Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Junho 2007
Índice Geral
27/07/07
• O CAOS AÉREO - EXPULSÃO JÁ
----- Original Message -----
From: M
Sent: Wednesday, June 27, 2007 11:24 PM
Subject: O CAOS AÉREO - EXPULSÃO JÁ(*)
Abaixo, comentários por profissionais experientes sobre o continuado drama
da Infraero.
Novamente estamos nós, brasileiros, às voltas com um - mais um! - exemplo
da devastação que a peste comuno-petista vem livre e impunemente causando
ao país.
Como sempre e onde quer que atuem, conseguem criar divisões, conflitos,
ódio, destruição e prejuízos para o povo - capitalizando em proveito
próprio as ruínas resultantes, institucionais e humanas.
Tenho conversado, onde quer que os encontre, com uma quantidade de
petistas, oficialmente inscritos no partido ou apenas apoiadores
entusiastas.
Neles, um entre vários denominadores comuns encontrados, é a ignorância -
funda, ampla, geral e robustamente arrogante.
Outro, aquele tipo de estupidez que bem se define no ditcho "Não sei, não
quero saber e tenho ódio de quem sabe!", uma muralha impeditiva de
qualquer possibilidade de mudança e crescimento, em especial porque
alicerçada nas - e alimentada pelas - mais deprimentes características
comuns a todos eles: inveja azeda e negro rancor. Ambos mascarados,
inclusive aos próprios olhos, pelas usuais baboseiras sofísticas e
abundantemente avalizados e santificados pela comunhão com o rebanho de
iguais. E ainda justificados pelo que conhecem da atuação de 'notórios
direitistas' como Renan Calheiros, Toninho Malvadeza, José Sarney...
São toupeiras emparedadas em seus escuros túneis emocionais, incapazes de
perceber no quadro maior algo além das projeções das próprias fantasias,
aliás, cuidadosamente conduzidas pelos discursos embromadores do desdedado
e seus acólitos.
Nos olhos, lampejos de alegria feroz - quando abordados eventos como o da
Infraero, os 2,3% de crescimento econômico, as humilhações impostas às
FFAA ou as bestialidades do MST - evidenciam as subjacentes motivações de
vingança e rancor satisfeitos. Estas gratificações, sub-produtos em
engenharia comportamental de lances políticos, garantem a permanente
ancoragem de sua fanática adesão.
São os idiotas úteis compondo as massas de manobras em apoio ao partido;
obcecados absolutamente impermeáveis a quaisquer argumentos, por mais
óbvios, e muito além das possibilidades de re-educação em tempo hábil para
as esperanças eleitorais de opositores. Se os houvessem.
Este é um aspecto curioso da 'democracia', cuidadosa, longamente,
trabalhado pela demência esquerdopata - uma vez produzida uma massa
suficiente de estúpidos, estes serão usados para definir o destino dos
demais. Uma das razões porque Roberto Campos, ao final de sua vida, passou
a defender o regime monárquico.
Se a pesquisa da Sensus foi honesta, são hoje 64% da população - mais de
60 milhões de indivíduos votantes a apoiarem com entusiasmo qualquer treta
congressual em favor de um terceiro mandato para o exú de Garanhuns,
conforme o balão-de-ensaio no Hora do Povo. A Constituição - em qualquer
nação - parece ter semelhança com vagina virginal: uma vez rompido o hímen
( a imposição do desarmamento aos cidadãos de bem, por exemplo ) a
passagem estará livre para os próximos estupros, tantos quantos convenham
aos donos do bordel. Pergunte ao Chávez, mestre no assunto.
Portanto, a menos que nos ocorra um milagre - digamos, de tonalidade
verde-oliva - os vaticínios de Olavo de Carvalho quanto ao negro futuro
que se celeremente se atualiza, mais uma vez estarão corretos.
E se ninguém, nestas condições, pode sugerir via de solução diferente de
uma reedição de '64, vou continuar pedindo
TANQUES ÀS RUAS JÁ!
antes que censurem a Internet.
M.
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Aos meus amigos
Repasso concordando com o autor do artigo e com o comentário do Cel
Luzardo.
Abraços
D.
