Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Maio 2007
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16/05/07
• É proibido reprovar, professora!
----- Original Message -----
From: M
Sent: Wednesday, May 16, 2007 9:31 AM
Subject: [Possible SPAM] Fw: É proibido reprovar, professora!
Senhor Deus dos Deserdados!
A maré de merda comuno-petista continua subindo e putrefazendo a nação ... E
não há ninguém pra por um fim a isto.
M
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É PROIBIDO REPROVAR, PROFESSORA!
Ubiratan Iorio
(Publicado em 14/05/07)
Os professores da rede municipal desta cidade que já foi maravilhosa,
doravante, não poderão mais reprovar os seus alunos! E, além da avaliação I
(insuficiente), está também suprimido o conceito O (ótimo), pois, ao que
parece, a Secretaria de Educação deseja evitar que se cristalize uma “elite”
(palavra politicamente condenada), formada pelos melhores alunos... É o que
reza a Resolução SME 946/2007, que dispõe sobre a avaliação escolar, publicada
no DO de 27 de abril. Este novo mandamento dos pedagogos de gabinete parece
voltado, primeiro, a conter a evasão escolar que, segundo suas mentes
privilegiadas, tende a aumentar com o “trauma” provocado pelas reprovações;
segundo, claramente, a maquiar as estatísticas; terceiro, a segurar os alunos
nas escolas, para que não fiquem perambulando pelas ruas à mercê do crime, já
que seus responsáveis são irresponsáveis; e, finalmente, a dar o tiro de
misericórdia na classe de privilegiados malvados formada pelos que exercem a
missão de ensinar.
Sim, privilegiados, porque nossos professores e professoras da rede municipal,
a exemplo de seus colegas da rede estadual, ganham uma fortuna, trabalham
poucas horas - o que os livra da canseira de terem que fazer a chamada “dupla
regência” e de lecionar em mais de um colégio -, dispõem de todos os
equipamentos que a moderna tecnologia de ensino oferece, atuam em escolas em
cujas cercanias nem de longe há risco de eclodirem tiroteios, são respeitados
pelos educados discípulos, valorizados pela importância de sua profissão, têm
todos os incentivos para se aperfeiçoarem em novos cursos e todas as
motivações para permanecerem no magistério... E malvados, porque se comprazem
em reprovar alunos e alunas dedicados, interessados e que buscam sempre
aprender... Managgia!
Será que nossas professoras não sabem que reprovar um aluno que “mata” aulas e
que não estuda é um crime contra a “inclusão social”? E que têm por obrigação
substituir muitos pais e mães ausentes, que depositam filhos no mundo sem se
preocuparem em cuidar deles? Será possível que nossos mestres desconheçam que
sua principal função não é ensinar, impor-se pelo saber e pelo respeito, mas
evitar que seus alunos descambem para as estradas do tráfico e da
marginalidade? Que, ao invés de ensinarem Matemática, devem incentivar o uso
de preservativos para os alunos? Que, em vez de ensinarem a ler, escrever e
interpretar o Português, sua obrigação é despertar “consciências ecológicas”?
Que devem evitar lecionar a História como ela se deu e forjar-lhe o
determinismo marxista, para formarem “engajados”? Ensinar a velha Geografia?
Não, o que importa é a “educação sexual”... Ciências? Ora, o relevante é a
“consciência cidadã”...
O decreto que proíbe as professoras de reprovarem é, ao mesmo tempo, um acinte
a quem preza a educação, uma absoluta falta de respeito para com o
professorado e uma demonstração de como a politização da educação - tão
defendida pela esquerda – reflete-se na degradação de algo que já vem sendo
sucessivamente degradado, tanto pelos governos como pela arrogância dos
pedagogos. Comparar tal medida com o que acontece em países desenvolvidos,
como fez o prefeito do Rio, é como confundir focinhos de porcos com tomadas,
pois as condições culturais, econômicas, sociais e éticas dos alunos, bem como
as condições de trabalho dos professores, são muito diferentes. A famosa “Mãe
Joana” - tudo o indica – fixou residência definitivamente “neste país”
infeliz, presidido por alguém que, de educação, entende tanto quanto os
mosquitos da dengue de Física Quântica.
Aos professores do Rio, heróis mais uma vez desautorizados e humilhados, minha
solidariedade. E um humilde conselho: não fiquem calados diante de tanta falta
de respeito: chamem os pais de seus alunos e perguntem a eles se é isto o que
desejam para os seus filhos! Se for, lavem as mãos e aprovem todos, pois o
futuro os reprovará com um baita zero!