Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Abril 2008
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09/04/08
• Os agressivos quilombolas já começam a provocar
----- Original Message -----
From: M
To: undisclosed-recipients
Sent: Wednesday, April 09, 2008 9:34 PM
Subject: : Os agressivos quilombolas já começam a provocar
O que temos rolando pelo país é um revolução comunista que só difere daquela da
década de 60 pela gravidade imensamente maior, visto que - ademais da
multiplicação de absurdos como abaixo relatado - os canalhas já estão no
governo.
Não lhes parece que está mais que na hora de uma nova contra-revolução?
Que tal - finalmente - começar a apelar pela intervenção das Forças Armadas?
Elas constitucionalmente servem à nação, ao povo brasileiro, não a governos e
ainda menos a partidos-estado.
M.
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Sem Medo da Verdade
Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 57 - 09/04/2008
www.paznocampo.org.br
Os
agressivos quilombolas já começam a provocar
Esta é a denúncia que fez ao site Paz no Campo o agricultor Roberto Silva Rosa,
que tem uma propriedade em Barra do Turvo, Vale do Ribeira - SP. Sentindo-se
respaldados pelas autoridades do Estado do Paraná, quilombolas já começam a
provocar vizinhos, com uma arrogância como as dos sem-terra. Leiam o relato. A
Guilhotina quilombola funciona já fora das terras deles. Já estão possuídos pelo
espírito da guerra de raças, denunciada por Nelson Ramos Barretto em seu livro
“A Revolução Quilombola – Guerra racial – confisco agrário e urbano –
Coletivismo”, divulgado pelo Paz no Campo.
Meus amigos, tenho propriedade rural no Vale do Ribeira, na cidade da Barra do
Turvo, a qual divisa pelo Rio Pardo com Adrianópolis- PR. Minha terra não foi, e
nem á ainda requisitada por quilombolas autodefinidos. Do outro lado do rio
existe uma comunidade quilombola - São João-, à qual permito cruzar minhas
terras por um carreiro, que dá acesso a uma ponte de cabos (pinguela para uma
pessoa).
Ocorre que há cinco meses comecei a receber queixa desse povo que minhas búfalas
e vacas de leite estavam atacando esse pessoal e me ameaçaram com policia e
responsabilização por algum dano que fosse causado a esses transeuntes, já que
cedo servidão de passagem. Resolvi fazer um corredor no canto da propriedade
para segurança de ambas as partes.
Aí começou meu pesadelo. Eles cortaram a cerca, roubaram os arames e a corrente
de minha porteira, derrubaram palanques. Dei queixa. Foi feito um BO. A policia
me deu razão e mandou eu refazer a cerca.
Alguns dias depois, uma viatura da Polícia Militar do Paraná comandada por um
oficial Capitão esteve no local para averiguar uma denuncia que dizia que não
deixei uma ambulância entrar para pegar um doente. Nada foi constatado e foram
embora. Gostaria de lembrar que essa viatura saiu de Curitiba e veio a Barra do
Turvo percorrendo 350km. Incrível, não é mesmo?
Pois bem. Um líder dessa comunidade, chamado Antonio, pediu uma reunião no
local, comigo e com a policia. Nessa reunião, o que eles queriam? Pasmem! Uma
estrada cercada dos dois lados para acesso de carro, com pátio e estacionamento
dentro da minha propriedade. Esta estrada de 300m comprimento, por 5 de largura,
mais pátio. Imediatamente discordei.
Passados alguns dias recebi um telefonema de um instituto chamado ITC sediado em
Curitiba. O Dr. José Antonio Gediel me chamava para uma reunião sobre esse
assunto. Fui. Lá chegando estavam o Dr. Gediel, o secretario da Prefeitura de
Adrianópolis, e um advogado do ITC. Chegamos a um acordo: que a passagem ia
voltar a ser onde era, apenas com uma cerca divisória, sem entrada para carros e
que uma maquina ia quebrar um pouco a inclinação de uma descida. Enfim ia
continuar o carreiro de sempre. O secretario de Adrianópolis, Sr. Elízio, ficou
de me retornar para iniciar as obras.
Nota discordante, o advogado do ITC me ameaçou com Policia Federal, direitos
humanos, etc., se eu não fizesse o acordo.
