Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Março 2007
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28/03/07
• A nova religião nacional - Olavo - citação
----- Original Message -----
From: M
Sent: Wednesday, March 28, 2007 8:19 AM
Subject: A nova religião nacional - Olavo - citação
Amigo/a,
se vc gosta de textos realmente inteligentes, terá aí uns bons momentos.
Olavo comenta aqui resultados possíveis da aprovação do projeto de lei "anti-homofobia"
e num próximo artigo, no Jornal do Brasil de amanhã,
estará analisando o uso canalha do "debate pré-moldado", implícito no
termo 'homofobia'.
A tática useira-e-vezeira pelos comunas, consiste em "impedir que as
discussões públicas apreendam a substância dos problemas (ao) canalizá-las
numa direção forjada, postiça, previamente calculada para servir aos
objetivos do grupo."
Tal como proposta, esta aberração legal fará dos homosessexuais uma
minoria privilegiada, legalmente muito acima do restante da população.
Sua intenção óbvia não é a "proteção de uma minoria oprimida" - que,
aliás, ademais de nada oprimida, tampouco precisa de especial proteção -
mas, como sempre na atuação da canalha esquerdopata, pretende criar áreas
de atrito social, dividir a população em grupos hostis, gerar ódio e
alimentar o crescente caos social...
...ao tempo em que, concomitantemente, vai acostumando o brasileiro a
'engolir sapos' passivamente:
É isso aí, otário! Engole e fica quietinho. Quem manda somos nós!
Na mesma linha vão as bolsas-esmolas, estimulando a vagabundagem de
privilegiados; a lei de quotas raciais, incitando ao ódio pela imposição
de regalias injustas; a recente proposta da Benedita para a Bolsa Bad-boy,
que premia o crime; a insistência do Cabral, lá do Rio, na
discriminalização das drogas...
Um dia - e que não seja demasiado tarde - a ficha nos irá cair:
esta sub-humanidade perversa e criminal tem que ser apeada do poder.
Por quaisquer meios, antes que se enraizem para sempre.
Abs
M
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A nova religião
nacional
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 26 de março de 2007
Atos libidinosos num templo religioso tipificam nitidamente o crime de ultraje
a culto, previsto no art. 208 do Código Penal. A proposta de lei 5003/2001
consagra esse crime como um direito dos homossexuais e castiga com pena de
prisão quem tente impedir a sua prática. Se o Congresso a aprovar, terá de
revogar aquele artigo ou decidir que ele se aplica só aos heteros,
oficializando a discriminação sexual sob a desculpa de suprimi-la. Terá de
revogar também o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que
assegura aos crentes “a liberdade de manifestar sua religião.... isolada ou
coletivamente, em público ou em particular”.
A ética sexual das religiões tradicionais é parte integrante da sua doutrina e
prática. Proibir uma coisa é criminalizar a outra. Aprovada a PL, no dia
seguinte as igrejas estarão repletas de militantes gays aos beijos e afagos,
ostentando poder, desafiando os fiéis a ir para a prisão ou baixar a cabeça
ante o espetáculo premeditadamente acintoso. O crente que deseje evitar essa
humilhação terá de praticar sua devoção em casa, escondido, como no tempo das
catacumbas.
A desculpa de proteger uma minoria oprimida é cínica e fútil. De um lado,
nunca os homossexuais sofreram violência na escala em que estão expostos a ela
os cristãos hoje em dia. Todo genocídio começa com o extermínio cultural, com
o escárnio e a proibição dos símbolos e valores que dão sentido à vida de uma
comunidade. Na década de 90 os cristãos foram assassinados à base de cem mil
por ano nos países comunistas e islâmicos, enquanto na Europa e nos EUA a
esquerda chique votava lei em cima de lei para criminalizar a expressão da fé
nas escolas, quartéis e repartições públicas. A PL 5003/2001 é genocídio
cultural em estado puro, indisfarçável.
De outro lado, qualquer homossexual que esteja ansioso para trocar amassos com
seu parceiro dentro de uma igreja em vez de fazê-lo em casa ou num motel não é
bem um homossexual: é um exibicionista sádico que tem menos prazer no contato
erótico do que em ofender os sentimentos religiosos dos outros. É preciso ser
muito burro e tacanho para confundir o desejo homoerótico com a volúpia da
blasfêmia e do escândalo. O primeiro é humano. A segunda é satânica por
definição. É a manifestação inconfundível do ódio ao espírito. Uma lei que a
proteja é iníqua e absurda. Se o Congresso a aprovar, não deixará aos
religiosos senão a opção da desobediência civil em massa.
A ex-deputada petista Iara Bernardi, autora da proposta, diz que a nova lei “é
uma importante abertura no caminho para o Estado verdadeiramente laico”.
Laico, o Estado já é. Não possui religião oficial, não obriga ninguém a ter ou
não ter religião. Mas o Estado com que sonha a ex-parlamentar é algo mais. É o
Estado que manda à prisão o crente que repita em voz alta – mesmo dentro do
seu próprio templo – os mandamentos milenares da sua religião contra as
condutas sexuais agora privilegiadas pela autoridade. Esse Estado não é laico:
quem coloca o prazer erótico de alguns acima da liberdade de consciência
religiosa de todos os outros instaura, no mesmo ato, um novo culto. Ergue uma
nova divindade acima do Deus dos crentes. É o deus-libido, intolerante e
ciumento.