Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Abril 2008
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07/04/08
• A Guerrilha da Liga dos Camponeses Pobres
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From: M
To: undisclosed-recipients
Sent: Monday, April 07, 2008 1:03 PM
Subject: Fw: : A Guerrilha da Liga dos Camponeses Pobres
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"Era Lula consagra república sindical" - OESP
"E Lula quer o terceiro" - OESP
"Ziraldo e Jaguar serão indenizados por período militar - Ag.Estado
"E a guerrilha continua - o grandiloqüente silêncio" - BSMDV
"O alvo é destruir a democracia" - JB
"Discussão sobre o terceiro mandato pode chegar ao STF" - ZH
"O Foro de São Paulo não é uma fantasia" - Veja
"Assembléia dos Tuxáuas - parlamentares e general proibidos de acompanhar
ministro - FSP
"Brasil assina Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas" - FSP
"O Brasil tem guerrilha" - IÉ
"Lula es quien más ha defendido y respaldado a Chávez" - Diario de América
etc., etc., etc...
As provas das intenções
ditatoriais do Inácio da Silva & Petralhas já não pingam como quando apenas
Olavo de Carvalho e uns poucos sites na Internet as apontavam - agora se
despejam em enxurrada.
Grossa e suja.
E curioso: pelo volume se esperaria que caisse com fragor de cachoeira. Em vez,
apenas o sussurro de garoa mansa que nas madrugadas tão bem embala o sono.
Ao fundo o respirar tranquilo de 188 milhões de adormecidos. Alguns - 58,70% -
sonham com o paraíso. Tal as pilhas humanas em Matrix,
babam deliciados - como bons idiotas-úteis - fumos oníricos induzidos pela
entidade vampiresca que, insuspeita, lhes suga as vidas.
Empresários enchem as burras, sonhando. Políticos dormem sobre gordos michês e
fantasiam serem belas putas.
E sonham que será para sempre.
Em outra dimensão Matrix cresce, cresce, engorda, multiplica tentáculos...
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A hora é a vigésima quinta.
Urgente uma terapia de choque por braço firme em verde-oliva.
M.
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Segunda-feira, 7 de abril de 2008
A Guerrilha
da Liga dos Camponeses Pobres por Ipojuca Pontes
Resumo: A reação do governo Lula diante dos atos de terrorismo do LCT é a mesma
adotada em relação ao MST: nada vê, ouve ou diz.
© 2008 MidiaSemMascara.org
“O povo foi embora com medo dos guerrilheiros. Aqui, para ficar de pé tem que se
aprender a viver”
(De um velho agricultor de Jacilândia, vilarejo abandonado)
A revista “IstoÉ” (26/03/2008), em reportagem de primeira linha, entrou no
quartel general da Liga dos Camponeses Pobres, em Jacinópolis, Estado de
Rondônia, e fez o levantamento preliminar – mas fundamental – daquilo que se
pode chamar de “guerrilha de alta intensidade”, travada hoje de forma crua e
virulenta na fronteira do Brasil com a Bolívia, a 450 quilômetros de Porto
Velho. Lá, tal como ocorre nos territórios ocupados pelas FARC, na Colômbia,
nenhuma forma ou manifestação do poder público tem o mínimo acesso: lei, ordem,
Exército, polícia, propriedade ou a própria vida humana são prerrogativas da
Liga dos Camponeses Pobres que, contando com abundantes recursos, não pára de
crescer.
Neste abril de 2008, só no entorno da conflagrada região fronteiriça, vivem
embrenhados nos acampamentos das LCP mais de mil guerrilheiros, todos armados
com metralhadoras, pistolas, granadas e sofisticados fuzis AR-15, FAL e AK-47,
de fabricação russa, controlando uma área de 500 mil hectares. Segundo o major
Enedy Dias de Araújo, ex-comandante da Polícia Militar de Jaru, cidade
imprensada pelos acampamentos do movimento armado, não resta dúvida que os
“bandoleiros foram muito bem treinados pelos guerrilheiros das FARC” (Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Num breve exame comparativo, além do desempenho logístico, os métodos
terroristas adotados pelos militantes da Liga dos Camponeses Pobres e os
praticados pelos guerrilheiros das FARC são totalmente idênticos. Sob o pretexto
de estabelecer no Norte do país a “revolução agrária”, eles seqüestram,
torturam, assaltam, expropriam, cobram pedágio, matam e atacam vilarejos e
cidades da região. Diante do claro quadro de guerra descortinado em Rondônia, um
delegado da polícia local, Iramar Gonçalves, não titubeou: “A Colômbia é aqui
mesmo. Nem com 50 homens armados eu tenho coragem de entrar nas terras deles”.
