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(Márcio Del Cístia)

Maio 2007               Índice Geral


21/05/07

Comentários a "Doente terminal" de Mara Montezuma Assaf

----- Original Message -----
From: M
Sent: Monday, May 21, 2007 11:59 AM
Subject: Comentários a "Doente terminal" de Mara Montezuma Assaf

Amigo/a,
o texto abaixo reproduz o sentir de uma quantidade de brasileiros conscientes. Como tantos de nós, a autora sufoca-se contra as grades de uma enorme armadilha fechando-se sobre nossa gente. E não vê saída.
Pior, percebe que as costumeiras instâncias adjutoras - aquelas que em tempos normais seriam nossa salvaguarda - fizeram-se, elas mesmas, barras de prisão.
Lembra o 'Cansei!' do Nemo e a citação introdutória de Eduardo Bacelar:
"Um homem pode ter altruísmo e coragem suficientes para se resignar a morrer combatendo nas Termópilas, mas precisa ter muito estômago e ser muito tolo para combater rodeado de canalhas e covardes."
E ao que parece, a menos que nos socorra um milagre, país e povo estamos já condenados a largas décadas de trevas e escravidão.
Então, lutar para quê?
Entretanto, entendo que o risco que nos ronda enquanto brasileiros é detalhe num quadro maior e ainda mais trágico.
Em "Adendos A Psicologia da Nova Esquerda I e Final" (arquivos do MSM) esbocei uma leitura da esquerdopatia e razões porque a equalizo, junto ao Islam corrompido, ao Mal Encarnado - identificando-os com os dois chifres da Besta de que fala o Apocalípse. Maléficos e malditos ambos, sem dúvida, mas ainda só apêndices e marionetes de uma escuridão maior, que trama desde as Trevas com a imensa maldade do desespero sem limites.
Acredito que estamos - toda a humanidade - já mergulhados no Armagedon, a batalha final entre a Luz e as trevas da corrupção abissal. Externamente, a agressão deteriorante se dá em múltiplos campos e frentes - política, educacional, nas artes, nas religiões, na filosofia e mesmo nas ciências, avassalando o objetivismo factual que deveria dar-lhes imunidade - já que, em última instância, também os fatos materiais são suscetíveis a interpretações valorativas distorcidas.
Em minha leitura, o denomidor comum a todos os vetores agressivos é seu alvo final - a perversão do Espírito do Homem.
Perdoe-me a imodéstia de, por economia de tempo, citar-me a mim mesmo:
"Em A consciência pelo movimento, Moshe Feldenkrais nos lembra que há pelo menos uma idéia aceita por todas as ciências – a Vida neste planeta se escalona em crescentes níveis de complexidade, estando o Homem em seu ápice. A observação revela diferentes graus de consciência ao longo da escalada das espécies, evidenciados pelas crescentes sofisticações comportamentais na interação com o meio, desde as elementares trocas químicas do proto-virus, passando pelos diferentes níveis de plasticidade adaptativa dos instintos, até à excelência do exercício do livre-arbítrio nos santos.
Um Eu que se individualiza em consciência de ser-no-mundo é o traço mais marcante a nos distinguir das demais espécies.

Se entendermos esta orientação de desenvolvimento como um propósito – mesmo incidental, na acepção de mera resultante da interação por automatismo dinâmico de Leis Naturais ainda desconhecidas - impõem-se-nos aceitar que este sentido evolucionário necessariamente se dirige a metas que compreendem a crescente ampliação e aprofundamento do fenômeno da consciência.
Acredito que, em termos de potencial humano, o estágio mais elevado se efetiva pela condição que usamos chamar de "santidade", que, independente de credos religiosos ou filosóficos, é também conhecida por Iluminação e/ou Consciência Crística.
Podemos equalizar humanidade = consciência, tanto que quanto mais consciência, mais humanidade. A obviedade se explicita no signo que caracteriza a santidade - seu incondicional e irrestrito Amor à Vida, sob todas suas formas.
Somos, todos, partes deste imenso caudal ascendente e toda a História do Homem, em última análise, vem sendo construída a partir da escolha - sempre individual - entre sermos coadjuvantes empenhados ou cisco levado à revelia.
A opção pelo ativo alinhamento a esta orientação natural induz sempre e necessáriamente à emergência da virtude, do conhecimento e de sua aplicação ao Bem Comum."
Curtinho: converte-se na inclinação ao Bem. O esforço pela consciência engloba sua origem subjetiva e sempre emerge maior, limpa e clara, do envolvimento nos conflitos anímicos, inevitáveis em nossa presente condição humana. Seu progresso induz à crescente sensibilidade ética - essência da santidade - e à percepção de que atuar a favor do próximo aumenta o bem-estar, a capacidade de desfrutar da maravilha da Vida, da beleza e alegria de viver. Entendo que todos nós, bichos gente, graças aos didáticos trancos-e-barrancos desta imensa escola chamada Mundo, lentamente crescemos para a paz e a harmonia com toda a Vida.
Entendo que absolutamente tudo no Esquerdismo, a começar por seu materialismo doentio, primário e boçal, continuado pela permissividade viciosa liberando como valores excelsos o que de pior existe no lado escuro do Homem, são armas criadas deliberadamente para dificultar e travar este movimento rumo à excelência humana e, neste empenho, atualiza o Mal Absoluto. Tanto que mesmo seus opositores arriscam-se, pelo contato conflitivo, a se corromperem igualmente, para gáudio e glória da Negritude.
Entendo que nunca, como hoje, se faz mais preemente o alerta do Amigo: Orai e vigiai! compreendido como um alerta para a luta externa e a vigilância saneadora sobre si mesmo.
Entendo que esta disposição faz, a cada um destes bravos opositores ao horror que se avoluma,
verdadeiros Guerreiros da Luz, haurindo força e ânimo de Sua promessa: As trevas não prevalecerão.
Penso que a união maior, mais estreita e somadora, destes homens e mulheres de briga, é vital pra todos.
Lembrar sempre que:
- a escuridão é mais intensa justo na hora que precede à gloria da alvorada.
- você não está sozinho/a. NUNCA!
- a briga continua até a vitória.
Abs
M.

