Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Março 2007
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30/03/07
• Debate pré-moldado - Olavo/JB - 29.03.2007
----- Original Message -----
From: M
Sent: Friday, March 30, 2007 10:08 AM
Subject: Debate pré-moldado - Olavo/JB - 29.03.2007
Amigo/a,
como sempre, Olavo escreve para brasileiros ainda não-gramsciados, para
aqueles que não vivem pelo mote máximo da estupidez auto-satisfeita: "Num
sei; num quero saber; tenho ódio de quem sabe."
Aqui, ele comenta uma técnica largamente usada para manipulação de opinião
em favor de interesses sinistros. Tais truques costumam ser eficazes em
seu propósitos de cabrestos perceptuais, mas podem ser vencidos como o
fizemos por ocasião do 'plebiscito pelo desarmamento'.
Então, os comuno-petistas governamentais, midiáticos, igrejeiros, no
magistério e ONGs, tentaram enganar-nos forçando a relação arma-crime,
borrando a realidade criminal-crime: arma não fere, pessoas o fazem.
Conjuntamente, exploraram outra mentira dada pela falsa relação
violência-crime, que tenta igualar eticamente a violência criminosa e a
justa e necessária defesa contra esta.
A hipocrisia criminal de tais canalhas derramou-se abundantemente pelos
jornais, revistas, programas televisos, comentaristas, entrevistas com
'cientistas políticos' e as 'passeatas pela paz' - ao tempo que se
produziam leis de proteção aos criminosos, facilitavam-se os meios para o
crime (p.e. celulares livres para condenados presos) e estrangulavam as
ações das polícias pela redução de verbas e campanhas difamatórias.
Que tudo isto resulta, fica óbvio pela sempre crescente expansão do crime,
atuando livre e impunemente contra a população honesta e trabalhadora, os
otários cujos impostos enriquecem os manipuladores no poder e financiam as
campanhas corruptoras.
Se vc não é avestruz de piada - que enterra a cabeça enquanto oferece a
bunda - busque conhecer a armadilha que se fecha sobre nós.
Dê-se conta que nós, cidadãos comuns, estamos sós ante o perigo.
E que se não agirmos, ninguém o fará por nós.
Abs
M.
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Debate pré-moldado
Olavo de Carvalho, filósofo
"Moldar o debate" é a técnica usada por grupos de interesse para impedir
que as discussões públicas apreendam a substância dos problemas e
canalizá-las numa direção forçada, postiça, previamente calculada para
servir aos objetivos do grupo.
Nos anos 70, essa técnica tirou os EUA do Vietnã, deixando o caminho livre
para que os comunistas assassinassem três milhões de civis ali e no
vizinho Camboja. O truque foi desviar a discussão do problema central - a
ameaça vietcongue - e concentrá-la no estereótipo da "paz". A paz acabou
matando quatro vezes mais gente do que a guerra, mas quem liga para isso?
Pelos mesmos meios foi liberado o aborto, escamoteando a questão essencial
- o que é e como se faz um aborto - e fixando o debate na "liberdade de
escolha". Com ajuda de estatísticas falsas (o número de mulheres mortas em
abortos ilegais nos EUA foi artificialmente esticado de 250 para dez mil
por ano), a militância abortista dessensibilizou a opinião pública para o
fato de que se tratava de matar, por meios inconcebivelmente cruéis e
dolorosos, milhões de crianças aptas a sobreviver fora do ventre de suas
mães a partir do quinto mês de gestação.
Uma nova fraude em massa está em vias de se consumar, agora no Brasil,
pelo uso do mesmo engodo. O movimento gay planeja tornar o
homossexualismo, por lei, a única conduta humana superior a críticas. É a
pretensão mais arrogante e ditatorial que algum grupo social já acalentou
desde o tempo em que os imperadores romanos se autonomearam deuses.
Aprovada a PL 5003/2001, os brasileiros poderão falar mal de tudo - dos
políticos, dos vizinhos, do capitalismo, da religião, de Deus, do diabo.
Mas, se disserem uma palavra contra aquilo de que os homossexuais gostam,
irão para a cadeia.
Esse é o sentido da lei, essa é a substância da proposta. Mas é proibido
discuti-la. É obrigatório ater-se à escolha estereotipada entre "homofobia"
e "anti-homofobia". Homofobia, a rigor, é um sintoma psiquiátrico
raríssimo. Quantas pessoas você conhece que têm horror aos homossexuais ao
ponto de querer surrá-los ou matá-los pelo simples fato de serem
homossexuais? Fazer da "homofobia" o centro do debate é obrigar todo mundo
a chamar por esse nome pelo menos três coisas que não têm nada a ver com
homofobia: a repulsa espontânea que a idéia de relações com pessoas do
mesmo sexo inspira a muitos heterossexuais - repulsa que não implica
nenhuma hostilidade ao homossexual enquanto pessoa e, aliás, é análoga à
que tantos homossexuais têm pelo intercurso hetero, sem que ninguém os
chame de "heterofóbicos" por isso; as objeções religiosas ao
homossexualismo, que vêm junto com a proibição expressa de odiar os
homossexuais; e a oposição política às ambições do grupo gay, tal como
exemplificada neste mesmo artigo.
Reunir tudo isso sob o nome de "homofobia" já é criminalizar a priori
qualquer resistência ao desejo de poder da militância homossexualista, já
é impor a lei antes de aprovada, manietando o debate por meio da
intimidação e da chantagem. É embuste consciente e premeditado. A mídia
nacional quase inteira é culpada disso.