira por ser a maioria dos revolucionários brasileiros do tipo três bofetadas, reclamavam os cubanos: uma bofetada para falar e duas para parar de falar, foi a definição do comportamento de (Roger) Debray perante os agentes norte-americanos e militares que o prenderam, segundo Che Guevara. Tornou-se citação clássica do comportamento vergonhoso diante da repressão. "
( ** ) - "Cachorro" = termo sem conotação pejorativa designando o informante voluntário. A designação busca enfatizar a fidelidade canina que se estabelecia do informante para com seu controlador.

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Machado de Assis é eleito o "mocinho" da História do Brasil; Médici é vilão
da Folha Online

O escritor Machado de Assis levou o título de maior "mocinho" da História do Brasil, e o ex-presidente Emílio Garrastazu Médici foi eleito o maior vilão, segundo votação realizada pela "Revista de História da Biblioteca Nacional", informa a colunista Mônica Bergamo na Folha desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A votação foi realizada com jornalistas, professores, políticos e artistas.

O escritor Machado de Assis empatou em número de votos com dom Pedro 2º. Cada um recebeu 12 votos, mas o imperador perdeu por ter tido também duas menções na lista dos "odiados".
Médici recebeu 12 votos.


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