Passados alguns dias fui surpreendido com uma viatura da Patrulha Rural do
Estado de São Paulo na minha porteira. Essa viatura rodou 260km para chegar até
lá, com 3 policiais. Vieram averiguar uma denuncia que eu estava soltando 500
cabeças no passador desse povo. Que um homem caiu na subida (sempre foi uma
subida) e havia se machucado. Os policiais, a exemplo dos outros do Paraná, me
deram razão, nada constataram e foram embora. Esses policiais vieram a mando do
juiz de Jacupiranga, o qual recebeu uma carta anônima. Reparem: minhas terras
têm 20 alqueires. Como posso ter 500 cabeças em um pedaço de 4 mil metros? - que
é onde esta localizado este carreiro? Depois fiquei sabendo que a policia do
Paraná veio a mando do grupo ligado ao governo Requião, o grupo CLOVIS MOURA*,
atendendo a um telefonema dos quilombolas.
Neste meio tempo recebi ligação do secretario da Prefeitura de Adrianópolis o
qual me informou que eles não queriam mais o carreiro e sim a estrada e exigia
que eu afastasse minha porteira 4 metros para baixo de onde eles passam para
fazerem a tal estrada. Se não cumprisse mais essa exigência , eles iriam à
justiça reivindicar a mesma
Procurei mais uma vez o Dr. Gediel, o mesmo não teve a nobreza nem de me
atender. Mandou uma secretaria dizer que não tinha nada mais a ver com isto e
que eu devia procurar o Sr. Glauco Souza Lobos representante do grupo CLOVIS
MOURA. Assim o fiz. O Sr. Glauco, muito educado, informou que por ser uma área
de divisa, ele não poderia atuar em São Paulo, mas iria pedir para três
representantes dos quilombos locais, (João Surá, Córrego do Franco e mais um que
não me lembro) que tentassem visualizar o problema, já que ninguém destes grupos
governamentais foram lá. Ou seja a palavra dos quilombolas é que conta. E já me
preveniu que ele estava sabendo que estava sendo enviada à 6ª vara uma
reclamação sobre isto e que o juiz responsável é um ferrenho defensor dos
quilombolas. Que esse juiz iria fazer uma devassa em minha vida e na
documentação do terreno. E daria um jeito de abrir esa estrada. Não deveria esse
juiz ser imparcial?
Pois bem, este é o meu caso. Tudo que tenho junto com minha esposa é fruto de um
trabalho de 30 anos, e agora tenho que abrir mão, cortar minha propriedade ao
meio ,e o outro lado da cerca vão dar a um quilombola para morar? Tiro leite na
propriedade com o qual eu pago meus impostos e sobrevivo
Estou me sentindo um marginal. Volto a repetir: minha terra não é quilombola e
sou obrigado a fazer isto. Dizem que a coletividade fala mais alto do que meu
direito de posse. Policia na porteira, órgãos governamentais na minha porteira,
quilombolas na minha porteira! Não sei o que fazer. Minha mulher está entrando
em depressão, chorando o dia todo! Tem medo de ir à propriedade com medo de
sermos alvos de atentados. Que terror é este e ninguém faz nada!
Em uma consulta com um advogado, ele me disse que se eu deixar fazer esta
estrada, ela será de domínio publico. Por favor me ajudem, levem este caso a
alguém que possa rebater, possa me ajudar; estou a ponto de vender tudo e sumir
de lá. Mas eu acho que é uma vergonha para um homem de 42 anos e sua esposa que
não querem nada de ninguém, honestos trabalhadores, sejam ameaçados pelos
quilombolas, que derrubam árvores, caçam, comem e vendem animais silvestres da
região, fazem queimadas, plantam pasto e arrendam as terras, vendem as terras,
trocam por búfalos e outras coisas mais. Essa gente e os que os defendem - não
tenho nada contra elas, pelo contrario acho certo as coisas sejam feitas dentro
da regularidade - mas,eles, estão acima da lei? Eles têm mais direitos às leis
do que os outros cidadãos brasileiros?”
* o Grupo Clovis Moura faz o trabalho de identificação dos grupos quilombolas e
comunidades negras no Paraná, como no resto do Brasil age a Fundação Cultural
Palmares, do Ministério da Cultura (N.da R.)