Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Março 2007
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31/03/07
• Roda dos inocentes
----- Original Message -----
From: M
To: undisclosed-recipients
Sent: Saturday, March 31, 2007 8:42 AM
Subject: Roda dos inocentes
Amigo/a,
neste texto Félix Maier levanta uma idéia-Mãe. Vale a pena tomar
conhecimento e divulgar: se posta em prática poderá salvar muitos milhares
de vidas inocentes.
M.
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Roda dos inocentes
por Félix Maier em 31 de março de 2007
Resumo: A "roda dos inocentes" ajudaria a atenuar uma das maiores calamidades
modernas que é a prática irrestrita do aborto.
© 2007 MidiaSemMascara.org
Devido ao aumento considerável de filhos de imigrantes, atualmente muitos
bebês passaram a ser abandonados na Europa. Países como Alemanha, Áustria,
Suíça e Itália adotaram uma versão moderna da "roda dos enjeitados", uma
prática medieval, em que cilindros giratórios instalados em igrejas e
conventos recebiam bebês indesejados pelos pais, que passavam a ser cuidados
por irmãs de caridade. Um toque na campainha feito pela pessoa que não queria
se identificar era o sinal dado às freiras de que mais uma criança fora
deixada na "roda".
Na versão européia atual, no lugar da antiga "roda" o bebê é colocado num
berço através da janela do hospital, de modo que a pessoa que deixou a criança
ali não seja identificada. O berço é aquecido e tem sensores que avisam
enfermeiros e médicos quando uma criança é deixada no local.
"A 'roda dos enjeitados' foi criada em Marselha, na França, em 1188. Mas foi
apenas na década seguinte que seu uso se popularizou. Na ocasião, chocado com
o número de bebês mortos encontrados no Rio Tibre, o papa Inocêncio III mandou
que o sistema fosse adotado nos territórios da Igreja. No fim do século XIX, o
Hospital Santo Spirito, próximo ao Vaticano, um dos primeiros a dispor da
'roda dos enjeitados', chegou a receber cerca de 3000 bebês abandonados por
ano" (Anna Paula Buchalla, in Salvos pela 'roda', revista Veja nº 1998, de
7/3/2007, pg. 73).
Segundo o texto de Buchalla, "um dos mais famosos usuários da 'roda' foi o
filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), que abandonou os cinco
filhos que teve com a serviçal Thérèse le Vasseur". É lamentável o
procedimento adotado pelo autor de obras-primas como Du contrat social e Émile
ou De l'éducation, ambas lançadas em 1762. Batendo-se por uma utopia política
baseada em uma vaporosa volonté générale, que não passa de um socialismo muito
mal disfarçado, Rousseau desfez-se sumariamente de seus próprios "bons
selvagens", das inocentes crianças que havia gerado no ventre de uma
proletária.
Em Portugal e no Brasil, a prática passou a ser conhecida como "roda dos
expostos". Funcionaram até meados do século XX nas Santas Casas de
Misericórdia do Rio e de São Paulo. O conto Pai contra Mãe, de Machado de
Assis, e o filme de curta-metragem Roda dos Expostos, da cineasta Maria Emília
de Azevedo, abordam o drama das crianças abandonadas. A novela Terra Nostra,
da TV Globo, também abordou a questão (http://epoca.globo.com/especiais/500anos/esp20000110.htm
)
No Brasil atual, ao mesmo tempo em que se dá tanto valor à conservação do
mico-leão-dourado, para evitar sua extinção, milhares e milhares de bebês -
talvez milhões - são sumariamente assassinados todos os anos dentro do ventre
materno, eliminados pela prática do aborto. Para evitar essa terrível matança,
poderíamos também criar, como os europeus de hoje, nossa "roda dos inocentes".
Elas seriam instaladas em hospitais públicos e privados, em postos de saúde,
em igrejas, em conventos e em casas beneficentes. O juizado de menores seria
acionado cada vez que uma criança fosse deixada na "roda" e seria responsável
pela segurança do enjeitado até que esse fosse adotado por uma família ou por
uma pessoa solteira em condições de criar e educar a criança. Com isso,
evitaríamos o infanticídio generalizado em nosso País, que desonra qualquer
projeto de civilização.
A prática dessa "roda dos inocentes", que sugiro às autoridades brasileiras
que seja imediatamente posta em vigor, ajudaria a atenuar uma das maiores
calamidades modernas que é a prática irrestrita do aborto. Aborto, antes de
tudo, é assassinato. Não importa que idade tenha a pessoa humana, se é um feto
de duas semanas, um bebê de 6 meses ou um adulto de 20 anos, o que existe é
uma vida que deve ser preservada. O aborto é uma calamidade universal,
incentivada por uma horda de selvagens que atentam contra a própria
humanidade, normalmente composta por integrantes da Peste Vermelha ou esquerda
assassina, que é contra a pena de morte de bandidos que cometeram crimes
hediondos, porém é a favor da pena de morte do ser humano mais frágil que
existe, o bebê que vive no ventre materno. A Peste Vermelha fala tanto em
"direitos humanos" de assassinos irrecuperáveis, que devem continuar vivos,
porém trata o ser humano mais inocente como se fosse um cocô a ser lançado na
latrina.
Movimentos feministas afirmam que "a mulher tem todo o direito de dispor do
próprio corpo", inclusive de provocar o aborto, porque não considera o feto um
ser distinto, apenas um apêndice do corpo da mulher, como o pé. Ora, a mulher
tem todo o direito de pintar as unhas, pentear os cabelos, se embelezar,
seguir uma profissão, "dispor do próprio corpo" para o que é moralmente
aceitável, porém não pode cometer a infâmia de considerar o bebê que
transporta no útero como um adereço do corpo, como se fosse um colar que usa
no pescoço. O feto humano é um ser distinto e único no universo, que está
provisoriamente oculto no ventre materno, em fase de crescimento. Se fosse um
mero apêndice feminino, o feto continuaria crescendo no útero depois dos nove
meses, lá dentro a criança começaria a engatinhar, a andar, a jogar bola, a
proferir as primeiras palavras. De lá só sairia quando a mãe fosse para o
cemitério.
Essa proposta que faço, da criação da "roda dos inocentes", poderia ser
abraçada por todos os religiosos e leigos do Brasil, independente de religião
professada. Poderia ser abraçada com fervor por todas as autoridades católicas
que preparam a vinda do papa Bento XVI ao País, em maio. Receberíamos, de
Bento XVI, o precioso presente da canonização de Frei Galvão. E daríamos de
presente, não só ao Papa, mas a toda a sociedade brasileira, esse bem tão
valioso, tão distinto, tão fenomenal, que é a preservação da vida de nossos
pequeninos inocentes. Chega de aplicar a pena de morte aos nossos anjinhos!
Vamos criar nossas "rodas dos inocentes", já!