----- Original Message -----
From
To:
Sent: Tuesday, June 26, 2007 11:32 AM
Subject: O CAOS AÉREO - EXPULSÃO JÁ(*)
Para os que não "conhecem" como funciona o Controle de Trafego Aéreo e aos
que dão "palpites" imbecis sem nada conhecerem... aos que já conhecem e
sabem das deficiências e das beneficias do sistema (maior que a Europa),
dos controladores com suas sobrecargas, deficiências humanas e suas
vantagens profissionais e ainda o esforço fenomenal que a Força Aérea faz
para a sua manutenção, com verbas contingenciadas e com impedimento
governamental de se aumentar efetivos, por favor, divulguem aos leigos.
Motim é crime. Os controladores que fizeram motim foram incentivados com a
promessa de "políticos" que não seriam punidos. No caso do avião da Gol
eles tiveram uma parcela de culpa não dolosa, mas daí fazerem o que
fizeram, para "se resguardarem" das conseqüências, só podia dar no que
deu. Por traz de tudo que vem acontecendo existe uma forte conotação de
aproveitamento político irresponsável como a tal da "desmilitarização" que
instiga a anarquia de uma Organização Aeronáutica, que sempre foi
respeitada e admirada pelos Aviadores com "A" maiúsculo, em nome de
"direitos" sem "deveres" e com a conseqüente desmoralização das FFAA.
Quase todos os meus vôos foram controlados por excelentes controladores
militares, a quem devo, muitas vezes, quando em condições bastante
adversas, um retorno a minha base e um pouso seguro. A esses a minha
gratidão, admiração e respeito. Aos que, por fraqueza, fizeram o que
fizeram para denegrir mais ainda a nossa Pátria, o meu desprezo. Que sejam
exemplarmente punidos.
Luzardo AS Cel Av R1.
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O CAOS AÉREO – “EXPULSÃO JÁ”
Diante de mais um caos nos aeroportos, com a conivência dos controladores
de vôo militares, parece-me que é algo pior do que aconteceu no dia 31 de
março deste ano.
A “queda de braço” entre os ditos “sargentos controladores” e o Comando da
Aeronáutica reacendeu.
A atitude do Comando da Aeronáutica, no início de abril, não os intimidou.
Também pudera. Dia 19 de Junho, na CPI do “apagão aéreo”, depois que
assisti a Sr.ª Graziella Baggio, Presidente do Sindicato Nacional dos
Aeronautas, mulher elegante e com eloqüente oratória, percebi o quanto ela
era a favor da desmilitarização do controle de tráfego aéreo. Os seus
interlocutores, todos parlamentares, também davam nítida impressão que
essa era a solução mais adequada, apesar de não perceberem a crise de
valor moral que “perambula” naquele Parlamento. É a velha máxima do Novo
Testamento: “percebe o argueiro no olho do próximo, sem se preocupar com a
trave que está no seu”. (Mateus, Cap. 7, Versículos 3, 4 e 5)
Ao visitar o CINDACTA 1, o Presidente da CPI na Câmara, Deputado Marcelo
Castro, alegou que não está havendo diálogo entre subordinados e
superiores. O clima é tenso, segundo aquele parlamentar. Devo dizer ao
nobre Deputado Marcelo Castro que a vida militar é regida por uma mística,
onde a disciplina e o respeito ao superior são basilares à ordem dentro
dos quartéis. Portanto, acho inoportuno dar “palpite” sobre um assunto ou
uma sociedade que não se conhece.
Isso também é válido para os ditos especialistas em transporte aéreo,
doutores e mestres universitários. Defendem a desmilitarização ou o
incremento de uma gratificação nos contra-cheques dos revoltosos. Esses
professores universitários devem ter aplicados fórmulas matemáticas
complexas nas defesas de suas teses e dissertações, mas são incapazes de
discernir a diferença entre uma biruta e um pára-quedas distendido no chão
ou uma tela de televisão de uma tela de um terminal de controle. Portanto,
devem opinar sobre o assunto àqueles que, realmente, conhecem tanto o
Sistema de Controle de Tráfego Aéreo Brasileiro, como o estamento militar.
Ora, diante de opiniões amadorísticas que, unicamente, promovem seus
emitentes, junto à Sociedade, os sargentos controladores só têm a se
enveredar por um comportamento de resistência às autoridades constituídas,
transformando uma questão de disciplina militar em uma crise política, e é
o que está acontecendo, não sendo bom para o Brasil.
Mais uma vez volto a repetir o que referenciei no meu manifesto, “o Toque
de Reunir”, publicado em blogs e na rede da internet, no dia 01 de abril
deste ano: “o que está em jogo é a quebra da disciplina nas Forças
Armadas”.
