Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Março 2007
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03/03/07
• RESENHANDO
De: M
Data: 03/03/07 21:31:50
Para: xxxxxxxxxxxxxx
Assunto: Res: RESENHANDO
Sei que o sr. Alati está correto na sugestão: o único - derradeiro, final
e último - caminho que nos resta é a congregação crescente de grupos de
amigos, conscientes, responsáveis e persistentes.
Comece-se por ampliar as próprias informações e então divulgá-las e
debatê-las entre outras pessoas convidadas.
Acredito que será fundamental fazer crescer a consciência da imensa
gravidade de nossa situação sócio-política, algo de que nossa gente vem
fugindo através da alienação defensiva: perceber claramente a ameaça das
circunstâncias obriga a encarar o medo - algo penoso, que tendemos a
evitar.
Medo elicia duas respostas possíveis: luta ou fuga.
a. - Luta.
Bueno, tchê! mas lutar como? Não temos instituições de defesa da
cidadania; aquelas próprias do estamento estatal - Congresso, Judiciário -
já aderiram aos bandidos. Não mais temos líderes políticos lúcidos e
valentes, como o foi Carlos Lacerda. Jornais e TVs estão cooptados. Que
meios tem o cidadão comum para se opor a força avassaladora do Estado?
Portanto resta a
b. - Fuga.
Mas fugir pra onde? Alguns - poucos - terão meios de se mandar pra
Austrália, Flórida... Mas a imensa maioria como fica? Pra onde ir? È a
porta do inferno da ansiedade ilimitada:
- Se ficar o bicho come, mas não há como fugir...!
Há sim. É o que quase todo nosso povo vem fazendo - FUGIR PELA NEGAÇÃO.
A brilhante, genial, estratégia do avestruz - enfia-se a cabeça na areia e
não se vê o tigre armando o bote. Vira almoço, mas escapa da insuportável
ansiedade da consciência lúcida.
A saída deste impasse é exatamente a ampliação desta consciência lúcida.
Há que se apreender profunda e detalhadamente o problema das
circunstâncias sócio-políticas.
O que gera a ansiedade é apavorar-se no escuro. É estar cego ante o
perigo.
É ignorar o que é o perigo, onde está, como exatamente nos ameaça e o que
realmente pode nos fazer.
Tenho assistido o medo inicial de pessoas que alcancei conscientizar. Não
raro, em um primeiro momento há ódio contra mim por expô-los à luz da
verdade que os rodeia e ameaça, que evitavam encarar de frente. Mas o medo
some na mesma velocidade do aprendizado: somando conhecimento do Foro de
São Paulo e suas implicações, da verdadeira natureza do PT e dos petistas,
do PSDB, PMDB e similares, das táticas gramscianas larga e longamente
usadas na guerra psicológica contra nós pela mídia, escolas, igrejas - e
então aparece a vontade de lutar.
O efetivo conhecer elicia a busca por soluções.
( Há dados honestos e realistas ao alcance de quem queira no www.midiasemmascara.org
e em www.olavodecarvalho.org. Acesse-os e tome conhecimento. )
Idéias de solução não aparecerão num primeiro momento, mas a seu tempo -
pela simples lei de probabilidades - irão surgir.
Mais que provável que envolvam meios além das possibilidades pessoais.
Isto significa que a medida que se conhece e se incorpora a realidade,
novas facetas desta estarão se abrindo e carreando problemas específicos,
em nível acima do inicial.
Isto é progresso.
Problemas não devem assustar.
A definição de 'problema' implica a necessária existência de uma ou mais
soluções. Problemas podem ser debatidos, examinados por vários ângulos,
tantos mais quanto mais pessoas envolvidas. Há que deixar fluir a
criatividade e a intuição, sem receios de críticas.
Mas sobretudo há que se vincar sempre que só a união produz força - algo
que os petistas, cutistas, emessetistas e demais comunistas em todo o
mundo descobriram há muito tempo. E é mais que tempo que a nosso boa gente
também o descubra.
Uma gota d'água é nada.
Sózinha.
Unidas dão tsunamis, niagaras, sete-quedas...
Abração do
M.
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Resenhando em 05/03/07
A crítica de João Nemo é das mais realistas! Eu também me cansei, voltei
aos meus livros e às vezes ao meu crochet, pois me fazem bem, já que o
Brasil não tem jeito pelas próximas décadas. Tenho pena de minhas filhas e
dos meus netos que ainda nem nasceram, pois seus futuros estão condenados
ao atraso, ao retrocesso, à ignorância, à violência e à mais completa
falta de perspectivas. Chegamos a um ponto em que não temos mais nem
elite, que se calou, colaborou, locupletou-se, acovardou-se. Fomos
nivelados pelo pior, pela corrupção, pela preguiça, pelo obscurantismo.
Pensar o país hoje é de uma inutilidade extrema.
Valéria Rodrigues
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Amigos.
Vítimas de sua própria omissão!
O quê o amigo está esperando? Seu filho ser assassinado? Sua mulher ser
seqüestrada, ou pior? Porventura o amigo está esperando que os
responsáveis pelos problemas – as classes políticas e os funcionários
públicos envolvidos - resolvam os problemas pelos quais são os
responsáveis?
Nós, cidadãos comuns, é que temos que resolver os nossos problemas! Como?
Pra começar, nos organizando! O amigo não percebe que estamos
desordenados, confusos como baratas tontas pra lá e pra cá?
Como nos organizar? Bem, vou contar uma historinha: vocês conhecem a
esposa do Sr. Felipe? Não? Não tem importância!
Outro dia, D. Matilde encontrou com o Sr. Antonio e disse: Como poderíamos
resolver esses problemas tão graves que a cada dia estão mais próximos de
nós? Estive pensando, mas ao contrário de encontrar soluções aumentaram
minhas aflições! O quê o Sr. acha?
Sr. Antonio: Eu também não sei... mas vamos conversar com o Sr. Felipe,
meu vizinho, a esposa dele sempre tem boas idéias!
Aí está, é assim que as coisas devem começar, de um a um, de dois a três,
até serem muitos os cidadãos que reformularão a nossa sociedade sob pena
de acabarem como as vítimas de sua própria omissão!
Atenciosamente.
Eugênio José Alati.