O narcotráfico, claro, se faz presente. Para dar escoamento à droga (originária
da Bolívia) e o contrabando de armas, os integrantes do movimento abriram uma
vasta trilha clandestina na floresta, conhecida como a “transcocaineira”. “Os
transportadores da coca pagam generosos dividendos ao pessoal da guerrilha” –
denunciam os raros habitantes com coragem suficiente de abordar o assunto.
Para executar sua “violência revolucionária”, que já se prolonga por mais de
oito anos, a LCP foi responsável, somente em 2007, por 18 execuções sumárias de
trabalhadores rurais e fazendeiros, além de dezenas de saques a pequenos
proprietários, emboscadas, “confisco” de gado, bloqueio de estradas, devastação
da floresta, depredação de máquinas e incêndios de casas e veículos.
Antes da revista “IstoÉ” investigar a ação da LCP, considerando-a nove vezes
mais poderosa do que a Guerrilha do Araguaia no início da década de 1970, o
notável articulista e historiador Carlos I. S. Azambuja, em 2006, no jornal
eletrônico Mídia Sem Máscara, denunciava a Liga dos Camponeses Pobres como um
braço rural da Liga Operária Camponesa (LOC), uma cisão da organização Ala
Vermelha que, por sua vez, era uma cisão do Partido Comunista do Brasil (PCdoB),
o mesmo que estava por trás da Guerrilha do Araguaia.
A presença da Liga dos Camponeses Pobres, infelizmente, não se limita ao
desprotegido estado de Rondônia. A organização também está infiltrada e atua no
norte de Minas Gerais, Pará e Alagoas, onde recentemente travou batalha campal
com a polícia do estado, depois de ocupar fazendas e a prefeitura do município
de Capela. Suas idéias e propostas “revolucionárias” são todas de fundo
marxista-maoísta, inspiradas de perto no projeto do “Grande Salto Para Adiante”,
do genocida Mão tse-Tung, responsável pela fome endêmica que levou à morte de 43
milhões de chineses, entre os anos finais de 1950 e o início da década de 1960.
Por sua vez, embora proclame como prioritária a “revolução agrária no Brasil”,
os guerrilheiros da LCP estão vivamente empenhados na mobilização da luta contra
a farsa das eleições, o capitalismo, a burguesia e o imperialismo. Nas bandeiras
vermelhas que tremulam em alguns dos seus acampamentos, estão escritas as
palavras de ordem: “Morte ao imperialismo” – obviamente ianque.
Tal como ocorre com as sucessivas invasões criminosas do MST, Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem-Terra, o governo petista de Lula da Silva nada vê, ouve
ou diz. Não por falta de informação. Desesperada com a situação de terror
imposta pela guerrilha, a polícia de Jaru encaminhou à Agência Brasileira de
Inteligência (Abin), Exército e o Ministério da Reforma Agrária, em Brasília, um
dossiê com 120 páginas reportando a criação de verdadeiro “Estado paralelo”
dentro do território de Rondônia. O próprio Ministério da Justiça, atualmente
ocupado pelo ex-leninista Tarso Genro, não deu resposta ao relatório enviado
sobre a ação predatória da guerrilha, que ocupou as representações do Ministério
Público e da Justiça do município de Buritis, exigindo que juízes e titulares
dos respectivos órgãos se afastassem dos cargos.
Enquanto a impunidade campeia, o “movimento revolucionário” da LCP cresce e se
alastra. Em face da omissão dos poderes federais, o delegado Gonçalves adverte
em tom dramático: “Isso vai acabar numa tragédia de proporções alarmantes.
Ninguém leva a sério nossas denúncias. Eles pensam que a existência da guerrilha
é um delírio”.
Coitado do delegado de Jaru. Não sabe que Lula, o PT e as FARC estão ligados por
uma rede política chamada Foro de São Paulo, que, entre outras benesses, procura
“recriar no espaço latino-americano o que foi perdido no Leste Europeu”.
Deus o proteja. (E a nós, também).