Apesar de ser uma reação setorizada de sargentos controladores da
Aeronáutica, se não forem punidos de imediato, isso se espalhará para os
demais setores da Aeronáutica e das Forças co-irmãs, Marinha do Brasil e
Exército Brasileiro.
“Expulsão”, como traidores e sabotadores, é o mais conveniente, diante do
infortúnio a que ficaram submetidos os passageiros, nos aeroportos, no
período de 20 a 23 de junho. Crianças em situação a mais difícil,
inclusive uma meninha de tenra idade, pós-operada, largada nos bancos,
senhoras enfermas e idosas em prantos por não poderem chegar aos seus
destinos previstos, confrontos entre passageiros e funcionários de
companhias aéreas, criando assim um clima de conflito entre
brasileiros-irmãos.
Esses são os controladores militares que maculam a imagem da FAB e a
imagem dos controladores militares que os antecederam, suboficiais e
sargentos que honravam suas missões.
Quando a Sociedade Brasileira vê na tela da televisão um oficial general
ou coronel afirmando que os equipamentos foram substituídos ou reparados e
que não há buracos negros nos céus do Brasil, pode estar certa que aquelas
afirmações têm o peso de, no mínimo, trinta e cinco anos de bons serviços
prestados, tendo cada um daqueles oficiais uma história anônima de denodo
à Pátria.
Por outro lado, a assertiva de que os equipamentos de Controle de Tráfego
Aéreo estão deixando a desejar e colocando em risco a segurança é
revestida de dolo e produzida por ditos “sargentos” (que de sargentos
especialistas da Aeronáutica não têm nada) com menos de dez anos de
serviço.
Ao se fazerem de vítimas, por estarem sendo pressionados, principalmente
pelos tenentes e capitães seus chefes, é porque não estão cumprindo as
normas em vigor e, portanto, rompendo com o juramento que fizeram perante
o Pavilhão Nacional (Bandeira Brasileira) no início de suas carreiras.
A diferença entre os sargentos revoltosos e os seus chefes é que aqueles,
para se beneficiarem financeiramente, estão quebrando a ordem militar e
sacrificando famílias nos aeroportos. Estes, seus chefes, sacrificaram
apenas as suas famílias, deixando o seu lazer, para se dedicarem ao
estudo, a fim de serem aprovados no Centro de Instrução e Adaptação da
Aeronáutica (CIAAR), e lá suplantarem os desafios acadêmicos da carreira
imposta por aquele Centro de excelência, formador do Oficial Especialista,
em Belo Horizonte.
Aliás, àqueles que alegam que o Controlador de Tráfego Aéreo deve ter uma
carreira, informo que isso já existe. Além dos cursos oferecidos pelo
CIAAR para galgarem ao oficialato, até a idade de 48 anos, acima
mencionado, podem prestar concurso, até a idade de 21 anos, para as
academias militares e, se formados na área de saúde, para o quadro de
oficiais médicos, dentistas ou farmacêuticos.
Isso tudo é possível, uma vez que o Controlador de Tráfego Aéreo não dá
serviço diário. Tem uma escala de folga que lhes possibilitam fazer curso
superior de horário integral, facilidade que outras especialidades não têm
e que a imprensa não divulga por desconhecimento ou mesmo por maldade,
para torná-los vítimas de imposições previstas na carreira militar.
Então, como se percebe, um plano de carreira existe. Há sim necessidade de
dedicação e estudo, para se conseguir novos patamares funcionais, e não
fazer “operação padrão”, prejudicando a Sociedade Brasileira no seu
direito de ir e vir e possibilitando que pessoas desinformadas, como a
classe política e líderes sindicais, tirem proveito disso e locupletem
seus planos políticos em detrimento da “ordem e progresso”, dístico da
Bandeira Nacional.
A Força Aérea Brasileira, ao longo da sua trajetória, teve, no seio da
oficialidade, diversos oficiais oriundos de sargentos especialistas. Este
que escreve o presente artigo, por exemplo, é um deles, cuja honra de ter
cursado a Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAER), na cidade de
Guaratinguetá, ornamenta o seu currículo de Oficial Intendente da
Aeronáutica, Membro do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra
(ESG).
Faço questão de mencionar o nome do Exmo. Sr. Maj. Brig. Ar. Walacir
Cheriegate, que fora Sargento Especialista e chegou a Comandante da EEAER.