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20/05/2007
Doente Terminal por Mara Montezuma Assaf

Não tenho remorsos, fiz tudo que estava ao meu alcance como simples cidadã . Acho até que fui além, pois me expus dando a cara prá bater. Em 2004 fui vítima até de intimidação, uma tentativa de coação (via internet) por parte de um deputado federal petista (não reeleito) para que eu parasse com minhas mensagens e ainda lhe passasse os nomes constantes em minha lista de endereços sob pena de sofrer o peso da Justiça....
Nem lhe dei retorno, e ficou nisso.

Recebí mensagens de petistas, ilustres professores universitários-militantes, catedráticos mestres que usaram de ferina ironia e desprezo para desqualificar meu trabalho e minha pessoa. Dei-lhes respostas pontuais e espalhei-as pela internet, já que isso só poderia proteger-me. Certo?

E finalmente sou a feliz destinatária de centenas de mensagens spams diárias, que é como a militância tenta inviabilizar minha maquineta para receber ou mandar mensagens. Nada que um sistema de bloqueio não me resolva em parte.
Nada disso me abateu.
E não reclamo, já que exercendo meus direitos de cidadania descobrí a amplitude da responsabilidade de efetivamente ser cidadã , e os correspondentes deveres inerentes à esta realidade.
Tudo valeu a pena nestes quase cinco anos de batalha.
Mas agora cansei.

O que me abate, me tira as forças, me desanima, é que nada que se faça em termos de denúncias, artigos e comentários vindos por parte de jornalistas ilustres parece abalar este governo. Ações do Ministério Público contra sabidos corruptos acabam todas em águas de bacalhau. E sabe porque?
Porque a Justiça está a serviço do partido do governo, não a serviço da Nação e de seu povo. Usa de todas as cômodas brechas legais da Constituição de 88 para livrar a cara dos que sejam "muy amigos".
Dessa maneira, comprovados corruptos foram até reeleitos e serão abençoados com o perdão, anistia ou mesmo com um atestado de inocencia.

Tão bem amarradinho foi o plano de posse e manutenção do Poder por parte dos petistas que , salvo o escorregão do mensalão que lhes valeu a queda do todo poderoso Zé Dirceu, no mais, conseguiram neutralizar todas as ações que escancararam suas maracutaias.

Cooptaram politicos e partidos para ter o controle do Parlamento, infiltraram militantes assumidos em vários Ministérios inclusive e especialmente o da Justiça ; usaram de deslavada benemerência para comprar votos de eleitores carentes; dominaram a mídia com acenos de patrocínios de estatais ou com a ameaça de retirada dos mesmos. Transformaram as instituições em cabides empregatícios, amansaram os sindicatos, apresentaram ao povo ações espetaculares e sempre sob o foco das cameras de TVs de capturas de corruptos de colarinho branco, saciando a fome de justiça daqueles que se sentem injustiçados.
Neutralizaram até a oposição, se é que assim ainda pode ser chamada...
Descolaram a imagem do presidente de qualquer ação menos honesta simplesmente com a afirmação do mesmo de que nada sabia ou viu....

Então, em vista do exposto, só consigo imaginar nosso país como uma Nação sofrendo de uma doença. Mas não de uma doença qualquer! E sim de uma grave enfermidade que pode lhe ser fatal.
Pois que uma gama enorme de remédios foi ministrada por jornalistas, juristas, politicos, cidadãos de todos os níveis, e nada... nada surtiu efeito.
Minha gente , nosso País está enfêrmo, e se não lhe aplicarem uma medicação que consiga obter alguma reação positiva, pode-se dizer que este é um paciente em estado terminal..

É isto que me tira o ânimo...lutar para que? Nosso país está morrendo, gente!


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