Por oportuno, cito ainda o Exmo. Sr. Ten Brig. Ar. Pedro Ivo Seixas, que
foi Soldado de Primeira Classe e Cabo da Aeronáutica, alcançando o ápice
da carreira como Comandante do Comando Geral de Apoio (COMGAP) e
Comandante da Escola Superior de Guerra. Com toda certeza, esses oficiais
generais e outros superiores e intermediários, se alcançaram àqueles
postos e forjaram suas histórias no contexto do enredo da Força Aérea
Brasileira e da própria Aviação Militar, não foi fazendo “operação padrão”
ou tentando desestabilizar a estrutura militar, mas sim se dedicando ao
estudo e ao serviço da Pátria.
Cabe também mencionar que qualquer sistema constituído de equipamentos
diversos, não é 100% perfeito. Se “plots” falsos despontam na tela do
radar ou mesmo se desaparece um ou outro vetor, por questões
meteorológicas ou mesmo por causa mal funcionamento, isto não é motivo
para se alegar que o sistema, como um todo, é falho. Fatos como estes
aconteceram no passado, principalmente, antes do acidente da aeronave da
Gol. Ao profissional responsável cabe “brigar com a pane”, suplantado os
óbices e restaurando a normalidade do funcionamento do equipamento. Essa é
a postura do técnico competente e que ama aquilo que faz, e não abandonar
o console, como um inconseqüente, não preocupado com os transtornos que
advirão à população.
Os bravos Sargentos Especialistas da Aeronáutica nunca se portaram desta
forma. Quantos mecânicos e técnicos em eletrônica se curvam nas bancadas
das oficinas dos Parques de Material, a fim de disponibilizarem
componentes aeronáuticos e aeronaves? Por que os sargentos do Parasar não
medem esforços para salvar vidas humanas, colocando, inclusive, as suas em
perigo? Qual a saga que move nossos sargentos gestores a driblarem as
dificuldades financeiras na busca das suas organizações militares
cumprirem seus planos de missões? Como nossos sargentos de Infantaria
conseguem conviver com a falta de recursos, sem prejudicar a formação dos
recrutas e a segurança dos quartéis?
Eis aí a real epopéia do “Sargento Especialista da Aeronáutica” que faz a
nossa Força Aérea operacional, cumprindo a sua missão constitucional.
Imaginem se esses guerreiros, diante de qualquer das dificuldades que lhe
são peculiares, corressem para o Setor de Psicologia, do nosso Serviço de
Saúde, dizendo-se estressados, como estão fazendo agora alguns sargentos
controladores? Com toda certeza, os bravos Sargentos Especialistas não
fariam isso, porque trajam o “azul baratéia”, cor de suas fardas que lhes
acompanharam ou acompanham, desde a época de aluno. Os Sargentos
Controladores de vôo, que agora se afugentam no Serviço de Psicologia da
Aeronáutica, também as vestem, porém lhes cairiam melhor as “saias brancas
rodadas”, como as das baianas que abrem os desfiles das escolas de samba.
A prisão de dois sargentos e o afastamento de outros quatorze do Controle
do Tráfego Aéreo deve ter como fecho suas expulsões. É temeroso colocá-los
no Controle da Defesa Aérea, pois não será de assombrar se os mesmos
fizerem acordo com narcotraficantes, para colocar sob suspeita a
operacionalidade do nosso Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), tudo
em prol de seus interesses escusos e imediatos, além de contaminarem,
negativamente, seus colegas que lá desempenham suas atividades de forma
harmônica e anônima.
Evidentemente, os infratores já têm advogados para defenderem seus atos
indignos. Infelizmente, esse tipo de categoria, anômolo no estamento
militar, conseguiu, nos últimos anos, promover o “Advogado de porta de
xadrez” a “Advogado de portão das armas”, tudo sob a orquestração de um
plano que visa à desestabilização das nossas instituições e, neste caso,
em especial, as Forças Armadas.
Portanto, urge a instauração de um Conselho de Disciplina, a fim de
“expulsar” das fileiras da briosa Força Aérea, esses inconseqüentes que
querem jogar por terra toda uma história da Aeronáutica, escrita por
homens dignos, nossos prepostos, tanto oficiais como sargentos
especialistas.
Posso afiançar que uma medida disciplinar desta natureza será aplaudida
por usuários de avião, pelo segmento econômico do País, e por toda a
Sociedade Brasileira, que clama por justiça nestes dias de finais dos
tempos.
Por tudo isso, “expulsão já” aos traidores da Sociedade! O resto é
conversa fiada.
Brasil, Pátria e Dever.
ANTONIO CELENTE VIDEIRA Cel. R1. Aer
Membro do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra